19 de junho de 2026

CNJ investiga 18 juízes por flerte com golpe, ofensas e Fake News

Contra abusos de magistrados em manifestações políticas nas eleições 2022, CNJ investiga 18 juízes. Leia no GGN
Foto: Divulgação

Contra abusos de magistrados em manifestações políticas nas eleições 2022, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) derrubou as redes sociais de 9 magistrados e abriu investigações contra um total de 18 juízes.

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Os juízes que foram alvos da medida do CNJ disseminaram Fake News e ofensas a candidatos. As informações constam em balanço do órgão, obtido pelo Estadão.

Segundo o jornal, um total de 21 apurações colocam na mira 18 magistrados que ofenderam candidatos, questionaram o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas, flertaram com atos golpistas, entre outros.

Boa parte das manifestações a favor do atual mandatário, Jair Bolsonaro, que endossou os questionamentos ao sistema eleitoral e incentivou atos golpistas. Pela conduta de Bolsonaro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou uma multa de R$ 22 milhões ao PL por litigância de má fé.

Entre os alvos do CNJ está a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Maria do Carmo Cardoso, próxima do filho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro. O caso foi detalhado em reportagem do GGN aqui, relembre:

Também foi citada pelo CNJ a magistrada bolsonarista Ludmila Lins Grilo, da Vara Criminal e da Infância de Unaí, que chegou a emitir ofensas ao corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão.

Outros juízes críticos de Jair Bolsonaro também tiveram suas contas bloqueadas, após defejar a morte do atual presidente e declarações explícitas de voto contra ele, como a juíza estadual do Amazonas, Rosalia Guimarães Sarmento e o desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Bartolomeu Bueno de Freitas.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. AMBAR

    22 de dezembro de 2022 7:19 pm

    Vamos ver se o braço da lei será longo o suficiente para alcançar essas “excelências”.

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