4 de junho de 2026

A justiça criminal como defesa contra a inovação

Lava Jato e a “tempestade da destruição criadora” (Schumpeter)

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Do JusBrasil

Lava Jato e a “tempestade da destruição criadora” (Schumpeter)

Por Luiz Flávio Gomes

A história do capitalismo tem, dentre outros, seis doutrinadores gigantes: Adam Smith (1723-1790), David Ricardo (1772-1823), Karl Marx (1818-1883), Max Weber (1864-1920), John Keynes (1883-1946) e Joseph Schumpeter (1883-1953).

Este último foi o máximo teórico da inovação, que é o maior motor do capitalismo (quem fica parado e não inova tende a se estagnar ou perecer).

Para o “profeta da inovação”[1], “o processo capitalista, não por coincidência, [por causa da inovação constante] eleva progressivamente o padrão de vida das massas”. Os muitos pobres, desempregados, precariados e espoliados não desaparecem, mas as condições de vida hoje (em geral) são melhores que nos séculos passados. Quem tem o mínimo de qualidade de vida hoje, tem muito mais que um rei do século XV.

Por força da contínua inovação, a instabilidade constitui a própria essência do capitalismo competitivo. Nos sistemas capitalistas selvagens, cartelizados, de compadrio (como é o caso, em regra, da macroeconomia no Brasil) alguns monopólios ou oligopólios “se protegem” (ou são protegidos) da inovação. Mas também pouco inovam (e é por isso que acabam sendo engolidos pela concorrência, quando esta consegue superar as barreiras do protecionismo).

Capitalismo inerte (sem novidades, sem inovações e sem crescimento) é uma anomalia. De 1980 para ca o Brasil cresceu pouco porque inovou pouco.

Economia sem crescimento ou capitalismo estacionário (Adam Smith falava em capitalismo estacionário) é fruto de muitos anos, muitas vezes, do extrativismo e da cleptocracia (Estado dominado e governado também por ladrões).

Nas cleptocracias, as empresas e oligarquias que mais gritam contra os monopólios são precisamente as que mais os querem, só para elas. Daí a busca incessante de acesso ao Estado (ao poder). Os mais bem posicionados dentro do Estado possuem vantagens no mercado.

Onde há competição verdadeira, todos os dias surgem inovações (criadoras) que vão destruindo tudo que fica ultrapassado. Toda inovação (criadora) destrói o obsoleto. Essa é a regra do capitalismo competitivo.

O computador PC matou as máquinas de escrever; os iPads estão matando os velhos computadores. Os celulares tendem a superar os iPads. O Uber está tirando sono dos taxistas no mundo todo e assim vai.

“O que ontem foi o ideal contra o status quo, amanhã será o status quo, por sua vez, desafiado por um novo ideal” (J. Ingenieros).

Lava Jato e inovação

No campo criminal, a Lava Jato constitui a maior inovação de todos os tempos. Ela está para a capenga Justiça criminal brasileira (subalterna durante 512 anos dos poderosos) como o Steve Jobs está para o avanço na tecnologia. Ela é o Steve Jobs da revolução criminal. A cleptocracia acuada diz que tudo está sendo feito com gravíssimos prejuízos ao Estado de Direito (em parte tem razão, em parte não). Está havendo excessos nas prisões preventivas e o próprio STF vem afirmando isso reiteradamente (e corrigindo vários abusos). Mas é o próprio STF que passou a exigir, contra a Constituição, a execução imediata da pena. Isso tem que ser feito (sou favorável), por Emenda Constitucional.

A Lava Jato, de qualquer modo, revolucionou, porque

(a) está introduzindo no Brasil, de forma sistemática, uma nova e inusitada forma de se fabricar o processo criminal (trata-se de um novo tipo de serviço público);

(b) adotou um novo método de produção (por meio da colaboração e da delação premiadas);

(c) está atingindo os barões ladrões e suas riquezas (novos atores, para além dos descamisados e desdentados, fazem parte da Justiça criminal);

(d) está descobrindo novas fontes probatórias (que é a matéria-prima da indústria da Justiça criminal) e

(e) está promovendo uma nova estrutura organizacional nessa indústria (Justiça criminal negociada e rápida, bem concatenada, com reparação dos danos gerados ao erário). Tudo isso, no entanto, só veio acontecer depois de mais de 500 anos de colonialismo e neocolonialismo extrativistas.

A Lava Jato, assim, é uma ruptura, é uma quebra de paradigma. Da Justiça criminal conflitiva – sem negociação sobre provas e penas – se passa (de forma sistemática) para a Justiça criminal negociada.

Nem no mensalão do PT (2012-2013) houve negociação. Toda mudança começou em março/14. A negociação criminal é inovação disruptiva, que destrói tudo que fica para trás.

O celular está matando o telefone fixo; os smartphones estão matando os celulares e os computadores. O padrão Blockbuster matou as antigas locadoras de vídeos; a Netflix acabou com as grandes locadoras.

Capitalismo estabilizado é uma contradição (dizia Schumpeter). A desgraça disso tudo é a excessiva concentração da riqueza mundial (denunciada pela Oxfam, por exemplo): o 1% mais rico possui riqueza equivalente a 99%; 62 ricos têm riqueza equivalente a 3,5 bilhões de pessoas.

Justiça criminal impotente, que diz amém a todos os abusos e caprichos das classes poderosas, é coisa de cleptocracia de terceiro mundo. A Justiça criminal brasileira está inovando (depois de 512 anos).

Os novos métodos de produção do processo penal (colaboração, delação) alterou o “preço” das penas: dá prêmios aos delatores e sanções merecidas para os criminosos de colarinho branco que ficavam impunes. Quanto mais compensadoras as ofertas, mais ganhos se alcançam no final (em termos de produção de provas e de condenações).

Por força da teoria dos jogos, a perspectiva é de muito mais delatores (quase 100 pedidos já foram formulados até aqui).

O que o fordismo (no princípio do século XX) fez para o capitalismo, as delações estão fazendo para o desempenho da Justiça criminal brasileira no começo do século XXI.

Estamos vendo o fim da omertà (que é o silêncio dos grupos mafiosos). A cleptocracia contesta as delações, mas elas são constitucionais, se seguirem o devido processo legal. Duas decisões recentes nesse sentido: Corte Constitucional alemã (19/03/13) e Tribunal Europeu de Direitos Humanos (29/04/14). O STF (em 27/08/15) implicitamente também admitiu isso.

A clientela da Justiça criminal subiu de tom, de cor e de status. As classes poderosas (banqueiros, empreiteiros, políticos, altos funcionários), que cometem crimes de imensa repercussão social (social harm), pela primeira vez, estão conhecendo de forma coletiva o famigerado e contestável “banco dos réus”.

Alguns deles estão tendo experiência inclusive com as indecentes prisões brasileiras (e tudo poderia ser indescritivelmente pior, se fossem para os presídios comuns). Com o mundo globalizado, com o comércio ampliado, com as instituições internacionais pressionando os paraísos fiscais, os bancos lavadores de dinheiro assim como todas as cleptocracias para renovarem seu sistema criminal, não se podia esperar resultado distinto (veja nosso livro Populismo penal midiático).

A matéria-prima da Justiça criminal são as provas. Que devem ser obtidas de forma lícita. Por força das delações premiadas, as provas foram facilitadas. O custo da produção de um processo criminal foi barateado. Tudo se agilizou. A cooperação internacional tornou-se célere (o que não é garantia de lisura em 100% dos casos, mas está funcionando).

O xisto nos EUA está para o desmoronamento dos preços do petróleo e do barateamento da energia assim como a nova forma de obtenção de provas está para a performance da Justiça criminal brasileira frente aos poderosos. A descoberta de novas matérias-primas altera completamente o resultado final da Justiça.

Mas é fundamental uma advertência: se essas provas não forem colhidas rigorosamente de acordo com o Estado de Direito, tudo vai por água abaixo (como já foram as operações Castelo de Areia e Satiagraha).

A nova Justiça criminal negociada (a nova organização da indústria do processo criminal) rompeu o monopólio da impunidade dos crimes cometidos pelos barões ladrões. A inovação criativa destrói tudo que fica ultrapassado.

Os celulares mataram a velha indústria da fotografia (Kodak ou Fuji). O custo da criminalidade do colarinho branco aumentou. O barão ladrão agora pode ir para a cadeia. O véu da imunidade foi desvelado. Isso constitui estímulo para não delinquir. A corrupção tende a diminuir (se a repressão for conjugada com outras medidas concomitantes, como postula Bo Rothstein, sociólogo sueco).

É nítida, ademais, a nova reacomodação das forças institucionais: o Poder Político (políticos + agentes administrativos, econômicos e financeiros poderosos) está começando a ser submetido ao controle do Poder Jurídico. A inovação (Schumpeter talvez não imaginasse isso) altera inclusive a posição e o status das instituições.

Mas isso jamais seria possível sem o apoio popular e internacional a essa inovação (destrutiva da liberdade, de acordo com a culpabilidade de cada um, assim como das riquezas dos ladrões barões). A invisibilidade da cleptocracia (que sempre contou com o apoio da mídia comprometida) está se desmoronando. Ela se tornou muito mais visível (a indiferença foi substituída pelo ódio).

Está mais do que evidenciada, por ora, a ruptura com a tradição da impunidade dos barões ladrões. A inovação é da essência não só do capitalismo (Schumpeter), senão também de todos os campos da existência humana. Para desgraça desses barões cleptocratas, a velha Justiça criminal paquidérmica e letárgica está sendo substituída por outra dinâmica e ágil.

Mas para se legitimar, não basta apenas apresentar bons resultados (boas receitas nos seus balanços), senão também estrita adequação às regras do Estado de Direito. Não basta apenas a lógica dos ganhos (que é a que vigora na cleptocracia e no mundo do capitalismo não distributivo). No campo criminal, por envolver bens jurídicos muito relevantes, como a liberdade, é sempre fundamental perguntar como os ganhos foram obtidos.

Locomotiva fora dos trilhos é desastre na certa. O velho protecionismo aos extrativistas e aos barões ladrões mata o progresso do País. No lugar da roubalheira e da pilhagem deve entrar a competitividade. No lugar do Estado empresário deve ingressar o Estado social liberado do patrimonialismo, para que cumpra suas funções essenciais com qualidade: educação, saúde, segurança, infraestrutura, Justiça e supervisão rigorosa do capitalismo privado competitivo (para que os grandes não matem os pequenos, para que os talentosos não morram antes de empreender, para que os extrativistas e parasitas não suguem sem trabalhar, para que os barões ladrões não promovam monopólios, oligopólios, pilhagens e roubalheiras generalizadas).

[1] Ver GIAMBIAGI, Fabio. Capitalismo: modo de usar. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015, p. 198.

CAROS internautas: sou do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e recrimino todos os políticos comprovadamente desonestos assim como sou radicalmente contra a corrupção cleptocrata de todos os agentes públicos (mancomunados com agentes privados) que já governaram ou que governam o País, roubando o dinheiro público. Todos os partidos e agentes inequivocamente envolvidos com a corrupção (PT, PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM, Solidariedade, PSB etc.), além de ladrões, foram ou são fisiológicos(toma lá dá ca) e ultraconservadores não do bem da nação, sim, dos interesses das oligarquias bem posicionadas dentro da sociedade e do Estado. Mais: fraudam a confiança dos tolos que cegamente confiam em corruptos e ainda imoralmente os defende.

Luiz Flávio Gomes
Professor
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]

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14 Comentários
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  1. bonobo de oliveira, severino

    26 de fevereiro de 2016 4:46 pm

    O que ele bebeu?

    Esse cara é jurista dizendo o que parece querer dizer. Parece que bebeu, ou alucinou. Estão prendendo bandidos e combatendo a corrupção na VAZA A JATO? O operador do Direito inovando CRIANDO NOVAS regras é saudavel para o Direito?? Ora, haja paciência para ler isso? Flavio Gomes não leu e não entendeu nada.

  2. W.Gusmão

    26 de fevereiro de 2016 4:51 pm

    Algo parece não corresponder ..

    Duas coisas me parecem incompreensíveis nessa análise que se nomeia coerente e independente, nas entrelinhas:

    “O xisto nos EUA está para o desmoronamento dos preços do petróleo e do barateamento da energia…”

    Como? Se o xisto para produzir energia é mais custoso, poluente e menos abundante?

    Parece-me mais que os preços tem sido jogado no chão pela superprodução e barateamente de técnicas novas do que isso. Além de interesses por dominação em outros países. Veja o pré-sal brasileiro: Em poucos anos superou record de produção de décadas.

    A mídia, dominada por grandes grupos conhecidamente corruptores está justamente apoiando a lava-jato que parece caolha em seus ataques. Quando se quer achar o cerne do problemas começa-se pelo início para então chegar ao fim. Foi dito por delatores que o processo organizado de corrupção foi iniciado no final da década de 90 e não se olha nessa direção. Parece-me mais revanchismo de uma planejamento de dominação que não se consolidou com a saída do PSDB do poder.

    Seletividade, outro dano para bons resultados. Como pode assuntos de dimensões idênticas serem tratadas de formas desiguais?

    Queria confiar que esse processo fosse evolutivo, mas, estou esperando um desfecho e resultado melancólicos como os das mãos limpas, que parecia que ia jogar a Itália em patamares ideiais, mas, como resultado foi a consolidação de poder nas mãos de um grupo que tirou a Itália do protagonismo mundial. Me parece mais ruptura, quebradeira do que fim da corrupção.

  3. IB

    26 de fevereiro de 2016 5:09 pm

    Mas e a blindagem que a força

    Mas e a blindagem que a força tarefa da operação Lava Jato faz com pessoas de outros partidos e empresas extrangeiras, e a postura dois pesos e duas medidas por parte do juiz Sergio Moro Prof. Luiz Flavio Gomes? A Lava-Jato iniciou um processo feroz de combate a corrupção, mas ao meu ver (de leigo nos assuntos juridicos tenho que confessar!) e operação se contaminou com vies políticos e busca atender interesses de uma velha casta de oligarquias que são na essencia o nucleo da cleptocracia. E a historia do país já mostra que movimentos assim já aconteceram resultando em grandes prejuizos ao país!

  4. Leonel

    26 de fevereiro de 2016 5:21 pm

    Tudo depende dos pressupostos

    O texto do qualificado autor não menciona – pelo jeito propositalmente – os vazamentos seletivos, e o foco exclusivo em agentes e empresas ligados ao PT, e o fato de defensores não terem acesso aos autos dos processos. “Está ocorrendo uma revolução linda no judiciário…  ah, eles só pegam um lado mas isso eu finjo que não acontece e digo que sou contra a corrupção de todos os lados”. 

  5. Ivan de Union

    26 de fevereiro de 2016 5:27 pm

    “A Lava Jato, assim, é uma

    “A Lava Jato, assim, é uma ruptura, é uma quebra de paradigma. Da Justiça criminal conflitiva – sem negociação sobre provas e penas – se passa (de forma sistemática) para a Justiça criminal negociada”:

    Sabe por qual razao ninguem jamais quiz saber resultado -e muito memos usar- qualquer “pesquisa” de Joseph Mengele?

    Porque nao havia ciencia nela, era toda baseada na tortura alheia.  Ninguem encostaria em nada do que ele tivesse porventura deixado, eh tudo que ninguem quer ver ou saber.

    Nao ha justica na LavaBunda, ok?

  6. Eduardo Londero

    26 de fevereiro de 2016 5:33 pm

    Numa economia

    Numa economia desnacionalizada jogar Moro em cima dos incipientes “barões ladrões” afiliados à um partido político e ao projeto de construção da infraestrutura e deixar incólume todos os demais setores internacionalizados, oligopolizados e/ou ligados às outras legendas partidárias não é renovação nenhuma.

    É só matar a acumulação de capital interno em prol de nenhuma renovação judiciária.

    Não há indicação de que os métodos da Vaza Jato sejam mais modernos que a inquisição que Padre Vieira dizia “produzir bruxas e judeus às mãocheias”, e por isso não são adotados fora de Curitiba, nem aplicado ao resto podre da bandalheira de 500 anos.

    A abertura da economia dos setores atingidos pela Vaza Jato já começou com a perda pela Petrobrás da primazia no Pré-Sal. 

    A Vaza Jato nem vai revolucionar a justiça e vai abortar a acumulação interna de capitais.

  7. Eduardo Londero

    26 de fevereiro de 2016 5:36 pm

    O MCCE prevê algum tipo de

    O MCCE prevê algum tipo de restituição ou indenização por barbeiragens jurídicas provocadas por agentes públicos nas suas “cruzadas contra a corrupção”?

    A Vaza jato nos custou 3,5 % do PIB ano passado, graças aos seus “métodos inovadores” que lembram a inquisição.

    Quem vai pagar a conta?

    Quem responsabiliza os procuradores e Moro?

    Vai ficar para o povo amargar o desemprego?

  8. Athos

    26 de fevereiro de 2016 5:39 pm

    O problema é que…
    Só se aplica em Putas, Pretos, Petistas e administradores de projetos fundamentais do Estado.

    Quando sair desta galera, eu acreditarei que foi positivo mas por enquanto NADA mudou!

  9. Photios Andreas Assimakopoulos

    26 de fevereiro de 2016 5:49 pm

    É por coisas como essa:

    Lava Jato e a “tempestade da destruição criadora” (Schumpeter)” é que elegemos políticos e não juristas como administradores do país. Para que o construam e não o destruam sob seja que pretexto for.

    Essa é a razão de ser da Democracia, o controle pelo voto do eleito, o que obviamente não há em pessoas que pensam dessa forma. Vendo seu histórico de trabalho, vê-se que foi daquele tipo de juiz.

    1. Pimpolho das Araucarias

      27 de fevereiro de 2016 3:18 am

      LFG nunca, repito, NUNCA foi
      LFG nunca, repito, NUNCA foi jurista ou poderia de alguma forma ser assim considerado.
      Ele é uma baita dum comerciante brilhante, que ficou multi milionário com vários produtos inovadores no mercado jurídico, como seu código comentado, e principalmente o cursinho onipresente.
      Como “comentarista jurídico”, nunca passou de um abobado, uma Maria vai com as outras.
      E nos nossos tempos, quem haje assim só pode ser pro lava jato.

  10. Jossimar

    26 de fevereiro de 2016 6:22 pm

    Será que o Adam Smith

    Será que o Adam Smith (1723-1790), David Ricardo (1772-1823), Karl Marx (1818-1883), Max Weber (1864-1920), John Keynes (1883-1946) e Joseph Schumpeter (1883-1953) concordariam com o modo com que as coisas estão sendo feitas no BrasiL?

    O autor não explicou o por qual motivo um dos lados dos cleptocratas está sendo poupado ou porque a lava jato mancomunada com o que de mais corrupto existe no Brasil(Grupo Globo) trabalha para destruir o lado que estimulou o capitalismo neste país(vide crescimento do Brasil até 2012) , nem que para isto tenha de destruir todo o capitalismno brasileiro. Reparem que depois que a “inovação” começou o país está indo para o ralo.

    Tenho absoluta certeza que nenhum dos defuntos citados por ele concordaria com esta “inovação”.

    Coisas deste tipo só poderiam mesmo sair da cabeça de um burocrata decoreba.

  11. Roberto Vizin

    26 de fevereiro de 2016 6:57 pm

    Sabe nada, e não é inocente…

    Pois o que está acontecendo é exatamente o contrário do que diz o LFG. Moro e cia estão pegando só um lado da corrupção, deixando o outro lado totalmente impune. Ou seja, está garantindo o monopólio do mercado da corrupção exclusivamente para a direita. Nada de destruição criadora, mas tão somente a continuidade do monopólio/oligopólio da corrupção nas mãos dos de sempre, da direita, dos plutocratas. 

  12. alexandre a.moreira

    26 de fevereiro de 2016 9:22 pm

    inovação

    bunito o parágrafo final. Cadê a Nasa? Cadê os pesquisadores do ITA mais a aeronáutica financiando um processo pioneiro. A visão de redenção da lava a jato a um liberalismo de ocasião é um tanto simplório não ? 

    O Cenário é um tanto mais complexo do que este platonismo positivista .

  13. Trunfim

    27 de fevereiro de 2016 11:44 am

    Tudo bobagem

    Esse Advogado escreveu que o marqueteiro João Santana é um dos poderosos que a Justiça nunca pega. 

    http://luizflaviogomes.com/prender-ladrao-de-galinha-e-facil-dificil-e-o-sistema-prender-poderosos-neudo-campos-joao-santana-etc/

     Sua crítica contra corrupção só atringe o PT.

      É impossível agirmos como Sobral Pinto que defendia os direitos dos seus adversários. Mas devemos nos esforçar 

      João Santana e sua mulher deram depoimento, esclareceram tudo e a monstruosidade que foram suas prisões continuam. É um atentado ao Estado de Direito. 

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