22 de outubro de 2026

Ministério da Justiça cria método para identificar imóveis de luxo ligados ao PCC e ao CV

A ferramenta cruza dados patrimoniais para identificar incompatibilidades sobre a capacidade financeira dos envolvidos
Crédito: Foto de formulário PxHere

Ministério da Justiça criou método para localizar imóveis de luxo ligados ao PCC e Comando Vermelho em SP, PR e RS.
Ferramenta usa dados patrimoniais e judiciais para identificar bens incompatíveis com renda dos investigados.
Lei de 2026 permite perda judicial de bens sem condenação criminal, ação já usada pela AGU para combater facções.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério da Justiça e Segurança Pública desenvolveu uma metodologia para localizar imóveis de luxo associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), inclusive propriedades que não haviam sido identificadas em investigações criminais. Os bens estão distribuídos pelo país, com maior concentração em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

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A ferramenta cruza dados patrimoniais, registros judiciais e informações sobre vínculos com facções criminosas e milícias para identificar incompatibilidades entre o patrimônio e a capacidade financeira dos envolvidos. O trabalho foi desenvolvido pelo Laboratório Estratégico contra o Crime (LabCrim), em parceria com a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A metodologia embasou ações civis de perdimento de bens ajuizadas pela Advocacia-Geral da União (AGU) na terça-feira (20). Segundo o Ministério da Justiça, a iniciativa busca atingir financeiramente as organizações criminosas e dificultar a continuidade de suas atividades.

A escolha de imóveis de alto padrão segue recomendações internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro. Propriedades de elevado valor podem ser utilizadas para ocultar recursos ilícitos, especialmente quando registradas em nome de empresas, intermediários ou terceiros.

A secretária Nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, explicou que os imóveis podem estar registrados em nome dos investigados ou de pessoas utilizadas para ocultar o patrimônio. A ocultação de bens por meio de terceiros pode configurar lavagem de dinheiro.

A aplicação do método foi viabilizada pela Lei nº 15.358, de março de 2026, conhecida como Lei Raul Jungmann. A legislação criou mecanismos para solicitar judicialmente a perda de bens relacionados a atividades ilícitas sem a necessidade de uma condenação criminal prévia.

A medida, no entanto, não implica confisco automático. Cabe ao Poder Judiciário analisar as provas e os fundamentos apresentados antes de decidir sobre a perda do patrimônio, respeitando as garantias legais.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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