Eleita lista tríplice para cargo de procurador-Geral da República

do Migalhas

Eleita lista tríplice para cargo de procurador-Geral da República

Nicolao Dino de Castro e Costa Neto, Raquel Elias Ferreira Dodge e Mario Luiz Bonsaglia concorrem ao cargo.

Os subprocuradores-gerais da República Nicolao Dino de Castro e Costa Neto (621 votos), Raquel Elias Ferreira Dodge (587 votos) e Mario Luiz Bonsaglia (564 votos) foram escolhidos para compor a lista tríplice ao cargo de Procurador-Geral da República nesta terça-feira, 27.

A votação promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) teve início às 9h e foi encerrada às 18h. Com um quórum de 85%, a votação contou com 1.108 eleitores.

Por meio de sistema eletrônico, 1.200 membros do MPF, ativos e inativos associados à ANPR, participaram da votação nas mais de 200 unidades do Ministério Público Federal espalhadas por todo o país.

Os demais candidatos também receberam votos: Ela Wiecko Volkmer de Castilho (424 votos), Carlos Frederico Santos (221 votos), Eitel Santiago de Brito Pereira (120 votos), Sandra Veronica Cureau (88 votos) e Franklin Rodrigues da Costa (85 votos).

Os três nomes mais votados serão enviados ao presidente da República Michel Temer. Em seguida, o nome do indicado será encaminhado para o Senado Federal, onde passará por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e depois por votação no plenário da Casa. Atual PGR, Rodrigo Janot deve encerrar seu mandato em setembro.

Conheça o currículo dos candidatos:

Nicolao Dino de Castro e Costa Neto – Natural de São Luís (MA), é Subprocurador-Geral da República e Vice-Procurador-Geral Eleitoral. Atuou no Conselho Nacional do Ministério Público como Conselheiro e Presidente da Comissão de Planejamento Estratégico e Acompanhamento Legislativo. Foi membro suplente da 2ª e 4ª Câmaras de Coordenação e Revisão, coordenou a Câmara de Combate à Corrupção do MPF, foi Diretor-Geral da ESMPU, Secretário de Relações Institucionais do MPF, Procurador Regional Eleitoral, Procurador Regional dos Direitos do Cidadão e Procurador-Chefe da Procuradoria da República no Maranhão. É mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília. Foi presidente da ANPR entre 2003 e 2007. Ingressou no MPF em 1991.

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Raquel Elias Ferreira Dodge – É Subprocuradora-Geral da República e oficia no Superior Tribunal de Justiça em matéria criminal. Integra a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos relacionados ao Consumidor e à Ordem Econômica. É membro do Conselho Superior do Ministério Público pelo terceiro biênio consecutivo. Foi Coordenadora da Câmara Criminal do MPF, membro da 6ª Câmara, Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão Adjunta. Atuou na equipe que redigiu o I Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, e na I e II Comissão para adaptar o Código Penal Brasileiro ao Estatuto de Roma. Atuou na Operação Caixa de Pandora e, em primeira instância, na equipe que processou criminalmente Hildebrando Paschoal e o Esquadrão da Morte. É Mestre em Direito pela Universidade de Harvard. Ingressou no MPF em 1987.

Mario Luiz Bonsaglia – Ingressou no MPF em 1991, ocupa o cargo de Subprocurador-Geral da República, com designação para atuar em feitos criminais da 5ª e 6ª Turmas do STJ e em sessões da 2ª Turma, de direito público. Atual Conselheiro e Vice-Presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal (biênios 2014-2016 e 2016-), bem como Coordenador da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão (biênios 2014- 2016 e 2016-), que trata do Sistema Prisional e Controle Externo da Atividade Policial. Já atuou como Conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (biênios 2009-2011 e 2011-2013) e membro suplente da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão (2008-2009), com atuação em matéria criminal. Também foi Procurador Regional Eleitoral em São Paulo (biênios 2004-2006 e 2006-2008); diretor da ANPR (1999-2001); e Procurador do Estado de São Paulo (1985-1991). É Doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo.

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3 comentários

  1. Vamos direto ao ponto: Qual

    Vamos direto ao ponto: Qual desses candidatos é o preferido da Globo golpista? É pra eu começar a torcer contra desde já…

  2. Lógica Pelo Absurdo

    Nassif: vamos, pelo absurdo, pela lógica e pela “razão” (do bando governamental), tentar sentir essas nomeações.

    Comecemos pelo absurdo do “colégio eleitoral”, ao que parece invertidor da democracia. Seria, como diz o texto, 1.200 procuradores votantes a decidir por 146.548.483 eleitores (TSE/2017). Uma fração equivalente a (pasme) ~0,00000819% do eleitorado brasileiro. Esses “seres superiores” escolhem aqueles que vão ser enviados ao suprassumo governante , acusado de inúmeros crimes.

    Passemos à lógica.

    Dino, mais votado, seria “queridinho” do atual Procurador Chefe, este dito inimigo fidagal do “mandante” maior da Nação.

    Já Raquel, a segunda colocada, é dada (pela grande mídia) por preferida do meliante Presidente e seu bando, incluindo aquela ala política, na quase totalidade do Congresso, e boa parte do Judiciário.

    Se, como dizem, os semelhantes se atraem, dentro desta óptica, Raquel na cabeça, pois despontaria como “preferida” do bando. Não que seja bandida, como algumas congressistas e políticas. Nem cogito dessa hipótese. Mas pela possibilidade de a tal converter-se ou até atuar na defesa ferrenha dos interesses da quadrilha. Por exemplo, engavetando ou enrolando tudo que possa atingir os meliantes, especialmente os encastelados no grup PSDB/DEM/PPS_PMDB_ (+detritos_da_maré_baixa). Lembra do Procurador anterior? Pimba!

    Os entendidos falam que no Çu-premu não dá outra. E comenta-se pelos últimos“sorteios”. Dizem que a “roleta” tava viciada.

    E paro por aqui…

    Ah! da razão? Ia esquecendo.

    Mas depois do “absurdo” e da “lógica” expostas acima que “razão” você quer? Num tá pedindo demais? Arrocha não…

  3. Não são curriculus que interessam, mas

    Na atual quadra político-institucional do país, mais ainda nesse caso de assunção ao cobiçado cargo de PGR, não são os curriculus dos eleitos que contam ou interessam, mas sim as rodas que frequentam, com quem aparecem em fotos, capas de revistas e jantares.

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