Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) elogiaram a nomeação de Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Corte, para comandar o Ministério da Justiça do governo de Luis Inácio Lula da Silva.
“Eu tenho a plena convicção de que o Ministério da Justiça está em boas mãos”, elogiou o colega Gilmar Mendes.
Completando que “Lewandowski sempre soube enfrentar, com muita coragem, os mais complexos desafios na corte. Coragem essa que também foi vista quando o ministro assumiu a presidência do STF em um dos períodos mais conturbados de nossa história.”
Para Dias Toffoli, a escolha de Lula foi “muito sábia e feliz”. Toffoli disse que Lewandowski é “mais do que talhado para os desafios do cargo, ele é maior que a própria cadeira que irá ocupar, o que é raro”.
“Isso demonstra sua generosidade, humildade e vocação de homem público voltado ao bem comum da sociedade e demonstra o seu amor ao nosso país, ao nosso Brasil. Desejo a ele toda a sorte do mundo, pois, todos os outros atributos ele os tem de sobra”, acrescentou.
O ministro do STF Cristiano zanin também traçou elogios ao novo ministro da Justiça como alguém “vocacionado ao trato da coisa pública”.
“Ao assumir o cargo de ministro de Justiça, levará ao presidente da República toda sua experiência de mais de 40 anos de magistratura, função que exerceu com zelo e humanidade, notadamente pelo sistema prisional quando presidente do STF e do CNJ”, disse Zanin.
Para o ministro Nunes Marques, a escolha de Lula foi uma “auspiciosa providência em benefício da estabilidade democrática do Estado brasileiro”.
E elogiou a “notável formação humanística e reconhecida experiência na defesa dos interesses republicanos” de Lewandowski.
“Penso que o ministro Ricardo Lewandowski dispõe de todos os atributos que o qualificam ao desempenho do cargo de ministro da Justiça”, afirmou o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.
Celso de Mello alertou que ele “terá, sem dúvida alguma, como seu grande desafio a grave e delicada questão da segurança pública!”.
O ministro também lembrou que a pasta da Justiça no Poder Executivo já foi preenchida, em sua história, por antigos ministros da Suprema Corte: Alberto Torres, Amaro Cavalcanti, Epitácio Pessoa, Carlos Maximiliano, Herculano de Freitas, João Luiz Alves, Aníbal Freire da Fonseca, Prado Kelly, Oscar Dias Corrêa, Célio Borja, Paulo Brossard, Maurício Corrêa e Nelson Jobim.
Paulo Dantas
12 de janeiro de 2024 9:36 pmO perigo de alguém “maior que a cadeira” é não caber nela e não conseguir “ocupar” a mesma.
Ministro STF , algo um pouco acima de Deus , conseguirá falar com um “piolhento” secretário de segurança de um Estado “menor” ?
Delegados da PF, poderão diridir a palavra a Sua Santidade ?
Um pouco de exagero mas este “muito maior” numa república me assusta.
+almeida
13 de janeiro de 2024 3:32 pmUma andorinha não faz verão, mas alguns um iluminados humanos conseguiram fazer e até continuam fazendo.
Enrique Ricardo Lewandowski é um desses raros exemplos nacionais.
Agora com a indicação do ministro Lewandowski, a justiça continua em segurança, a legalidade se mantém prioritária e o estado de direito não poderia estar em melhor porto seguro.