8 de junho de 2026

Janot não esperou investigação da PF para denunciar Renan Calheiros

 
Jornal GGN – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) por corrupção e lavagem de dinheiro, nesta segunda-feira (12), sem antes mesmo esperar a conclusão do inquérito da Polícia Federal de Brasília.
 
A antecipação de Janot frente aos delegados investigadores foi descoberta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que relata os processos da Operação Lava Jato na última instância. Ao se deparar com o erro cometido pelo Ministério Público Federal (MPF), Zavascki pediu que Janot complemente a denúncia com as informações do documento policial.
 
“Ante o exposto, à falta dos autos do inquérito, intime-se o Ministério Público para que regularize a situação dos autos, restituindo as petições protocoladas sob os números 70.676/2016 e 70.677/2016 (documentos da denúncia contra Renan) e documentação correspondente”, disse Teori, em decisão assinada nesta terça-feira (13).
 
O ministro conta que um inquérito para apurar suposta “atuação do Deputado Aníbal Gomes em conluio com o Senador Renan Calheiros, para contratação da empresa SERVENG CIVILSAN S.A pela Petrobras” foi encaminhado aos delegados no dia 2 de maio deste ano, para que a PF cumprisse as diligências, entre buscas e apreensões e coleta de depoimentos.
 
Em trâmite no Supremo, Janot pediu que a investigação fosse prorrogada por mais 60 dias, equivalente a dois meses, para cumprir o restante das diligências. O STF concedeu a extensão do prazo, mas o Procurador-Geral da República nem sequer esperou a conclusão de ainda mais 10 dias para enviar a denúncia.
 
“Ainda pendente o prazo para que que a autoridade policial cumpra as diligências restantes e elabore relatório conclusivo, o órgão ministerial apresenta inicial acusatória sem os autos correspondentes”, narrou Zavascki.
 
Na peça, Janot aponta que Renan recebeu R$ 800 mil em propinas, por meio de doações eleitorais ao PMDB, durante as eleições de 2010, quando o hoje senador disputou o cargo.
 
Segundo reportagem do Estadão, oficialmente, a Polícia Federal não comentou o caso, mas a reportagem publica que o grupo de trabalho formado por delegados “ainda realiza diligências na investigação”. Um dos alvos da denúncia, o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), afirma que sequer foi ouvido na investigação.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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12 Comentários
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  1. João de Paiva

    14 de dezembro de 2016 7:49 pm

    Essa patacoada mostra que além de cínico, Janot é incompetente.

    Essa patocoada do PGR, rodrigo janot, mostra que além de cínico e canalha, ele é também incompetente. A cada dia que passa as quadrilhas institucionais mostram o que realmente são.

  2. Gilson AS

    14 de dezembro de 2016 7:55 pm

    Caracá, desculpe o baixo

    Caracá, desculpe o baixo calão, mas desprirocou a bagaça toda.

    A que ponto se chegou, erros primarios nas denúncia.

    Dá dor de ver, para o país que era a 6ª economia há dois anos, presenciar o estágio atual.

  3. j.marcelo

    14 de dezembro de 2016 7:56 pm

    Fazem o q querem,é urgente
    Fazem o q querem,é urgente aprovar lei de abuso de autoridade!!!

  4. Alan Souza

    14 de dezembro de 2016 8:22 pm

    Tempos muito estranhos!

    Fico me perguntando se isso é apenas mais uma amostra do sanatório geral que virou o Brasil, ou se os aliens já estão vindo pra anunciar que os tempos são chegados…

  5. jose de floripa

    14 de dezembro de 2016 8:26 pm

    A pressa de Janot só tem uma

    A pressa de Janot só tem uma explicação, a de que Temer deve cair o quanto antes e os tucanos assumirem o poder, porque se deixar chegar perto de 2018, o PSDB não terá nenhuma chance de chegar, eles tem medo de voto. É o golpe dentro do golpe.

    P.S.: avisa o Janot que deve-se DESABOTOAR o paletó quando está sentado, a história já está apertando!!

  6. Zenio Silva

    14 de dezembro de 2016 8:46 pm

    Começou o desmanche da lava

    Começou o desmanche da lava jato! Vai para a mesma gaveta da Macuco/BANESTADO!

  7. Frederico69

    14 de dezembro de 2016 8:52 pm

    traira contra traira, guerra sem lei!

    a que ponto chegamos. e lamentavelmente ainda não é o fundo do poço.

  8. João Maria Fernandes de Sousa

    14 de dezembro de 2016 8:57 pm

    Chantagem pra responder

    chantagem; Renan desengaveta os super super super salários do judiciário; eles, os dos super salários, que Janot tão bem representa, vem de denuncia contra o chefe dos patifes no senado… vão se entender no fim das contas.

  9. lenita

    14 de dezembro de 2016 9:01 pm

    Bandido

    Bandido, bandido, bandido !

    E muitos ainda criticam o PAREDON do Fidel.

  10. Eduardo Outro

    14 de dezembro de 2016 9:31 pm

    Sei que é alegria de palhaço,

    Sei que é alegria de palhaço, que no final sempre acaba pagando o ingresso na arquibancada do circo, mas que dá gosto ver um comendo o outro e o outro comendo o um, ah se dá !  Aliás, nem é só isso de troca-troca, é suruba mesmo.

  11. Eduardo CPQs

    14 de dezembro de 2016 11:23 pm

    Potência na sexta ou no cesto?

    Gente,

     

    não dá para acreditar!

    Depois de ler o posta contíguo anterior,

    “Defesa de Lula critica manifestação de procurador que defendeu a lava-jato”,

    onde UM JUIZ declara que “Lula não consegue provar sua inocência”

    e deste aqui, “Janot não esperou as investigações da PF para denunciar Renan Calheiros”

    não falta mais nada, deu alouca no mundo, perto disso, a casa da mãe joana é um convento.

     

    Bagunçou geral!!!

     

     

  12. Veri

    15 de dezembro de 2016 11:58 am

    A pressa do Janot visa acuar Renan e manter os supersalários

    A pressa do Janot em denunciar o Renan Calheiros visa acuá-lo e impedir que o Senado vote a lei que regulamenta os supersalários e a lei que criminaliza os crimes praticados pelos bandidos togados disfarçados de autoridades.

    A pressa é amiga da imperfeição.

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