Contra abusos de magistrados em manifestações políticas nas eleições 2022, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) derrubou as redes sociais de 9 magistrados e abriu investigações contra um total de 18 juízes.
Os juízes que foram alvos da medida do CNJ disseminaram Fake News e ofensas a candidatos. As informações constam em balanço do órgão, obtido pelo Estadão.
Segundo o jornal, um total de 21 apurações colocam na mira 18 magistrados que ofenderam candidatos, questionaram o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas, flertaram com atos golpistas, entre outros.
Boa parte das manifestações a favor do atual mandatário, Jair Bolsonaro, que endossou os questionamentos ao sistema eleitoral e incentivou atos golpistas. Pela conduta de Bolsonaro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou uma multa de R$ 22 milhões ao PL por litigância de má fé.
Entre os alvos do CNJ está a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Maria do Carmo Cardoso, próxima do filho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro. O caso foi detalhado em reportagem do GGN aqui, relembre:
Também foi citada pelo CNJ a magistrada bolsonarista Ludmila Lins Grilo, da Vara Criminal e da Infância de Unaí, que chegou a emitir ofensas ao corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão.
Outros juízes críticos de Jair Bolsonaro também tiveram suas contas bloqueadas, após defejar a morte do atual presidente e declarações explícitas de voto contra ele, como a juíza estadual do Amazonas, Rosalia Guimarães Sarmento e o desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Bartolomeu Bueno de Freitas.
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AMBAR
22 de dezembro de 2022 7:19 pmVamos ver se o braço da lei será longo o suficiente para alcançar essas “excelências”.