O governo do Rio de Janeiro enviou, na última segunda-feira (17), um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) para responder a questionamentos sobre a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte, realizada no final de outubro.
O novo relatório, assinado pelo governador Cláudio Castro, apresenta números diferentes dos divulgados inicialmente sobre presos e apreensões, em que o governo informa que houve 100 prisões, das quais 17 de pessoas com mandados em aberto e 83 em flagrante. O total de fuzis apreendidos também foi revisado para 96.
A prestação de contas atende a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes, que pediu esclarecimentos no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, da qual é relator temporário. A operação terminou com 121 mortos.
Após receber uma primeira leva de informações, Moraes determinou o envio de dados adicionais, apontando inconsistências entre o que foi divulgado pelo governo estadual, via Secretaria de Segurança Pública, e por outros órgãos, como o Ministério Público.
Entre os novos esclarecimentos, o ministro pediu detalhes sobre os relatórios que fundamentaram a operação, laudos produzidos após as mortes e informações de inteligência que levaram ao cumprimento de mandados contra integrantes do Comando Vermelho (CV). Também requisitou a preservação das imagens das câmeras corporais usadas pelos policiais envolvidos.
Em resposta, o governo afirmou que 60 policiais civis da Core utilizavam câmeras durante a ação, mas que outros agentes relataram dificuldades para retirar o equipamento. Segundo o relatório, a empresa responsável constatou que 32 câmeras estavam inoperantes. A Polícia Militar, por sua vez, informou ter solicitado a preservação de todas as imagens.
Castro declarou ainda que todo o material solicitado foi enviado digitalmente.
A ADPF das Favelas, julgada em abril, exige a criação de um protocolo específico para operações em áreas sensíveis, garantindo respeito aos Direitos Humanos. Castro disse que o plano será entregue dentro do prazo.
Os pedidos de Moraes
No dia 10, Alexandre de Moraes determinou que o governo do Rio e o Judiciário estadual apresentassem informações complementares sobre a operação que resultou em 121 mortes. Ele novamente destacou a existência de divergências entre dados divulgados pelo governo e aqueles de outros órgãos.
O ministro solicitou ao governo a preservação de todas as imagens das câmeras corporais de policiais civis e militares, com envio da relação de agentes e equipamentos usados na operação; cópias de todos os laudos necroscópicos, incluindo registros fotográficos e a busca por projéteis; documentos de inteligência e relatórios policiais que apontavam a presença dos 51 réus da 42ª Vara Criminal no local da “Operação Contenção”, mantidos em sigilo; e informações sobre as demais medidas adotadas para cumprir a decisão de 2/11/2025.
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Rui Ribeiro
19 de novembro de 2025 7:49 amQuais desses dados serão levados em consideração? Ou se fará uma média aritmética dos dados relativos ao “sucesso Ca$trófico?
Se foram eliminados 4 matadores e se foram abatidos 117 meliantes, não tem como não ter sido um Xuxesso