23 de junho de 2026

Bolsonaro condenado: entenda por que ainda não será preso

Sentença histórica do STF só terá efeito após publicação do acórdão e análise de recursos; prisão depende do trânsito em julgado
Marcelo Camargo - Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, nesta quinta-feira (12). A sentença foi proferida pela Primeira Turma, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, com voto divergente do ministro Luiz Fux, que optou pela absolvição.

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Bolsonaro foi considerado culpado por tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio protegido. A pena inclui também 124 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos.

O caminho até a prisão

Apesar da condenação, a prisão de Bolsonaro não é imediata. O próximo passo é a publicação do acórdão, que formaliza a decisão do STF. Esse documento deve ser homologado na próxima sessão da Primeira Turma, marcada para o dia 23 de setembro de 2025. Após a homologação, as defesas terão até cinco dias para apresentar embargos de declaração, recursos que buscam esclarecer pontos da decisão. O STF tem até 60 dias para analisar esses recursos.

Somente após o trânsito em julgado — quando não houver mais possibilidades de recurso — é que a pena poderá ser executada. Até lá, Bolsonaro continuará em prisão domiciliar, medida cautelar imposta por Moraes desde agosto.

Prazos e possíveis desdobramentos

  • 23 de setembro: Homologação da ata do julgamento.
  • Até 60 dias após a homologação: Análise dos embargos de declaração pelo STF.
  • Após o trânsito em julgado: Execução da pena, podendo incluir prisão em estabelecimento penal ou domiciliar, conforme decisão do relator.

A defesa de Bolsonaro já manifestou intenção de recorrer da decisão, incluindo possíveis recursos em tribunais internacionais.

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