Um dos militares presos na manhã desta terça (19), acusados de tentar matar o presidente Lula e armar emboscada para aplicar golpe de Estado, Hélio Ferreira Lima já havia sido acusado na Operação Tempus Veritatis de produzir e divulgar notícias falsas sobre as eleições presidenciais de 2022.
Ainda na Operação deflagrada em fevereiro deste ano, a Polícia Federal indicava que o tenente-coronel Lima, que até no começo do ano era comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais em Manaus, “estimulava seguidores a permanecerem na frente de quarteis e instalações, das Forças Armadas, no intuito de criar o ambiente propício para o Golpe de Estado”.
À época, Hélio Ferreira Lima integrava o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo de Jair Bolsonaro, antes de ir para Manaus. No posto, o militar fazia parte do chamado “Núcleo Operacional de Apoio às Ações Golpistas”, nomenclatura dada pela Polícia Federal ao grupo que, a mando do ajudante de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, tentaram e incitaram golpe de Estado em 2022.
Segundo a PF, os militares do grupo “atuavam em reuniões de planejamento e execução de medidas no sentido de manter as manifestações em frente aos quartéis militares, incluindo a mobilização, logística e financiamento de militares das forças especiais em Brasília.”
Após as investigações, ainda no início do ano, o comandante do Exército, Tomás Paiva, exonerou Hélio do comando da unidade de elite do Exército na Amazônia, em Manaus.
Na Operação deflagrada hoje (19), a Polícia Federal prendeu preventivamente o militar e mais 4 acusados de planejar e partipar da tentativa de golpe de Estado, além de “assassinar” o atual presidente Lula e outras autoridades, entre elas, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
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