
O mercado de trabalho norte-americano mostra sinais mais claros de estagnação, o que pode ser usado pelo presidente Donald Trump como instrumento de pressão para o Federal Reserve (BC do país) reduzir a taxa de juros em vigor.
Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que o país criou 22 mil empregos no mês de agosto, e a taxa de desemprego subiu de 4,2% para 4,3%, o maior percentual registrado em quase quatro anos.
O relatório também aponta uma revisão em baixa dos dados de emprego de junho, quando a economia norte-americana perdeu 13 mil empregos, naquele que foi o primeiro mês de corte de vagas disponíveis desde dezembro de 2020 e que encerra o segundo período mais longo de aberturas de vagas até o momento.
Economistas ouvidos pela CNN norte-americana afirmam que o quadro de baixas contratações e poucas demissões estão abrindo poucas oportunidades para quem está em busca de trabalho.
A força de trabalho, que encolheu por três meses consecutivos, aumentou em 436.000 pessoas em agosto, de acordo com dados do BLS. A taxa de participação na força de trabalho também subiu, subindo de 62,2% para 62,3%.
Embora a maior parte desses ganhos na força de trabalho tenha sido de pessoas classificadas como empregadas, o aumento de desempregados foi atribuído àqueles que reingressaram no mercado de trabalho e estão em busca de emprego.
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