4 de junho de 2026

Justiça livra Mares Guia de acusações do mensalão mineiro

Brasília – A Justiça de Minas Gerais decretou extinta a punibilidade de Walfrido dos Mares Guia, acusado de participar de esquema de desvio de dinheiro público em 1998 para a campanha do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), então candidato à reeleição ao governo de Minas. As denúncias são investigadas no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro.

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A juíza Neide da Silva Martins, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, entendeu que as acusações de peculato e formação de quadrilha prescreveram em 2012, quando Mares Guia completou 70 anos. “Tendo transcorrido prazo superior a oito anos entre os fatos e o recebimento da denúncia, declaro extinta a punibilidade do réu Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto, qualificado nos autos, pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva do Estado”, decidiu a juíza.

A denúncia contra Mares Guia, que ocupou cargo de ministro do governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e foi integrante do governo tucano em 1998,  foi recebida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009. No entanto, a Corte decidiu que apenas réus com foro privilegiado responderiam às acusações no STF, e determinou o desmembramento do processo para que 14 envolvidos respondessem às acusações na Justiça de Minas Gerais. Após o desmembramento, somente Eduardo Azeredo e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), então candidato a vice-governador, são processados no STF.

Nas ações penais 536 e 606 são apurados possíveis desvios de dinheiro público durante a campanha de Azeredo. Segundo a Procuradoria Geral da República, o então candidato teria se beneficiado de recursos procedentes de um esquema que envolveu a empresa de publicidade SMP&B, de propriedade do publicitário Marcos Valério, condenado a Ação Penal 470, o processo do mensalão, por fatos semelhantes. De acordo com a procuradoria,  R$ 3,5 milhões foram desviados de empresas estatais mineiras para a campanha.

Na época em que a denúncia foi recebida, Azeredo negou as acusações e disse que não há qualquer documento que confirme o uso de recursos de caixa dois na sua campanha à reeleição. O parlamentar também disse que nunca autorizou repasses para dinheiro para as empresas de Marcos Valério.

Redação

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4 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    21 de janeiro de 2014 9:59 pm

    A condenação  por suspeita,

    A condenação  por suspeita, sem provas, com uso da teoria do domínio do fato, porque a literatura permite e em virtude do réu não ter provado sua inocência é só para petistas? Well… mais um motivo para alegar a nulidade do julgamento do Mensalão na OEA e na ONU.

  2. Webster Franklin

    21 de janeiro de 2014 10:14 pm

    A impunidade perpetuando-se.

    A impunidade perpetuando-se.

  3. Luiz C. Benevides

    22 de janeiro de 2014 1:25 am

    Será que alguém esperava algo

    Será que alguém esperava algo diferente?

  4. Maria Rita

    22 de janeiro de 2014 11:30 am

    E os tribunais de exceção vão

    E os tribunais de exceção vão se alastrando pelo território brasileiro. Penas rigorosas para os que foram condenados sem o rigor do processo jurídico e da Constituição Brasileira. Agora, mais uma inovação, a ‘beatificação’ de um réu sob o qual havia provas, mas não havia julgamento. Não diziam que os políticos infratores deveriam ser tratados como criminosos comuns? Pois bem, já fui jurada num processo em que o criminoso tinha 70 anos. Não prescreveu o crime para ele. Interessante, não?  A “Santa Inquisição” vai fazendo história vergonhosa no Brasil do século XXI. Lá, na terra de Tiradentes, no mesmo lugar onde prenderam , de forma arbitrária, o diretor de um jornal que não compactua com a política local. Mais uma da justiça de exceção.

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