21 de maio de 2026

Dino abre inquérito contra Bolsonaro e aliados por má gestão da pandemia

Decisão transforma relatório da CPI da Covid em investigação policial Além de Bolsonaro, o inquérito inclui 23 aliados; confira a lista
Foto de Adriano Machado - Reuters - Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (18) a abertura de um inquérito policial para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por supostos crimes relacionados à gestão da pandemia de Covid-19. A decisão acolhe pedido da própria Polícia Federal (PF) e transforma a Petição nº 10.064/DF em investigação formal.

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Base da investigação

O inquérito tem como fundamento os indícios de irregularidades apontados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que identificou indícios de crimes contra a administração pública: “notadamente em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos, assinatura de contratos com empresas de ‘fachada’ para prestação de serviços genéricos ou fictícios, dentre outros ilícitos mencionados no relatório da CPI”, disse o ministro em decisão.

Vale lembrar que, em 2022, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo para arquivar as investigações sobre o caso. À época, a vice-procuradora da República Lindôra Maria de Araújo argumentou que não havia elementos suficientes para a abertura de um inquérito.

A PF, no entanto, pediu acesso às provas e concluiu a necessidade de investigação. Dino concordou, destacando que o objetivo da ação é aprofundar as informações trazidas pelo relatório da CPI, permitindo à PF ouvir os investigados e realizar diligências complementares, com prazo inicial para conclusão fixado em 60 dias.

O relatório final da CPI da Covid acusou Bolsonaro dos crimes de prevaricação; charlatanismo; epidemia com resultado morte; infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crime de responsabilidade; e crimes contra a humanidade.

Quem será investigado

Além de Jair Bolsonaro, o inquérito inclui 23 aliados, entre eles parlamentares, empresários e os filhos do ex-presidente, como:

  1. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
  2. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  3. O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos)
  4. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF)
  5. A deputada federal, presa na Itália, Carla Zambelli (PL-SP)
  6. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ)
  7. O deputado e ex-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)
  8. O deputado e ex-ministro da Cidadania (2019-2020), Osmar Terra (MDB-RS)
  9. O deputado e ex-ministro da Casa Civil, Cidadania, Secretaria-Geral da Presidência e Trabalho (2019-2022), Onyx Lorenzoni (PL-RS)
  10. O ex-ministro das Relações Exteriores (2019-2021), Ernesto Araújo
  11. O ex-secretário do Ministério da Saúde, Helio Angotti Neto
  12. O ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins
  13. O ex-assessor da Presidência, Tercio Arnaud
  14. O coronel da reserva, Helcio Bruno de Almeida
  15. O blogueiro Allan dos Santos
  16. O blogueiro Oswaldo Eustáquio
  17. O blogueiro Bernardo Kuster
  18. O blogueiro Paulo de Oliveira Eneas
  19. O blogueiro Leandro Ruschel
  20. O empresário Luciano Hang
  21. O empresário Carlos Wizard Martins
  22. O empresário Otavio Fakhoury
  23. O empresário Richards Dyer Pozzer

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Carlos

    18 de setembro de 2025 12:59 pm

    Eis aí os maiores crimes, os mais abomináveis, mais abjetos, desta turba.
    Existisse vida após a morte, não pagariam suas penas nem com mil descidas a um inferno.

  2. AMBAR

    18 de setembro de 2025 2:28 pm

    Eba! Demorô!
    A Lindora não contava com a sucessão vindoura da ministra que se aposentou.
    Salve Dino, salve-nos.

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