9 de junho de 2026

O renascimento do tráfico negreiro, a nova face do capitalismo neoliberal

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Enviado por Almeida

do Esquerda Diário

Negros vendidos como escravos na Líbia: fotos do horror que o imperialismo produz

Escandalosas fotos e vídeos mostram novas denúncias de negros escravizados na Líbia. A Itália e a União Europeia têm incentivado esse país a impedir a travessia de imigrantes e ajudado a que prospere o retorno da barbárie da escravidão à África.

Novas imagens chocantes da Líbia. Negros pendurados, expostos para venda. Escapando da pobreza e de guerras incentivadas e criadas pelo imperialismo, milhares negros de toda África se amontoam na Líbia, sonham com a dura e perigosa travessia até a Itália. No fundo do Mediterrâneo se acumulam corpos negros, sírios, afegãos. Imigrantes que não resistiram à perigosa viagem.

A Europa, convertida em uma prisão, com campos de concentração para impedir a chegada de imigrantes, está dando dinheiro para a Líbia impedir a travessia de imigrantes. Isso tem incentivado não somente os estupros, assassinatos, tortura mas também a escravidão.

Milícias patrocinadas pela Itália prendendo e torturando negros

Vem sendo denunciado, desde o primeiro semestre desse ano, a situação de escravidão pela qual passam os negros na Líbia. Da ONU à União Europeia, muitas foram as ONGs, governantes e líderes a se pronunciarem, as imagens são chocantes e a hipocrisia do imperialismo imensa.

A situação de emigração nos países devastados pelas guerras imperialistas expõe milhares de imigrantes que viajam até a Líbia para chegar à Europa ao risco de serem sequestrados, abusados, mortos e vendidos em mercados de escravos no país localizado ao norte da África. Essa situação foi denunciada por dirigentes ocidentais e africanos e teve grande impacto. A indignação causada certamente obrigou que inclusive os grandes imperialistas se pronunciassem, e o fizeram com tom de espanto.

Mas o imperialismo não somente sabia como incentivou essa barbárie. “Com exceção do cidadão comum, todo mundo sabia, os governantes, as organizações internacionais, os líderes políticos” relata Hamidou Anne. Alioune Tine, diretor para a África ocidental e central na Anistia Internacional, com sede em Dacar, também afirma que “A tomada de reféns, a violência, a tortura, os estupros eram normais na Líbia, e da escravidão já se fala faz tempo”.

Pode te interessar: Jogadores de futebol se manifestam contra a escravidão na Líbia

A presidente do Médicos Sem Fronteiras, Joanne Liu, questiona que “em seus esforços por conter o fluxo (migratório), os governos europeus estarão dispostos a assumir o preço do estupro, da tortura e da escravidão?” Sabemos que a resposta é “sim”, pois de nada interessa a eles que rompam com a xenofobia que assassina todos os dias milhares de imigrantes. “Não podemos dizer que não sabíamos disso” ela afirma.

Essa denúncia não é de se espantar, pois é de grande interesse para os capitalistas que essas atrocidades sigam acontecendo enquanto comandam as guerras imperialistas e racistas em todo o mundo, principalmente na África e no Oriente.

A barbárie da escravidão na Líbia é continuação da barbárie dos botes com refugiados se afogando, dos campos de concentração e das guerras imperialistas. Com o ódio dessas fotos é preciso saber mais uma vez quem são os culpados: o capitalismo e o imperialismo.

Fonte das fotos “Zambezi Reporters”, empresa de jornalismo da Zâmbia

Matéria publicada em → http://www.esquerdadiario.com.br/Negros-vendidos-como-escravos-na-Libia-fotos-do-horror-que-o-imperialismo-produz

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12 Comentários
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  1. Gilson de Moura Modesto

    27 de novembro de 2017 10:06 am

    Indignado,

    revoltado, quase beligenrante, é assim que estou agora!

  2. CB

    27 de novembro de 2017 10:26 am

    Estas são algumas das flores

    Estas são algumas das flores da Primavera Árabe. Vamos ver o que floresecerá das nossas Jornadas de Junho. Fui alertado de que algumas destas fotos não seriam autênticas em relação à situação na Líbia, seriam fotos de outras situações. Não sei se esta informação é verdadeira ou apenas uma mentira difundida para tentar desqualificar a denúncia.

  3. Rui Ribeiro

    27 de novembro de 2017 10:33 am

    O capitalsimo não traria liberdade e prosperidade para todos?

    É impossível girar para trás a roda da história. Assim, a escravidão não será reeditada senão como farsa, tendo em vista que é muito mais lucrativo ter escravos assalariados do que escravos não assalariados.

    1. Almeida

      27 de novembro de 2017 4:24 pm

      A escravidão é sempre uma tragédia.

      Repito para você entender: T.R.A.G.É.D.I.A!!

      A escravidão foi oficialmente “abolida” na Arábia Saudita, próximo de 1960, na Mauritânia, cerca de 1980. Hoje existe tráfico controlado de “imigração”, com uma palavra nova para designar os traficantes: coiotes. Na Itália existe uma indústria textil chinesa, alimentada por traficantes que levam a “mão de obra” em conteineres para a Europa. Em São Paulo há uma uma indústria boliviana.

      A escravidão está a ser recriada com abolição de direitos trabalhistas, com trabalhadores que não terão amparo previdenciário, tipo “Lei do Sexagenário”: se o escravo perde a “produtividade” no fim da vida produtiva, ele é “liberto” e perde abrigo e livra o dono do encargo alimentar e ampará-lo.

      Algumas coisas para você ler e se informar:

      Escravidão moderna atinge 45,8 milhões de pessoas no mundo

      http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2016-05/escravidao-moderna-atinge-458-milhoes-de-pessoas-no-mundo

      Made in Italy por chineses

      https://www.portugaltextil.com/made-in-italy-por-chineses-parte-1/

      A triste realidade da pequena China italiana

      https://www.cartacapital.com.br/internacional/a-triste-realidade-da-pequena-china-italiana-3351.html

      Crise na Itália faz imigrantes chineses procurarem novos rumos

      http://www.dw.com/pt-br/crise-na-itália-faz-imigrantes-chineses-procurarem-novos-rumos/a-16852176

      1. Rui Ribeiro

        27 de novembro de 2017 5:13 pm

        Custa mais manter um escravo do que manter um assalariado

        Os custos de manutenção de um escravo são mais elevados do que os custos de manutenção de um trabalhador assalariado. A escravidão pode ser lucrativa para um latifundiário ou para quem ainda vive num sistema quase feudal mas para o capitalista, e escravidão deixou de ser lucrativa. O Norte Industrial dos EUA promoveram a Guerra para libertar os Escravos no sul agrícola dos EUA.

        No Manifesto Marx e Engels afirmaram:

        “Toda a sociedade até aqui repousava, como vimos, na oposição de classes opressoras e oprimidas. Mas para se poder oprimir uma classe, têm de lhe ser asseguradas condições em que possa pelo menos ir arrastando a sua existência servil. O servo conseguiu chegar, na servidão, a membro da comuna, tal como o pequeno burguês a burguês sob o jugo do absolutismo feudal. Pelo contrário, o operário moderno, em vez de se elevar com o progresso da indústria, afunda-se cada vez mais abaixo das condições da sua própria classe. O operário torna-se num indigente e o pauperismo desenvolve-se ainda mais depressa do que a população e a riqueza. Torna-se com isto evidente que a burguesia é incapaz de continuar a ser por muito mais tempo a classe dominante da sociedade e a impor à sociedade como lei reguladora as condições de vida da sua classe. Ela é incapaz de dominar porque é incapaz de assegurar ao seu escravo a própria existência no seio da escravidão, porque é obrigada a deixá-lo afundar-se numa situação em que tem de ser ela a alimentá-lo, em vez de ser alimentada por ele. A sociedade não pode mais viver sob ela [ou seja, sob a dominação da burguesia], isto é, a vida desta já não é compatível com a sociedade.”

        1. Almeida

          27 de novembro de 2017 8:22 pm

          Isto é sobre uma realidade do século XIX.

          Hoje, “Comemos petróleo, embora não pareça”. Ficou muito barato alimentar um escravo, além disso, existe soluções ainda mais baratas, tipo farinata, a “ração humana” do Doria, assista Um vídeo esclarecedor sobre a “ração humana”

          Mostrei dados que apresentam a escravidão moderna, os trabalhos forçados, como um fato, não uma teoria. Máfias fazem intermediações e atuam no processo de exploração de “imigrantes”. Conheci brasileiros que migraram através de máfias que atuam na arregimentação aqui, nacionais e estrangeiras. São novas formas de escravidão, sem “Lei do Sexagenário” ou qualquer outro tipo de amparo e compensações. Realizado o lucro ou cessado o ganho produtivo, isto é, impossibilitado de se extrair mais-valia, entregam a vítima para anti-imigração deportar. Até o estado tem participação no processo moderno, assista: Mass Incarceration, Visualized

          [video:https://youtu.be/r4e_djVSag4%5D

           

           

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de novembro de 2017 12:04 pm

    Este será sem dúvida o legado

    Este será sem dúvida o legado mais infame da administração do sorridente Barack Obama, o presidente negro cuja Secretária de Estado instigou a França a interver militarmente na Líbia.

    O resultado aí está: o ressurgimento da escravidão, que alimenta a esperança dos racistas europeus, norte-americanos e brasileiros de poder fazer o mesmo na Europa, nos EUA e no Brasil. 

    Hillary Clinton, política que sempre se apoiou em eleitores norte-americanos negros e comemorou a morte de Kadafi diante das câmeras de TV, também merece as honras deste feito.

    https://www.youtube.com/watch?v=Fgcd1ghag5Y

    Onde estão os negros norte-americanos neste momento? Protestando nas ruas contra a escravização de seus irmãos africanos ou sentados confortavelmente em casa assistindo os filmes em que os EUA sempre se coloca contra o racismo? Onde está Morgam Freeman, príncipe dos atores negros norte-americanos que ganha dinheiro para atacar a Rússia?

    https://www.youtube.com/watch?v=V2av__s-598

    Não se enganem, o Tio Sam não vai assumir a culpa pelo resultado de suas ações na Líbia. Muito pelo contrário, em dois ou três anos o mercado será inundado por filmes “made in USA” retratando a saga dos heróis norte-americanos que correm risco de vida para salvar negros líbios escravizados. 

    Nenhuma novidade. A única coisa que o império racista dos olhos azuis consegue produzir é desgraça e filmes para convencer os norte-americanos e seus amigos de que os EUA faz o oposto do que realmente fez. 

    1. Almeida

      27 de novembro de 2017 3:37 pm

      “Viemos, vimos e matamos”

      [video:https://youtu.be/Fgcd1ghag5Y%5D

      E ainda existem viúvas do neoliberismo de “esquerda” que choram a derrota dessa megera.

  5. DudaS

    27 de novembro de 2017 12:20 pm

    O texto está confuso.
    O

    O texto está confuso.

    O problema na Líbia, se deve, obviamente, ao golpe de estado contra o Kadafi, patrocinado pela OTan.

    O resto é consequencia disso tudo.

    A matéria dá a entender que a culpa da situação é da europa, notadamente da Itália, que não deixa todos que querem entrar em seu País.

    Ora, até parece, é questão de soberania nacional. Nenhum País é obrigado a abrigar todos as pessoas que nele desejam entrar. Alguem ai já passou por imigração ? Mesmo a turismo ?

    O texto é mal feito, hipócrita e não conclui nada.

     

    1. Rui Ribeiro

      27 de novembro de 2017 2:47 pm

      A Itália apóia todas as guerras do Tio Sam

      A Itália apóia e participa de todas as atrocidades cometidas pelos EUA mundo afora.

    2. Bernardo Peres

      29 de novembro de 2017 3:18 pm

      O texto parece ter sido
      O texto parece ter sido traduzido pelo Google. Quanto à culpas, ao meu ver se referem a culpa indireta. Europa e, principalmente EUA patrocinam guerras e golpes de estado mundo afora, em nome das grandes corporações e do grande capital financeiro. É culpado por tudo isso que acontece

  6. Mariano S Silva

    27 de novembro de 2017 11:48 pm

    Me belisca! Porque devo estar

    Me belisca! Porque devo estar tendo um pesadêlo! Não consigo conceber uma realidade dessas! Pare o mundo porque eu quero descer!

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