Ministros do STF elogiam Lewandowski na Justiça: “ele é maior que a própria cadeira”

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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"Mais do que talhado para os desafios do cargo, ele é maior que a própria cadeira que irá ocupar, o que é raro"

Foto: SCO – STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) elogiaram a nomeação de Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Corte, para comandar o Ministério da Justiça do governo de Luis Inácio Lula da Silva.

“Eu tenho a plena convicção de que o Ministério da Justiça está em boas mãos”, elogiou o colega Gilmar Mendes.

Completando que “Lewandowski sempre soube enfrentar, com muita coragem, os mais complexos desafios na corte. Coragem essa que também foi vista quando o ministro assumiu a presidência do STF em um dos períodos mais conturbados de nossa história.”

Para Dias Toffoli, a escolha de Lula foi “muito sábia e feliz”. Toffoli disse que Lewandowski é “mais do que talhado para os desafios do cargo, ele é maior que a própria cadeira que irá ocupar, o que é raro”.

“Isso demonstra sua generosidade, humildade e vocação de homem público voltado ao bem comum da sociedade e demonstra o seu amor ao nosso país, ao nosso Brasil. Desejo a ele toda a sorte do mundo, pois, todos os outros atributos ele os tem de sobra”, acrescentou.

O ministro do STF Cristiano zanin também traçou elogios ao novo ministro da Justiça como alguém “vocacionado ao trato da coisa pública”.

“Ao assumir o cargo de ministro de Justiça, levará ao presidente da República toda sua experiência de mais de 40 anos de magistratura, função que exerceu com zelo e humanidade, notadamente pelo sistema prisional quando presidente do STF e do CNJ”, disse Zanin.

Para o ministro Nunes Marques, a escolha de Lula foi uma “auspiciosa providência em benefício da estabilidade democrática do Estado brasileiro”.

E elogiou a “notável formação humanística e reconhecida experiência na defesa dos interesses republicanos” de Lewandowski.

“Penso que o ministro Ricardo Lewandowski dispõe de todos os atributos que o qualificam ao desempenho do cargo de ministro da Justiça”, afirmou o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.

Celso de Mello alertou que ele “terá, sem dúvida alguma, como seu grande desafio a grave e delicada questão da segurança pública!”.

O ministro também lembrou que a pasta da Justiça no Poder Executivo já foi preenchida, em sua história, por antigos ministros da Suprema Corte: Alberto Torres, Amaro Cavalcanti, Epitácio Pessoa, Carlos Maximiliano, Herculano de Freitas, João Luiz Alves, Aníbal Freire da Fonseca, Prado Kelly, Oscar Dias Corrêa, Célio Borja, Paulo Brossard, Maurício Corrêa e Nelson Jobim.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

2 Comentários

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  1. O perigo de alguém “maior que a cadeira” é não caber nela e não conseguir “ocupar” a mesma.

    Ministro STF , algo um pouco acima de Deus , conseguirá falar com um “piolhento” secretário de segurança de um Estado “menor” ?

    Delegados da PF, poderão diridir a palavra a Sua Santidade ?

    Um pouco de exagero mas este “muito maior” numa república me assusta.

  2. Uma andorinha não faz verão, mas alguns um iluminados humanos conseguiram fazer e até continuam fazendo.
    Enrique Ricardo Lewandowski é um desses raros exemplos nacionais.
    Agora com a indicação do ministro Lewandowski, a justiça continua em segurança, a legalidade se mantém prioritária e o estado de direito não poderia estar em melhor porto seguro.

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