5 de junho de 2026

Toffoli deixa relatoria de inquérito sobre o Banco Master no STF

Com o afastamento de Toffoli da relatoria, caberá a Fachin determinar a redistribuição do processo a outro ministro da Corte
Foto: Nelson Jr./STF

Ministro Dias Toffoli deixa relatoria do inquérito sobre supostas fraudes no Banco Master, no STF.
Reunião de três horas no STF discutiu relatório da PF com menções a Toffoli em celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Presidente Edson Fachin decidirá nova relatoria; Toffoli confirmou ser sócio do resort ligado ao Banco Master.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu deixar a relatoria do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou referências ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão, e o conteúdo das menções está sob segredo de Justiça.

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Com o afastamento de Toffoli da relatoria, caberá a Fachin determinar a redistribuição do processo a outro ministro da Corte. A reunião, que durou cerca de três horas, serviu para que os ministros tomassem conhecimento do teor do relatório da PF e ouvissem a manifestação da defesa de Toffoli, que inicialmente defendia sua permanência à frente do caso. Diante da repercussão e da pressão para que se declarasse impedido, o ministro optou por deixar o comando do inquérito.

Desde o mês passado, Toffoli vinha sendo alvo de críticas por continuar na relatoria após reportagens apontarem que a PF teria identificado irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertencia a familiares do ministro.

Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa na qual confirmou ser um dos sócios do resort e afirmou que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    13 de fevereiro de 2026 6:41 am

    Uma solução de consenso: o cabra parou de dar cabeçadas os outros cabras alisaram os chifres dele.

  2. Rui Barbosa

    14 de fevereiro de 2026 5:44 am

    Suspeição não implica necessariamente em parcialidade, pois já dizia Aristóteles, “Amicus Plato, sed magis amica veritas”. É uma faculdade do juiz declarar-se suspeito. Ou juiz só é imparcial por falta de oportunidade de não sê-lo?
    Tão confundindo suspeição com impedimento

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