O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou quatro prisões e 23 mandados de busca e apreensão em todo o País. A determinação faz parte de uma megaoperação da Polícia Federal, que atua em, ao menos, sete estados.
Em Santa Catarina, a operação da Polícia Federal encontrou 11 armas, entre elas uma submetralhadora e um fuzil, fato que surpreendeu até mesmo Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula 3.
“Nas operações policiais contra atos antidemocráticos, determinadas pelo STF, foram encontradas várias armas (submetralhadora, fuzil, rifles com lunetas etc). Definitivamente isso não é ‘liberdade de expressão’”, postou o futuro ministro no Twitter.
Espírito Santo
Os deputados estaduais do Espírito Santo Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL) estão entre os investigados e terão de usar tornozeleira eletrônica.
Moraes determinou ainda a prisão do vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos), o jornalista Jackson Rangel Vieira, o pastor Fabiano Oliveira e o radialista e candidato derrotado a deputado estadual Max Pitangui (PTB).
Segundo a Rede Gazeta, o jornalista Jackson Vieira foi preso em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, e já foi transferido para a capital, Vitória. Não há informações sobre a prisão dos outros investigados.
Influenciadores
No Mato Grosso do Sul, a influenciadora Juliana Gaioso Pontes, a médica Sirlei Faustino Ratier e o ex-prefeito de Costa Rica Waldeli dos Santos são os alvos da Polícia Federal, por organizar atos antidemocráticos.
Sirlei Ratier é fundadora do “QG voluntários do Bolsonaro” nas redes sociais e é apontada como a principal peça de mobilização dos manifestantes no estado. Os agentes federais foram à casa da médica nesta quinta-feira (15) e apreenderam passaporte e celular.
A influenciadora Juliana Pontes é investigada por financiar e organizar os atos antidemocráticos em frente aos quartéis do Exército no Mato Grosso do Sul.
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