21 de maio de 2026

Moraes mira visita de Nikolas a Bolsonaro e avalia se houve uso indireto de celular

Após flagra, defesa tem 24h para detalhar a cena; deputada Erika Hilton pede apreensão do aparelho e investigação por facilitação de fuga
Foto: Reprodução/Youtube @institutoconservador

▸ Ministro do STF intima defesa de Bolsonaro por uso de celular durante prisão domiciliar.

▸ Deputado Nikolas Ferreira rebate acusações, alegando desconhecimento das restrições e classificando a intimação como “teatro”.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique o uso de um celular pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante visita ao ex-presidente na sexta-feira (21), quando Bolsonaro cumpria prisão domiciliar sob rígidas restrições, entre elas, a proibição de usar dispositivos eletrônicos, acessar redes sociais ou enviar mensagens por meio de terceiros.

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A intimação, expedida nesta quarta-feira (26), foi motivada por imagens exibidas pela TV Globo. O vídeo mostra Nikolas conversando com Bolsonaro na área externa da casa, enquanto manipula um aparelho celular. O registro reacendeu suspeitas de que as regras de custódia podem ter sido violadas.

No despacho, Moraes lembrou que a autorização para a visita, concedida em 11 de novembro, determinava que todas as visitas deveriam seguir integralmente as restrições impostas ao ex-presidente.

O ministro citou trecho da reportagem do Jornal Nacional afirmando que ambos foram vistos juntos “nos fundos da residência”, enquanto Nikolas utilizava o celular. A partir disso, ele determinou que os advogados esclareçam:

  • se houve compartilhamento do aparelho;
  • se Bolsonaro teve acesso ou influência sobre mensagens;
  • ou se utilizou o dispositivo de forma indireta por meio do deputado.

Nikolas rebate e acusa “teatro”

Nas redes sociais, Nikolas afirmou que não recebeu orientação prévia de que visitantes não poderiam portar celulares.

“Meu celular estava comigo para uso pessoal e não foi usado para comunicação externa. Não recebi orientação sobre proibição do aparelho”, escreveu.

O deputado ironizou a intimação, comparando a situação a presídios onde criminosos têm acesso a celulares, e classificou o ato como “teatro para intimidar”. Ele alegou que, sem comunicação formal sobre restrições para visitantes, não é possível apontar descumprimento.

Contudo, uma decisão de Moraes de agosto proíbe expressamente que visitantes utilizem celulares, tirem fotos ou gravem imagens durante visitas ao ex-presidente.

Repercussão e denúncia no STF

O episódio ocorreu poucas horas antes de Bolsonaro tentar romper a tornozeleira eletrônica, ação que resultou na decretação de sua prisão preventiva no sábado (22). O flagrante alimentou suspeitas sobre a articulação da tentativa de fuga.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma notícia-crime no STF pedindo abertura de inquérito e busca e apreensão do celular de Nikolas. No documento, ela sustenta haver “fortes indícios” de que o deputado não apenas violou ordem judicial, mas pode ter atuado na “facilitação ou instigação” do descumprimento das medidas impostas a Bolsonaro.

A representação cita possível enquadramento nos crimes de:

  • desobediência a ordem legal (art. 330 do Código Penal) — pena de 15 dias a 6 meses, e multa;
  • facilitar fuga de pessoa presa (art. 351) — pena de 6 meses a 2 anos.

O PSOL também acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo investigação.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Carlos

    28 de novembro de 2025 7:50 am

    Este sujeito, cujo familiar foi preso recentemente traficando drogas, anda abusando do cargo.
    Este PL, Partido Lixo, precisa acabar.

  2. Rui Ribeiro

    28 de novembro de 2025 9:10 am

    Se eles tiverem violado as regras, nada lhes acontecerá, pois crime de rico a lei encobre enquanto o estado esmaga o oprimido. Não há direito para os pobres, aos ricos tudo é permitido.

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