Jornal GGN – “Pelo menos espero que a Polícia Federal já tenha tirado o porte de arma dele [Rodrigo Janot]. Pelo menos isso, para a gente ficar um pouco mais tranquilo. Esse é o Brasil”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em tom irônico durante sua participação em um evento da FGV do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (27).
“Mas o Brasil é um país estranho. Cada dia é uma novidade. Hoje descobrimos que o procurador-geral queria matar um ministro do Supremo. Quem é que vai querer investir num país desse?”, prosseguiu Maia.
“Temos que ter projeto e segurança jurídica para os investimentos. A parte do parlamento, principal, é justamente garantir a segurança jurídica, junto com o Executivo, claro”, continuou o presidente da Câmara.
A fala de Maia repercute uma notícia da Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (26), revelando que o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teve a intenção de matar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, por causa de uma acusação feita pelo magistrado, em 2015, de que a filha de Janot prestava serviços de advocacia para a empreiteira OAS.
“Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha”, diz um dos trechos de um livro de memórias que Janot irá lançar neste mês.
Procurado pela reportagem da Folha para confirmar a identidade do seu alvo, Janot confirmou que se tratava de Gilmar Mendes. “Tenho uma dificuldade enorme de pronunciar o nome desta pessoa”, disse.
Maria Luisa
27 de setembro de 2019 1:36 pmFico com pena do Janot. Deve ter sido muita pressão. Agora, ele escolheu sair da legalidade, ajudou a derrubar um presidente democratico, pensando que entraria para a historia como o heroi da PGR e, como tal, seria recompensado… E depois de tanta adrenalina vem a depressão e o Brasil muito pior desde o tempo em que ele foi nomeado por uma certa Dilma Rousseff.
… Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Ubiratan Silva
27 de setembro de 2019 1:54 pmAh, Maria Luiza. Tem certos comentários cabem tão dentro de mim que, como diria Milton Nascimento: “como não fui eu que fiz…”
Luiz Pietroluongo
27 de setembro de 2019 6:41 pmSe houver justiça nesse Brasil, o “Nhonho Botafogo”, e muitos outros , que hoje riem, hão de chorar muito ainda . Assim também como os canalhas de Toga.