Em Curitiba, delator que descumpre acordo é punido com prisão domiciliar

Jornal GGN – O ex-vice-presidente da Camargo Corrêa Eduardo Leite não tem cumprido uma das cláusulas de seu acordo de delação premiada e, na visão dos procuradores de Curitiba, ele deve ser punido com a prisão domiciliar.

Leite foi condenado por Sergio Moro por lavagem de dinheiro e organização criminosa a 15 anos e 10 meses de prisão. Mas, como era delator da Lava Jato, saiu da custória da Polícia Federal em Curitiba para o regime domiliciar por 1 ano. Depois disso, acabou sendo agraciado com o regime semiaberto diferenciado atrelado à prestação de serviços comunitários. 

O problema é que uma reportagem da TV Globo mostrou que Leite não estava prestando os serviços comunitários. A Procuradoria afirma que tem registros de 35 dias que Leite apontou como trabalhados, mas “é possível atestar que em 30 deles não esteve na instituição Laramara”, que cuida de crianças especiais.

“Considerando que não houve efetiva prestação de serviço, e considerando que foi cometido crime durante o cumprimento da pena, o Ministério Público Federal entende necessária a regressão de regime do apenado (para o fechado domiciliar), conforme previsão do artigo 118 da Lei de Execuções Penais, com a desconsideração de todo o período supostamente cumprido na instituição Laramara”, apontam os procuradores.

OS BENEFÍCIOS

Quando condenou Leite a mais de 15 anos de prisão, Moro observou que, por ser delator, ao empresário seria imposto apenas 16 meses em regime fechado, sendo que 25% desse período foi abatido do tempo em que ele ficou detido preventivamente em Curitiba. O restante do regime fechado seria feito em prisão domiciliar com uso de tornozeleira. 

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Leite ficou preso em casa por cerca de um ano, entre março de 2015 e março de 2016, quando, então, passou para o regime semiaberto diferenciado. Em agosto daquele ano, ele foi encaminhado para prestar serviços na Lanamara, mas não cumpria os horários diários estipulados.

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4 comentários

  1. Exemplo acabado da justiça morrinha e lavajateira

    Prezados,

    É preciso levar notícias como essa ao conhecimento do Estado Espanhol e da Justiça Espanhola, aos quais o torquemada das araucárias pede, por meio do Ministério da Justiça, celebração de acordo formal de cooperação, para que interroguem Rodrigo Tacla Duran, o advogado-doleiro que denunciou Carlos Zucolloto Jr., advogado amigo do torquemada, por tráfico de influência e cobrança de propina, para intermediar acordos de delação premiada com os procuradores lavajateiros do MPF de Cutitiba. No imbroglio está também a esposa do torquemada araucariano, rosângela wolf moro, a quem foram pagos honorários advocatícios por parte de um escritório em que trabalhava uma irmã de Rodrigo Duran.

    As denúncias se mostram graves e podem comprometer o juiz lavajateiro e midiático, incensado e bajulado pelo PIG/PPV como paladinio da ética, da moralidade pública e da justiça, pois tanto ele como o boquirroto carlos fernando lima, procurador lavajateiro de Curitiba, foram pegos na mentira, ao afirmar que o escritório em que Carlos Zucollotto Jr. e rosângela moro trabalhavam não atuava em causas criminais.

    A ORCRIM lavajateira só tem o apoio dos criminosos e dos golpistas. Histórica, moral, política e sociològicamente é um cadáver pútrido, fétido e insepulto, cujas entranhas nojentas estão expostas à luz solar.

  2. Não entendi: quer dizer que o

    Não entendi: quer dizer que o instituto “atestou” a presença do bandido e, mesmo assim, o mpfezinho afirma que ele lá não esteve? E ninguém mais vai preso? A quem interessa o dito instituto-de-mamar-verbas-públicas?

  3. Tem que ser assim

    Implacável!

    Não cumpriu a pena, vai usar tornozeleira rosa, que é para ficar mal falado.

    E só vai sair de casa com guarda-chuva, pra todo mundo chamar de cafona.

    X9 não merece misericórdia.

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