Preso em regime domiciliar desde a última sexta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 24 horas para explicar, por meio de sua defesa, o suposto acesso ao vídeo do filho Eduardo.
A determinação é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou a recomendação da Procuradoria Geral da República para converter o regime fechado em domiciliar por motivos humanitários.
De acordo com a decisão do ministro, o ex-presidente foi liberado para tratar um quadro de broncopneumonia em casa, depois de passar duas semanas em um hospital particular em Brasília.
No entanto, Bolsonaro teria de cumprir medidas cautelares rígidas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, acesso às redes sociais e visitas restritas a familiares próximos.
Mesmo assim, Eduardo Bolsonaro afirmou, durante fala em um evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, que estava gravando um vídeo para mostrar ao pai.
“E vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento”, diz o ex-parlamentar, que responde a um processo judicial por tentar atrapalhar o julgamento do pai e trama golpista.
A assessoria de Michelle Bolsonaro nega que o ex-presidente teve acesso às imagens. Já Eduardo, em resposta às críticas, questionou o possível descumprimento da medida cautelar.
“Gravei minha entrada no CPAC e disse que meu pai veria as imagens. Eis o ‘crime’, pois argumentam que meu pai não pode ter acesso a redes sociais – e olha que nem disse quando ele as veria. Não se surpreenda”, escreveu.
Advertência
Moraes apontou que o descumprimento de qualquer medida cautelar implicará na revogação da prisão domiciliar e ao retorno imediato ao regime fechado ou ao hospital penitenciário.
Esta não seria a primeira vez que Bolsonaro descumpre medidas cautelares. Em novembro, o ex-presidente se encontrava em prisão domiciliar quando tentou retirar a tornozeleira eletrônica.
Ele foi conduzido, então, ao regime fechado por apresentar risco de fuga. Antes, no entanto, ele chegou participar de uma manifestação de apoiadores pela sua anistia de forma remota – o que também foi uma afronta às limitações impostas pelo STF.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe, liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com prejuízo ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
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Carlos
30 de março de 2026 3:33 pmPelo visto a doença do pai, por milagre, acabou, mas a do filho, burrice, só agrava.
Família de lesa-patrias, que se acham no direito de sacanear a justiça.