8 de junho de 2026

A ligação de Marçal com fintechs desautorizadas a funcionar

Ex-candidato à prefeitura de SP tem ligação com rede de bancos investigados por suposta lavagem de dinheiro e operações suspeitas
Foto: Antonio Milena/ Fotos Públicas

O influencer e coach Pablo Marçal propagava a imagem de empresário bem-sucedido ao eleitorado paulistano durante a campanha para a Prefeitura em 2024 em suas redes sociais, mas uma análise revela uma longa trama de fintechs, inclusive envolvidas em operações da Polícia Federal.

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Na época, Marçal chegou a declarar à imprensa que comprou um banco e uma seguradora. O banco seria o General Bank, que estaria “autorizado” a funcionar pelo Banco Central, e a seguradora Loovi, empresa com registro de funcionamento na Susep.

Porém, reportagem do site Metropoles mostra que o banco não é banco, e a seguradora não é seguradora. Ambas empresas não possuem autorização para funcionar em seus respectivos setores.

O ponto de ligação de Marçal com essas empresas seria a BRM1, uma empresa fundada por Rogério Tavares Pierro, que intermedia interessados em abrir novas fintechs a um banco autorizado para alojar as operações – e emite cartões pré-pagos para os clientes movimentarem o dinheiro.

Reportagem do The Intercept Brasil lembra que o General Bank foi lançado com o apoio dos serviços da BRM1 e com a participação da B4A, empresa registrada no nome do filho de Pierro, Bruno Pierro.

A BRM1 tinha em sua carteira de clientes o YouBanking, banco que na ocasião compartilhava o mesmo CNPJ com uma fintech chamada Zuri, instituição financeira projetada para evitar bloqueios judiciais – e que teve, em sua concepção, a participação de um delegado da Polícia Federal.

Fontes ouvidas pela publicação revelam ainda que o modo de funcionamento do Zuri era o mesmo usado pelas fintechs que foram alvo da Operação Concierge, deflagrada pela Receita Federal e pela própria PF em agosto de 2024, tratando do uso de plataformas de pagamento para fraudar operações financeiras.

Essa investigação apontava a movimentação de R$ 7,5 bilhões por duas fintechs, a Inovepay (ou I9pay) e T10 Bank, a benefício de clientes, sem fiscalização, permitindo lavagem de dinheiro, pagamentos ilícitos e transações de organizações criminosas. Entre os sócios dessas empresas que foram alvos dos mandados da PF estão Patrick Burnett, presidente e sócio da I9pay, e José Rodrigues, sócio do T10 Bank.

Seguradora terceirizada

Marçal também se dizia investidor da fintech de seguros Loovi, uma representante e revendedora de seguros que não possui registro como seguradora oficial junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Além de prometer coberturas que não estava autorizada a oferecer, a Susep apontou que a Loovi não cumpria obrigações de informar claramente os consumidores sobre os riscos e responsabilidades dos serviços oferecidos e exigiu a retirada de material que a divulgava como seguradora.

A empresa, cujo nome legal é CW Technology Ltda, vinha se apresentando publicamente como seguradora, o que motivou a suspensão temporária de suas atividades pela Susep em março de 2025, com base em denúncias da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor).

“Na prática, ela (Loovi) é uma revendedora de seguros, e os únicos produtos que ela revende são os da LTI Seguros, como informam os próprios sites das duas companhias. As duas pertencem a Quézide Nunes, sócio de Marçal e um dos representantes do universo “coach” de prosperidade”, destaca a Fenacor.

Pablo Marçal, que explorou sua ligação com a Loovi durante as eleições de 2024, aparece em vários vídeos nas redes sociais a exaltando como a “Netflix das seguradoras”, embora a sociedade não conste na Receita Federal.

“Uma busca por “Marçal” e “seguradora” no Google levava até pelo menos fevereiro ao resultado patrocinado pela Loovi, “Seguradora do Pablo Marçal”, que leva ao site da empresa”, destacou a Fenacor.

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Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
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  1. Marcio Cruzeiro

    30 de agosto de 2025 7:36 am

    171 de Boné….

  2. Airton Machado

    31 de agosto de 2025 6:38 am

    Estelionatário, só ñ ve qhem ñ quer, ta escrito na cara

  3. Luis Francisco

    31 de agosto de 2025 2:03 pm

    Judiciário a serviço da esquerda, não querem nomes para futura eleição.

  4. MARCELO DE FARIA RUSSI

    31 de agosto de 2025 2:51 pm

    Mais q novidade a direita envolvida em crimes 😂😂😆😅😅🤣😂😂tava estampado na cara desses lix0s la na frente, enganarvo gad0 com panico moral è a melhor tatica p enganar trouxas desiludidos

    1. Francisco Marconi

      31 de agosto de 2025 7:56 pm

      Não é nenhuma novidade esse cidadão aparecer nesse tipo de coisa,pois ninguém nunca ouviu falar dele a 5 anos atrás,e do nada ele aparece como hj ensinando como ser rico com conversa bonita.

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