4 de junho de 2026

BRF critica generalizações da “Carne Fraca” e nega irregularidades

 
Jornal GGN – Sobre a Operação Carne Fraca, a BRF contrariou todas as acusações em nota à imprensa. Afirmou que a fábrica em Mineiros, alvo da Operação, é responsável por menos de 5% da produção total da empresa e que, ainda assim, responde a normas de vários países para os quais exporta, com certificações internacionais, negou o uso de papelão em produtos embutidos, e também as acusações de corrupção.
 
“A BRF não compactua com práticas ilícitas e refuta categoricamente qualquer insinuação em contrário. Ao ser informada da operação da PF, a companhia tomou imediatamente as medidas necessárias para a apuração dos fatos. Essa apuração será realizada de maneira independente e caso seja verificado qualquer ato incompatível com a legislação vigente, a BRF tomará as medidas cabíveis e com o rigor necessário. A BRF não tolera qualquer desvio de seu manual da transparência e da legislação brasileira e dos países em que atua”, disse, em nota oficial.
 
Sobre a fábrica em Goiás, disse que o local está habilitado “para exportar para os mais exigentes mercados do mundo, como Canadá, União Europeia, Rússia e Japão. Isso significa que segue as diferentes normas estipuladas por esses países”, afirmou, completando: “A fábrica possui três certificações internacionais que estão entre as mais importantes do mundo: BRC (Global Standard for Food Safety), IFS (International Food Standard) e ALO Free (Agricultural Labeling Ordinance).”
 
Negou as acusações de misturar papelão nos produtos e disse que se tratou de “um grande mal entendido na interpretação do áudio capturado pela Polícia Federal”. “O funcionário estava se referindo às embalagens do produto e não ao seu conteúdo. Quando ele diz ‘dentro do CMS’, está se referindo à área onde o CMS é armazenado. Isso fica ainda mais claro quando ele diz que vai ver se consegue ‘colocar EM papelão’, ou seja, embalar o produto EM papelão, pois esse produto é normalmente embalado em plástico. Na frase seguinte, ele deixa claro que, caso não obtenha a aprovação para a mudança de embalagem, terá de condenar o produto, ou seja, descartá-lo”, explicou.
 
A BRF também publicou que “nunca comercializou carne podre e nem nunca foi acusada disso”. “As menções a produtos fora de especificação, no âmbito da operação Carne Fraca, dizem respeito a outras empresas, como pode ser comprovado no material divulgado pela Polícia Federal. A BRF lamenta que parte da imprensa tenha inserido o seu nome de maneira equivocada em reportagens que tratam desse assunto, confundindo os consumidores e a sociedade.”
 
Por fim, em nota, a empresa criticou as “generalizações que podem prejudicar a reputação de empresas idôneas e gerar alarme desnecessário na população”.
 
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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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10 Comentários
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  1. Antonio C.

    20 de março de 2017 4:01 pm

    A PF nega o uso do papelão…

    … para a realização de operações policiais?

  2. Marcos Antônio

    20 de março de 2017 4:07 pm

    Isso é serio

    Cometendo ou não cometendo crimes – todos vão negar!

    O problema fica pior, pois a credibilidade do país foi abalada pelo golpe de 2016, que aqui ainda é palavrão!

    Pelo sim e pelo não vamos ficar no limbo algumas décadas!

    Para trabalhar com energia nuclear enfrentaremos sanções piores ou iguais as do Irã!

    Quem vai botar a mão no fogo pelo Brasil?

    O alerta deve ser ligado, pois com quedas de arrecadação vai ficar difícil combater o desmatamento, proteção aos índios, a flora e fauna da amazônia…

    Lá fora o Brasil passou a valer menos depois do golpe!

    Para a “comunidade internacional” alegar que por falta de condições do governo do Brasil, vir a intervir para “proteger” a amazônia, estará cumprindo a profecia da internacionalização da amazônia…

    Deve ter muita gente vendo isso como uma oportunidade real!

  3. adroaldo lima linhares

    20 de março de 2017 4:09 pm

    “A BRF também publicou que

    “A BRF também publicou que nunca comercializou carne podre…”

    Só misturada.

     

    1. Rui Ribeiro

      20 de março de 2017 5:13 pm

      Já que é misturada, eu prefiro os hamburgueres londrinos

      “Em uma amostra de hambúrguer vendida pela popular rede Tesco, sob a marca Everyday Value, 29% dos hambúrguer continha carne de cavalo!

      A Tesco pediu desculpa e garantiu que todos os produtos contaminados foram retirados.

      Os hambúrgueres com carne de cavalo foram feitos em dois locais na Irlanda e um em North Yorkshire (Inglaterra) pela Dalepak Foods. Em algumas amostras também havia traços de carne de porco.

      O deputado Barry Gardiner, que preside a Comissão de Alimentos, Meio Ambiente e Assuntos Rurais do Parlamento, disse que o caso revela “fraude, adulteração e incompetência” no mais alto nível.”

      Já que é prá comer carne adulterada, prefiro comer carne estrangeira, embora os estrangeiros prefiram comer sua própria carne podre.

       

  4. Mauro Segundo 2

    20 de março de 2017 4:49 pm

    Abuso de autoridade,

    Abuso de autoridade, sensacionalismo, acusações sem prova, julgamentos pela imprensa….é legal contra o Lula  né? Lembram dos memes?
    Mas quando é com a gente tende a perder um pouco a graça..não é mesmo  BRF, JBS, Fazendeiros produtores de carne frango…?

  5. peregrino

    20 de março de 2017 4:55 pm

    também acredito que o golpe está causando tudo isso…

    gerou a desconfiança de todos os competidores e em todos os setores da economia

    se o golpe ainda tivesse resultado de um duelo de titãs, daria para recuperar, mas,

    da forma que aconteceu, entre bandidos da pior espécie ou violentando-se a própria Constituição, já era, marcaram o Brasil como sendo o que pode haver de pior em qualquer tipo de relacionamento internacional, sem segurança nenhuma

    O Brasil tounou-se um país fora da lei em quem ninguém deve confiar mesmo

  6. Rui Ribeiro

    20 de março de 2017 5:08 pm

    Polícia Pitombeira

    “A primeira coisa que guardei na memória foi um vaso de louça vidrada, cheio de pitombas…

    Inculcaram-me nesse tempo a noção de pitombas – e as pitombas me serviram para designar todos os objetos esféricos. Depois me ensinaram que a generalização era um erro, e isto me perturbou”. – Graciliano Ramos

    Somos quase unânimes em generalizações. Vira-Latice entranhada na medula tinipiniquilandês.

  7. vera lucia venturini

    20 de março de 2017 5:42 pm

    Será que agora esses meganhas

    Será que agora esses meganhas de merda da PF vão levar o troco? Enquanto estavam perseguindo petistas republicanos sob a complacência da Dilma e do Zé Cardoso e conduzindo ex-presidente de forma coercitiva tudo bem, Mas agora mexeram com os poderosos latifundiários do agro negócio. Ou as costas desses meganhas são muito quentes ou a chapa vai esquentar pra eles.

    1. Alan Souza

      20 de março de 2017 5:56 pm

      É verdade

      Ou o governo aproveita a deixa pra enquadrar a PF, ou então desiste de governar. Simples assim.

      1. JB Costa

        20 de março de 2017 6:25 pm

        Exato. Só que o rabão preso

        Exato. Só que o rabão preso não permitirá tal afoiteza. Não existe governo, mas uma cambada de deliquentes tendo à frente um frouxo inepto.

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