Montadoras chinesas pedem mais rigor do governo contra UE

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
[email protected]

Recentemente, bloco europeu aumentou tarifas de importação sobre os veículos elétricos fabricados pelos orientais

Foto de Torsten Dettlaff: via pexels.com

As montadoras chinesas fizeram um pedido para que Pequim adotasse “medidas mais rigorosas” contra a União Europeia após a imposição de uma sobretaxa que pode chegar a 38% a partir do próximo dia 04 de julho.

Segundo o jornal South China Morning Post, tais declarações foram reveladas pela Yuyuantantian, braço de mídia da emissora estatal chinesa CCTV, a partir de reunião a portas fechadas realizada no Ministério do Comércio da China com quatro empresas chinesas e seis montadoras europeias, além de grupos comerciais.

Pelas regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), a China deveria impor uma “tarifa provisória” de até 25% sobre grandes veículos europeus movidos a gasolina.

Para as montadoras chinesas, a UE tinha “abusado do seu poder de investigação para expandir arbitrariamente o âmbito da investigação e até bisbilhotar a nova tecnologia de veículos energéticos da China”.

“As empresas chinesas relataram que a UE lhes pediu que fornecessem fórmulas de bateria durante a sua investigação anti subsídios”, acrescentou.

Segundo informações reportadas pela conta de social media Yuyuantantian, a Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia) exigiu que os chineses entregassem “segredos comerciais essenciais”, incluindo dados como projeções de capacidade de produção para os próximos cinco anos, produção fabril, listas de ativos fixos e quaisquer planos para aumentar a capacidade de produção.

Além disso, foram exigidos documentos como atas de assembleias de acionistas, cópias de acordos de joint venture e detalhes financeiros, mas os europeus solicitaram ainda dados como custos, depreciações de equipamentos, estratégias de preços, condições de venda e informações de contato de clientes na UE.

“Em vez de dizer que esta é uma investigação anti-subsídios, é melhor dizer que esta é uma grande pesquisa sobre a competitividade central das novas empresas de veículos energéticos da China”, afirmou.

Com a ideia de uma tarifa de 25% sobre certos carros europeus de grande porte já lançada, as autoridades chinesas também chamaram as tarifas de “protecionismo”. Em meio a esse embate, os chineses começaram uma investigação antidumping sobre certas importações de carne suína da União Europeia.

Leia Também

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador