13 de junho de 2026

Extrema-direita volta a ameaçar Netanyahu com dissolução de gabinete em Israel

Mídia israelense destaca críticas e conflitos entre Benjamin Netanyahu e coalizão que o mantém no poder por conta do confronto em Gaza
Foto: Avi Ohayon/GTO - via fotospublicas.com

Os embates entre o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e a coalizão que o mantém no poder tem sido alvo de análise da mídia hebraica, questionando inclusive a capacidade de liderança do premiê.

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Como exemplo, o site Al Mayadeen cita o ex-observador do gabinete de guerra israelense Gadi Eisenkot, que questionou a ascensão de Netanyahu “ao nível estratégico de liderança” necessário para convencer seus aliados da extrema-direita e garantir um acordo de troca de prisioneiros com o Hamas.

Ao enfatizar que Netanyahu não tem capacidade de liderança, está “preso por necessidades pessoais e políticas que superam sua capacidade” de salvar Israel e que ele “precisa ser substituído”, Eisenkot destacou que acha “difícil ver Netanyahu aceitando um acordo e dizendo [ao Ministro das Finanças Bezalel] Smotrich e ao [Ministro da Polícia Itamar] Ben-Gvir que essa é a coisa certa”.

Eisenkot também insistiu que “o caminho que Netanyahu está tomando não leva à vitória” e que o gabinete “é composto por pessoas com enormes lacunas de conhecimento”.

Em contexto relacionado, a mídia israelense citou uma fonte próxima a Netanyahu dizendo que o Ministro da Segurança Yoav Gallant é um peão nas mãos do Chefe do Gabinete israelense, Herzi Halevi, além de não ser confiável e ter apresentado um comportamento que dá a entender que sua intenção é derrubar o atual governo israelense.

Em meio aos embates entre Netanyahu e Gallant, a imprensa destacou que o ministro da Polícia, Itamar Ben-Gvir, voltou a sinalizar com a dissolução do gabinete de governo ao afirmar a Netanyahu de que ele “seria deixado em paz” se não fosse incluído nas discussões sobre o cessar-fogo e o acordo de troca de prisioneiros.

“Estamos aqui como decoração e, depois que terminarmos, você e Gallant se sentarão com os chefes do sistema de segurança e encerrarão as coisas”, acrescentou, ressaltando que “meio milhão de pessoas não me elegeram para fazer parte do governo enquanto os chefes das forças armadas e do sistema de segurança tomam as decisões”.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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