5 de junho de 2026

O mundo não pode “permitir que o Líbano se torne outra Gaza”, declara chefe da ONU 

Para António Guterres “o grau de impunidade no mundo é politicamente indefensável e moralmente intolerável"
O secretário-geral da ONU, António Guterres. | Foto: Divulgação/ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou sobre a escalada da tensão no Oriente Médio, diante das ofensivas militares de Israel que dizimou a Faixa de Gaza e agora assombram o Líbano. As declarações foram dadas no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU.

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O Líbano está à beira do abismo“, disse. “O povo libanês, o povo israelense e os povos do mundo não podem permitir que o Líbano se torne outra Gaza”, declarou Guterres, clamando pela mobilização da comunidade internacional “para um cessar-fogo imediato”.

Gaza é um pesadelo permanente que ameaça arrastar toda a região para o caos, começando pelo Líbano”, destacou o chefe da ONU, diante dos representantes dos 193 países parte da organização.

Sem citar Israel, Guterres criticou de forma incisiva que os países descumprem as resoluções da ONU “sem que nada aconteça“, provavelmente em referência a medida de cessar-fogo em Gaza aprovada pelo Conselho de Segurança, que foi ignorada pelos israelenses.

Guterres também comentou o “desprezível” ataque do Hamas contra Israel, no dia 7 de outubro de 2023, e desencadeou a guerra. Ele inclusive defendeu a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo grupo paramilitar, mas destacou que “nada pode justificar o castigo coletivo” do povo palestino. 

Para o chefe da ONU “o grau de impunidade no mundo é politicamente indefensável e moralmente intolerável“, disse. “Podem pisotear o direito internacional. Podem violar os acordos internacionais sobre direitos humanos ou as decisões dos tribunais internacionais. Podem desprezar o direito internacional humanitário. Podem invadir outro país, devastar sociedades inteiras ou desprezar por completo o bem-estar de seu próprio povo”, afirmou.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Rui Ribeiro

    26 de setembro de 2024 9:04 am

    Kamala não quer o fim das guerras, pelo menos da guerra da Ucrânia. O Complexo Industrial-Militar precisa desovar seus estoques de armas e munições.

    No debate entre Kamala e Trump, ela afirmou que Trump iria acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas porque desistiria dela rapidamente. Ela comentou uma fala do ex-presidente, que disse que Vladimir Putin o respeita.

    “O quão rápido você iria desistir? Você é amigo de um ditador, que o comeria no almoço”, disse”.

    O Conflito Russo-Ucraniano é uma prova irrefutável de que a Operação de desnazificação da Ucrânia pela Rússia está sendo utilizada como uma guerra por procuração do Ocidente contra a Rússia e na qual o Ocidente, além de apoiar os nazistas ucranianos, desova suas armas e munições. Por isso a Kamala quer a guerra perpétua

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