O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deu sinais de que poderá atender à petição inicial da Rússia, de não se aliar à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), para chegar a um acordo com Vladimir Putin e acabar com a guerra no país.
Nos 20 dias de invasão russa à Ucrânia, todas as tentativas de negociações entre as comitivas com representantes de ambos os países se viram fracassadas.
Na semana passada, Putin deixou claro o que buscava de um acordo (leia aqui) com a Ucrânia para o cessar-fogo: a desmilitarização do país, para findar tentativas de ascensão de grupos nazi-fascistas; o reconhecimento da Crimeia como território russo desde 2014, o reconhecimento da independência de duas regiões separatistas – Donetsk e Lugansk -, hoje controladas por lideranças pró-Putin; e por fim a não adesão da Ucrânia à OTAN.
Esta última exigência vem sendo alertada há décadas, desde o final dos ano 90, por diversos cientistas políticos internacionais, como a principal motivação para a Rússia manter forças e vigiar o território ucraniano. Putin tenta evitar a ampliação da aliança militar, criado na Guerra Fria contra a então União Soviética, comandada pelos Estados Unidos.
O presidente russo deixou claro que a não adesão da Ucrânia à OTAN deve ir além de um acordo de palavras, mas ser assegurada em lei, preferencialmente com a inserção do conceito de “neutralidade” na Constituição do país.
Por parte da Ucrânia, contudo, a hipótese não era uma opção. Até esta terça (15), quando o presidente Zelensky afirmou, pela primeira vez, que “não há uma porta aberta” para a Ucrânia aderir à OTAN.
“A Ucrânia entende que não está na OTAN”, disse Zelensky em mais de um pronunciamento neste 20º dia de guerra. Na semana passada, o líder ucraniano já havia indicado que a ideia de seu país se tornar parte da aliança ocidental havia “esfriado”.
Agora, contudo, em plena negociação direta com as autoridades russas para um cessar-fogo, Volodymyr Zelensky já admite interromper qualquer gesto neste sentido. Não falou, contudo, sobre mudar a Constituição da Ucrânia para garantir que o país não se alie à OTAN.
“A Ucrânia entende que não está na OTAN. Durante anos, escutamos que as portas estavam abertas, mas também escutamos que não podíamos nos unir. Esta é a verdade e temos de reconhecê-la.”
Ainda assim, a resposta já destoa de sua postura inicial, que incisivamente em meio ao avanço das forças russas no país apelou aos países da OTAN e do Ocidente, aliados dos Estados Unidos e Europa, a fornecerem apoio militar direto para a Ucrânia contra a Rússia.
Sobre o andamento das negociações com a Rússia, integrantes da comitiva ucraniana tem dito que os avanços do diálogo estão sendo “muito bons”. “Mas vamos ver”, teria completado o presidente ucraniano, segundo a agência de notícias britânica Sky News.
Almeid
15 de março de 2022 6:44 pmNestes dois links abaixo, em site de organização com ligação direta as estratégias trazem muitos dados do quê “já foi feito” . Começo a entender muito mais o cerco feito: e que está sendo feito. O jogo é pesadíssimo por parte do Reino Unido, Usa e Canada.
https://www.geostrategy.org.uk/britains-world/the-strange-case-of-americas-indo-pacific-strategies/
https://www.geostrategy.org.uk/research/the-black-sea-region-beyond-nato/