21 de maio de 2026

Mauro Cid e pai general são alvos de operação da PF no caso das joias

Também está na mira da PF o advogado Frederick Wassef, que já defendeu Bolsonaro e familiares em diversos processos
O ex-ajudante de ordens Mauro Cid, um dos militares envolvidos Lula Marques - Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta sexta-feira (11), mandados de busca e apreensão na casa do general da reserva Mauro César Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A investigação mira militares suspeitos de vender ilegalmente presentes oficiais. 

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Segundo a PF, durante o governo Bolsonaro, Lourena Cid seria o responsável por negociar as joias e os demais bens nos Estados Unidos. Há indícios de que ele recebia os valores em sua conta bancária.

À época, o pai do então ajudante de ordens da Presidência ocupou cargo federal em Miami ligado à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Além do pai general, o próprio Mauro Cid também é alvo da operação. Além disso, estão na mira do PF o advogado Frederick Wassef, que já defendeu Bolsonaro e familiares em diversos processo, e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército Osmar Crivelatti.

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Os mandados são cumpridos nos endereços de Lourena Cid e Wassef, em Niterói (RJ), Brasília e em São Paulo, a partir da autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no inquérito que das milícias digitais. 

Segundo apuração do G1, a operação foi batizada “Lucas 12:2”, em alusão a um trecho da Bíblia que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido“.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a prática – se confirmada – configura peculato e lavagem de dinheiro. 

Há muitos estudos que mostram que compra e venda de joias é um caminho clássico de corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos veem como um crime ‘seguro’, que ficará escondido para sempre. Por isso, é essencial sempre investigar o assunto, quando há indícios de ilegalidades“, escreveu o ministro em uma rede social.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. +almeida

    11 de agosto de 2023 2:58 pm

    Perguntar não ofende, então: por onde será que andam os dedicados, encantados e marrentos Generais que serviram de corpo e alma,ao mais esdrúxulo e vergonhoso presidente do Brasil, desde o início da República?

    Cadê o Villas Boas, o Augusto Heleno, o Walter Braga Neto, o Hamilton Mourão, o Luiz Eduardo Ramos,
    o Eduardo Pazuello e outros que não se manifestam?

    O que fará o alto comando atual, em virtude do estado deplorável e vergonhoso que causaram a imagem da instituição do Exército brasileiro?

    As gravíssimas, indesculpáveis e injustificáveis omissões, que se somaram as suspeitas de negociatas, de negacionismo e da cumplicidade de parte do alto escalação, nunca foi assunto prioritário de investigação ou de rígida apuração.

    Aos poucos, o país vai descobrindo que muito mais do que tentar sequer fazer um razoável governo, a única prioridade existente era a de se dedicarem com afinco, para conquistarem a eternização no poder, tendo as FFAA como carro chefe,garantidores e parceiros.

    A verdade é que se não fosse a resistência de militares patriotas, leais ao regimento e a constituição, o Brasil hoje estaria de volta a 1964.

    Dia a dia os vexames proliferam, sem que qualquer mea culpa ou um pedido de desculpas, pelo envolvimento de tantos oficiais que ficaram de bicos calados, olhos fechados e e ouvidos tampados.

  2. evandro condé

    11 de agosto de 2023 9:35 pm

    Seria bom reparar que pagamos nossos generais para que, depois de reformados, possam viver na Flórida, como qualquer bom americano que ganha pra isso.

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