O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu deixar a relatoria do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou referências ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão, e o conteúdo das menções está sob segredo de Justiça.
Com o afastamento de Toffoli da relatoria, caberá a Fachin determinar a redistribuição do processo a outro ministro da Corte. A reunião, que durou cerca de três horas, serviu para que os ministros tomassem conhecimento do teor do relatório da PF e ouvissem a manifestação da defesa de Toffoli, que inicialmente defendia sua permanência à frente do caso. Diante da repercussão e da pressão para que se declarasse impedido, o ministro optou por deixar o comando do inquérito.
Desde o mês passado, Toffoli vinha sendo alvo de críticas por continuar na relatoria após reportagens apontarem que a PF teria identificado irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertencia a familiares do ministro.
Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa na qual confirmou ser um dos sócios do resort e afirmou que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
13 de fevereiro de 2026 6:41 amUma solução de consenso: o cabra parou de dar cabeçadas os outros cabras alisaram os chifres dele.
Rui Barbosa
14 de fevereiro de 2026 5:44 amSuspeição não implica necessariamente em parcialidade, pois já dizia Aristóteles, “Amicus Plato, sed magis amica veritas”. É uma faculdade do juiz declarar-se suspeito. Ou juiz só é imparcial por falta de oportunidade de não sê-lo?
Tão confundindo suspeição com impedimento