20 de outubro de 2026

PGR descarta investigar André Mendonça por abuso de autoridade em caso envolvendo Moraes

Moraes acusa o colega de abuso de autoridade por ter solicitado a abertura de uma apuração contra ele, após seu nome aparecer em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
André Mendonça em foto de Nelson Jr. - STF

PGR se manifesta contra investigação de André Mendonça por suposto abuso de autoridade no STF.
Pedido de investigação foi feito por Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de parcialidade.
Procurador-geral Paulo Gonet afirma que não há provas para enquadrar Mendonça na Lei de Abuso de Autoridade.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a abertura de uma investigação sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça por suposto abuso de autoridade. Em parecer enviado nesta segunda-feira (19) à Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que os elementos apresentados não indicam a prática de crime previsto na legislação.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A manifestação foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após o ministro Alexandre de Moraes pedir a investigação de Mendonça. Moraes acusa o colega de abuso de autoridade por ter solicitado a abertura de uma apuração contra ele, após seu nome aparecer em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

No parecer, Gonet argumentou que a representação não demonstra que a conduta atribuída a Mendonça possa ser enquadrada na Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019).

O procurador-geral também afirmou que os relatórios solicitados por Mendonça à Polícia Federal (PF), utilizados para fundamentar o pedido de investigação contra Moraes, não podem ser considerados provas ilícitas. Segundo Gonet, os próprios documentos alertam que não possuem valor probatório e não constituem peças de instrução processual.

“O próprio relatório contém advertência de que não possui valor probatório, não sendo peça de instrução. Não pode ser considerado prova ilícita, até porque prova não é”, afirmou o procurador-geral.

Entenda o caso

O episódio veio à tona em 1º de setembro, quando André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master no STF, retirou o sigilo do caso e encaminhou as conversas à presidência da Corte.

A investigação da Polícia Federal identificou cerca de 50 mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e um número atribuído a Alexandre de Moraes antes da prisão do ex-banqueiro, ocorrida em 17 de novembro de 2025.

Moraes acusou Mendonça de conduzir as investigações de maneira parcial, com o objetivo de incriminá-lo. A manifestação da PGR, no entanto, concluiu que os elementos apresentados não justificam a abertura de uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade.

*Com informações do Conjur e da Agência Brasil.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Recomendados para você

Recomendados