22 de junho de 2026

“Nova guerra fria” dos EUA contra China é “equivocada e contraproducente”

País precisa ajustar abordagem para criar equilíbrio de poder mais favorável, diz vice-presidente do Comitê Nacional de Relações EUA-China
Arte de kjpargeter via Freepik

A política estruturada como uma nova guerra fria em torno da disputa Estados Unidos-China é “equivocada e contraproducente”, segundo Evan G. Greenberg, vice-presidente executivo do Comitê Nacional de Relações EUA-China e presidente da seguradora Chubb Limited.

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Em artigo publicado no site Foreign Policy, Greenberg afirma que o país precisa “ajustar sua abordagem” caso queiram “criar um equilíbrio de poder mais favorável diante do crescente desafio da China”.

“O próximo presidente dos Estados Unidos deve redirecionar a política da Ásia para fortalecer a dissuasão enquanto impulsiona a integração econômica regional. Na ausência de tal mudança, os Estados Unidos correm o risco de minar sua própria liderança e interesses”, pontua o executivo.

Greenberg destacou que as economias da China e dos EUA são muito interdependentes, e que o comércio entre as duas nações ficou próximo dos US$ 700 bilhões nos últimos anos, mesmo com as tentativas de diminuir a dependência mutua.

Ao descrever a dissociação entre os dois países como “seletiva” em termos de tecnologia e setores críticos de segurança, o autor pontua que “seria imprudente tentar destrinchar completamente as densas cadeias de valor entre ambos os países”.

“Se Washington quiser superar Pequim e preservar sua posição de liderança, precisará aceitar várias verdades inconvenientes”, afirma o articulista, citando como exemplo a moderação de sua ênfase em valores como fonte de atração.

“Washington exagera o apelo dos direitos humanos e princípios democráticos na Ásia-Pacífico (…). Na Ásia, as noções de direitos individuais são equilibradas com o apoio aos direitos coletivos (…). Todos os países devem se esforçar para apoiar e melhorar os direitos humanos”, afirma Greenberg

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de setembro de 2024 2:41 pm

    As guerras antigas eram caracterizadas por uma distinção clara entre dinheiro e balas. E nenhum general jamais disse ou dirá aos seus soldados: derretam suas moedas de ouro porque ficamos sem balas de chumbo. Eventualmente, um exército ficava sem balas, mas alguém descobriu que elas também poderiam ser compradas a crédito, e assim as guerras se tornaram possíveis por meio de dívidas. Em caso de vitória, as conquistas da guerra pagariam as dívidas. Em caso de derrota, a dívida não faria realmente diferença para aqueles que emprestassem dinheiro aos derrotados porque ela não seria paga de volta e não poderia ser cobrada. Então os norte-americanos tiveram a grande ideia: eles transformaram seu dinheiro em balas. OK. Agora eles podem obter e usar quantas balas quiserem, sejam elas de chumbo ou dinheiro. Mas há outro problema imprevisto, que afetou algo extremamente importante: quando o dinheiro se transforma em balas, não há mais diferença entre guerra e paz. As duas coisas se tornam a mesma coisa. Isso parece um bom negócio para os norte-americanos… mas então por que o império deles está desmoronando e sendo arruinado em todos os lugares, incluindo dentro do território dos EUA? Neste ponto, precisamos voltar ao começo: ouro não deve ser transformado em balas, isso não faz sentido. Ouro é mais valioso que chumbo e deve ser usado para comércio, não como munição para guerra. Mas o comércio só floresce realmente quando há paz, porque a guerra destrói as condições e os incentivos necessários para que as povos negociem mais. Paz é ouro, entendem? Guerra não é nem chumbo de munição.

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