Delegado que recebeu propina para blindar empresário tinha ligações com Youssef

 
Jornal GGN – O delegado da Polícia Federal de Londrina, no Paraná, Sandro Roberto Viana, foi preso em flagrante na tarde do último sábado (25), dividindo R$ 35 mil em propina com um ajudante no esquema de extorsão de dinheiro de empresário da cidade. Em 2003, o mesmo delegado, então diretor da divisão da PF em Londrina, mantinha relações com o doleiro Alberto Youssef e levantava suspeitas de possível interferência em investigação contra ele.
 
Alvos da Operação Corrumpere, deflagrada no sábado, Sandro Roberto Viana foi preso em flagrante repassando uma parte da propina a Cloadoaldo Pereira dos Santos. Os dois são acusados de exigir dinheiro de um empresário da cidade em troca de não investigá-lo em inquérito policial de 2015, já concluído neste ano.
 
Sandro Viana teria exigido um total de R$ 35 mil, sendo que R$ 20 mil ficaria com ele e outros R$ 15 seria de Cloadoaldo. Como delegado da PF, ele foi levado à Polícia Federal em Brasília e irá responder a processo administrativo e criminal, podendo ser demitido do cargo público.
 
Se forem denunciados, ambos devem responder por crimes de corrupção e concussão. Durante a deflagração, os investigadores apreenderam documentos, pendrives, HDs e celulares na sede da empresa de vigilância do intermediário do crime.
 
Não é a primeira suspeita contra Sandro Roberto Viana. Já na PF do Paraná, o delegado foi arrolado em apuração, após a própria PF apreender documentos da investigação no caso Banestado e das contas CC5, como são chamadas as contas em paraísos fiscais de não residentes no Brasil, entre os anos de 1996 e 1999.
 
Em novembro de 2003, a Folha de S. Paulo publicava reportagem indicando que Youssef, preso naquele mês pela investigação, carregava no bolso um cheque de R$ 150 mil nominal ao então deputado federal José Janene (PP-PR).
 
Á época, Janene já era réu de processos sobre os beneficiários das fraudes em Londrina. Além disso, o deputado era um dos responsáveis pela indicação do então diretor da Polícia Federal da cidade, Sandro Roberto Viana dos Santos. 
 
A suspeita, naquele ano, mirava ainda contra mais um delegado, Nilson Sousa, afastado das investigações que envolviam Youssef em Londrina. Isso porque Nilson teve os gastos de viagem a Londrina pagos, no passado, pela empresa do doleiro. 
 
A relação de Youssef com a Polícia Federal da região ia além. A empresa Youssef Câmbio e Turismo chegou a patrocinar a impressão de cartilhas de um projeto educativo para o Sindicato dos Policiais Federais do Paraná, em 1998. Tanto o delegado afastado, como o então diretor da PF em Londrina, Sandro Viana dos Santos, eram os organizadores do projeto educativo.
 
Agora, Viana foi preso em flagrante por extorsão a empresário em troca da omissão de investigações da Polícia Federal.
 

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12 comentários

  1. Olha o Banestado aí gente !!!

    Segundo o que se fala, foram desviados mais de 520 bilhões mas o amigo de traficante, liberou todos os envolvidos.

    Que por coincidencia eram tucanos

    Se ao amigo de traficante, fosse ofertado, 2% ou 3 % deste montante, daria um valor bem significativo

     

    • Se mexer nesse vespero do

      Se mexer nesse vespero do Banestado…muito do que acontece hoje na “Lava Jato” poderá ser entendido. 

      Tanto no Banestado como na Lava Jato…os tucanos sairam e continuam saindo “ilesos”.

      Será coincidência?

      • A praça

        Os mesmos investigados,

        Os mesmos crimes,

        A mesma comarca e o mesmo juiz

        Tudo é igual, mas estou triste,

        Porque no primeiro não tinha os “P” para punir…. 

  2. O peixe é safo mesmo.. Um polvo c costas muito larga

    É impressionante…. Esse cara é muito safo!  Youssef aparece em tudo o que não presta. Naquela que foi a maior investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas – o emblemãtico Caso Banestado – ele já aprecia como delator, o principal operador e, procurador do dinheiro ilícito dos “clientes” no exterior[maioria políticos dos principais partidos da época, principalmente o psdb, além dos principais empresários daqueles tempos, mas ele saiu fácil…e não sobrou praticamente prá ninguém nem o dinheiro voltou. A condenação dele foi piada mal contada e bem rápida… Por acaso, o juiz que julgou  a maioria dos processos também foi o tal moro e a maioria dos procuradores tamém é a mesma da farsa jato  em que, de novo, lá está o mesmo Youssef velho de guerra. 

    Quando o nome desse Youssef aparece só sobra para os desavisados pequenos como esse delegado da pf… Aonde termina e aonde começa esse Youssef??  Ele tem uma net impressionante, assim como chama a atenção ele sempre se safar e continuar vivo porque ele é um arquivo vivo de tudo o que não presta envolvendo gente muitíssimo graúda em vários segmentos. Se esse Youssef abrisse a boca o Br afundava e baixava as portas prá balanço..

  3. Ñ é comentário, é um pedido

    Equipe GGN, deem publicidade do post do DCM, artigo de Joaquim de Carvalho -, sobre um brasileiro,  líder do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Brasil, com sede em Porto Alegre, que está jurado de morte por remanescentes da Operação Condor.  Publicacção é de hoje. O mundo está muito louco mesmo.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-brasileiro-e-jurado-de-morte-por-grupo-remanescente-da-operacao-condor-por-joaquim-de-carvalho/

  4. Essa Londres brasileira

    é a maior produtora de bandido por metro quadrado.

    A Sicilia e a Calabria perdem feio para Londrina em termos de mafia. 

    • GNSouto, tu achas que esse rato vai fazer companhia ao Japonês?

      Esse rato, tal qual aquele açougueiro/charlatão que sugeriu a adoção de procedimento médico para assassinar a Dona Marisa, ainda acredita que é um doutor, padre ou policial e que está contribuindo com sua parte para o nosso belo quadro social.

      • Velho, puliça, polícia,
        Velho, puliça, polícia, corrigindo, pois, vai que o corporativismo resolva pegar um mané minha égua igual a mim, para dar exemplo?…; o tal japonês puxou 4 anos e tantos, de regime semi-aberto, com grandes chances de ir para o domiciliar.

        Esse agora, aposto, irá na mesma picada.

        É o fim da picada!?

  5. Não vai dar em nada, o delegado não é petista

    Esse flagrante não vai dar em nada pois o degolado não é petista, nem preto, nem pobre, nem puta.

    A montanha vai parir um rato, e o Roedor de Curitiba vai ser o parteiro.

  6. + comentários

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