6 de junho de 2026

Lewandowski desmente Castro e lista ajuda federal ao RJ

Em entrevista coletiva, ministro da Justiça afirma que governo federal não foi comunicado sobre operação realizada nesta terça-feira
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça. Foto: Robson Alves/MJSP.

Texto atualizado às 18:54 de 28/10 para acréscimo de informações

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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, desmentiu o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, ao afirmar que o governo federal jamais negou um pedido de cooperação ou ajuda que tenha sido feito pelo governo fluminense.

Em entrevista coletiva, o ministro destacou que não recebeu nenhum pedido relacionado à operação realizada hoje pelo governo fluminense, e tampouco recebeu informação prévia de que a operação ocorreria.

“Auxiliamos o Rio de Janeiro no que podemos. Nenhum pedido do governador Cláudio Castro até agora foi negado.  A Polícia Federal está atuando muito intensamente com recorde de apreensão de drogas, de armas e de operações de inteligência”, afirmou Lewandowski. Durante o dia, o governador fluminense, Cláudio Castro, reclamou de falta de ajuda do Governo Federal.

“A Polícia Federal, Rodoviária Federal, faz o patrulhamento das rodovias federais para impedir também a entrada de armas, drogas, o tráfico de pessoas. O Governo Federal tem atuado intensamente, seja com investimentos na área da segurança pública, com fornecimento de armas, de equipamentos, seja na parte prisional também, onde temos investido muitos milhões. Recentemente, no começo deste ano,  o governador Cláudio Castro esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública pedindo a transferência de líderes das facções criminosas  para as Penitenciárias Federais de Segurança Máxima”, enumerou Lewandowski.

O ministro também lembrou que, no ano passado, apresentou aos governadores e ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à constituição, a PEC da Segurança Pública, que aprimora o sistema nacional e aperfeiçoa os mecanismos de atuação coordenada, com o conjunto de unidades da federação e todas as esferas locais e federais de inteligência, prevenção e repressão.

Presença federal no Rio de Janeiro

Em nota oficial, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) destacou que mantém atuação no estado desde outubro de 2023, por meio da Força Nacional de Segurança Pública, conforme previsto na Portaria MJSP nº 766, de 12 de dezembro de 2023.

A operação segue vigente até 16 de dezembro de 2025, podendo ser renovada – desde 2023, foram acatadas 11 solicitações de renovação da FNSP no território fluminense.

No âmbito da Polícia Federal (PF), só em 2025, foram realizadas 178 operações no Estado do Rio de Janeiro, sendo 24 delas relacionadas a tráfico de drogas e armas. Ao todo, foram 210 prisões efetuadas, das quais 60 estão diretamente relacionadas a investigações sobre o tráfico de drogas e armas.

No mesmo período, foram apreendidas 10 toneladas de drogas e 190 armas de fogo, incluindo 17 fuzis. Além disso, cerca de 600 peças e acessórios de armas de fogo, capazes de moldar cerca de 30 fuzis, foram apreendidos pelas autoridades.

Nos últimos anos, o Estado do Rio de Janeiro tem recebido recursos do governo federal para investir no sistema penitenciário e na segurança pública.

Por meio do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), o estado recebeu mais de R$ 99 milhões entre 2016 e 2024 – valor que, com rendimentos, superou R$ 143 milhões. No entanto, apenas cerca de R$ 39 milhões foram efetivamente utilizados, restando mais de R$ 104 milhões ainda em conta.

Pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Rio de Janeiro recebeu quase R$ 288 milhões desde 2019, montante que, com rendimentos, alcançou R$ 331 milhões. Desse total, pouco mais de R$ 157 milhões foram executados até o momento, deixando um saldo superior a R$ 174 milhões disponíveis.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de outubro de 2025 5:30 am

    Não deveria o governador do Rio de Janeiro mandar a polícia dar uma batida no condomínio do seu Jair? Lá funcionava um armazém de fuzis que eram montados para ser vendidos à bandidagem carioca.

  2. Carlos

    29 de outubro de 2025 6:52 am

    Mais perda de tempo em responder a um fantoche bolsonarista.
    A responsabilidade (no caso do rj irresponsabilidade) é sim do estado, que deveria sempre integrar aos demais entes federativos.
    Ação meramente política de um político criminoso.
    E uma dúvida:como a turma consegue sair do caos para criar barreiras nas vias?
    Deve ser formato arrastão e nenhuma autoridade bloqueia?

  3. Rui Ribeiro

    29 de outubro de 2025 12:51 pm

    “‘Dano colateral foi muito pequeno’, diz secretário sobre as mortes de 4 policiais em megaoperação no RJ”

    Se apenas o $ecretário tivesse sido assassinado, o dano colateral teria sido menor. Pelo amor de Deus, o problema não é quantitativo.

    “When will the world learn that a million men are of no importance compared with one man?” – Henry David Thoreau

    Nas palavras do Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a carnificina foi um “sucesso’ .

  4. Rui Ribeiro

    29 de outubro de 2025 2:07 pm

    O Cláudio Castro queria a participação do governo federal a fim de dividir a responsabilidade pela carnificina de favelados que ele promoveu no Rio.

    À exceção 8 vítimas, sendo 4 deles policiais e 4 pessoas, os mortos restantes já foram condenados: Eram todos culpados e mereciam mesmo ser eliminados. E o efeito colateral não foi grande.

    Viva a Tanatocracia!

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