3 de setembro de 2026

Instituto fundado por André Mendonça formou quase 4 mil alunos em dois anos

Entidade ofereceu 40 cursos de formação e aperfeiçoamento jurídico; ministro anunciou saída e transformação do instituto em organização sem fins lucrativos
Crédito: Reprodução/ Facebook/ Instituto Iter

Instituto Iter, criado por André Mendonça, já formou quase 4 mil alunos em 40 cursos jurídicos em todo o Brasil.
Mendonça deixa direção do Iter, que vira entidade sem fins lucrativos; ele seguirá como professor na instituição.
Prefeitura de SP contratou Instituto Iter por R$ 380 mil sem licitação para cursos a servidores municipais.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O Instituto Iter, criado há dois anos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já recebeu quase 4 mil alunos em 40 cursos de formação jurídica e aperfeiçoamento profissional realizados em diferentes regiões do país.

Mendonça anunciou nesta quarta-feira (2) que deixará a entidade. Em nota, o ministro informou que o instituto passará por uma transformação e será convertido em uma organização sem fins lucrativos. Segundo ele, sua participação na instituição ficará restrita à atividade de professor.

Professor de Direito Penal da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, o advogado Bruno Fernandes participou de dois cursos promovidos pelo Iter. Em um deles, que contou com a presença de Mendonça, foram abordadas técnicas de oratória e comunicação utilizadas em discursos de grandes líderes históricos.

Segundo Fernandes, a formação também incluiu acompanhamento de um fonoaudiólogo, com orientações sobre impostação e uso da voz. Para ele, o conteúdo foi especialmente útil para profissionais que atuam em aulas, palestras e sustentações orais.

A atuação do instituto também foi destacada por profissionais do Judiciário e da advocacia. A desembargadora Renata Silvares França, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, afirmou que uma das formações contribuiu para aperfeiçoar sua atuação profissional e reforçou a importância dos valores éticos no exercício da magistratura.

O criminalista Samer Agi, que participou de um evento promovido pelo Iter em julho deste ano, em São Paulo, também elogiou a qualidade das palestras oferecidas pela instituição.

Outro participante destacou uma formação voltada ao uso da inteligência artificial no Judiciário. Segundo o relato, o curso contribuiu para ampliar o conhecimento sobre ferramentas de IA aplicadas à área jurídica, com potencial para aumentar a segurança jurídica e dar mais agilidade aos processos.

Entidade sem fins lucrativos

Ao anunciar sua saída do Iter, Mendonça afirmou que a mudança na estrutura da instituição permitirá que eventuais valores recebidos sejam destinados a iniciativas sociais e educacionais.

A destinação, segundo o ministro, segue uma proposta anunciada anteriormente, no início deste ano. Mendonça também informou que suas cotas no instituto, assim como as pertencentes à sua esposa, serão cedidas sem qualquer contrapartida financeira.

Com a mudança, o ministro deverá continuar ligado ao projeto apenas como professor, enquanto a instituição passa a atuar sob um modelo sem fins lucrativos e com foco na formação e no aperfeiçoamento profissional.

Contrato com a Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes (MDB), contratou por R$ 380 mil, sem licitação, o Instituto Iter, fundado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O contrato, assinado em setembro de 2025, prevê dois cursos de aperfeiçoamento para servidores municipais, vinculados à Escola Municipal de Administração Pública (EMASP).

A contratação ocorreu por inexigibilidade de licitação e foi formalizada pela Secretaria Municipal de Gestão. Pelo Iter, o acordo foi assinado por Victor Godoy Veiga, ex-ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro.

Um dos cursos, sobre governança e gestão estratégica em contratações públicas, custou R$ 200 mil para 41 vagas e teve cinco horas de duração, equivalente a R$ 4.878 por participante. O segundo, voltado à gestão e fiscalização de contratos, recebeu R$ 180 mil para atender 64 servidores em 16 horas, com custo de R$ 2.813 por participante.

A contratação foi divulgada pelo site Revista Fórum e chama atenção pelos valores pagos e pela modalidade de contratação utilizada.

*Com informações do Conjur e da Revisa Fórum.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados