10 de junho de 2026

Moraes nega ida de Bolsonaro ao hospital, enquanto defesa insiste em exames imediatos

Bolsonaro passou mal durante a madrugada e caiu na Superintendência da PF, em Brasília; ele recebeu atendimento médico da equipe de plantão
Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro Moraes negou pedido da defesa para levar Bolsonaro a hospital para exames após queda na PF em Brasília.
Bolsonaro sofreu traumatismo craniano leve e queda durante a madrugada, com médicos da PF recomendando apenas observação.
Defesa insiste na remoção urgente para hospital particular, mas Moraes aguarda detalhes para avaliar exames no sistema prisional.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (6) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele fosse levado a um hospital a fim de realizar exames médicos. Após a decisão, os advogados apresentaram a lista de procedimentos solicitados e reiteraram a necessidade de que os exames sejam feitos de forma imediata em uma unidade hospitalar particular.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Bolsonaro passou mal durante a madrugada e caiu no local onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A informação foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais e confirmada em seguida pelo médico do ex-presidente.

Ao analisar o pedido, Moraes solicitou que a defesa detalhasse quais exames seriam necessários, para que fosse avaliada a possibilidade de realização dos procedimentos dentro do próprio sistema penitenciário. Os advogados, porém, insistem na remoção do ex-presidente para um hospital, onde poderiam ser feitos exames clínicos e de imagem.

Após a queda, a Polícia Federal informou, em nota, que Bolsonaro recebeu atendimento médico da equipe de plantão. Segundo o comunicado, o médico da corporação constatou apenas ferimentos leves, sem indicação de encaminhamento hospitalar, recomendando apenas observação.

“Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A Defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, escreveu Moraes em sua decisão.

De acordo com a defesa, relatório elaborado pelo médico Brasil Ramos Caiado descreve Bolsonaro com “quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.

O documento médico recomenda, com urgência, a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Segundo os advogados, os exames são essenciais para uma avaliação neurológica adequada e devem ser feitos em ambiente hospitalar especializado, no Hospital DF Star, onde Bolsonaro já vinha sendo acompanhado clinicamente, para afastar risco de agravamento do quadro.

O cirurgião Claudio Birolini afirmou que o ex-presidente se sentiu mal durante o sono, caiu da cama na sala de Estado-Maior e sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. O episódio ocorreu seis dias após Bolsonaro receber alta médica, depois de passar por procedimentos relacionados a uma hérnia e a um quadro persistente de soluços.

Laudo da Polícia Federal

Segundo relatório médico encaminhado pela PF ao STF, Bolsonaro relatou que caiu da cama enquanto dormia e disse ter sentido tontura ao longo do dia anterior, além de soluços durante a noite. Na avaliação clínica, os médicos constataram que ele estava consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico, com motricidade e sensibilidade preservadas, embora apresentasse uma lesão superficial no rosto.

A equipe médica da PF informou ainda os profissionais que acompanham Bolsonaro e levantou hipóteses diagnósticas para explicar a queda, como interação medicamentosa, crise epiléptica, adaptação ao uso de CPAP com possível hipoxemia, processo inflamatório pós-operatório ou queda durante a madrugada.

Segundo relato de Michelle Bolsonaro, o ex-presidente, de 70 anos, passou mal enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel na cela. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu ela em uma rede social.

De acordo com apuração da TV Globo, Bolsonaro não acionou os agentes da Polícia Federal logo após a queda. A lesão teria sido identificada apenas no dia seguinte, quando o médico responsável recomendou que ele permanecesse em observação.

No início da tarde, a Polícia Federal reiterou que não houve indicação de encaminhamento hospitalar, mas esclareceu posteriormente que qualquer eventual remoção dependeria de autorização do STF.

Novo pedido da defesa

Por volta das 14h, a defesa voltou a acionar Alexandre de Moraes, solicitando autorização para a remoção do ex-presidente ao hospital. “Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do Paciente o Hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível”, afirmaram os advogados.

Até a última atualização desta reportagem, o ministro ainda não havia se manifestado sobre o novo pedido. Michelle Bolsonaro informou nas redes sociais que seguia para o Hospital DF Star e que aguardava autorização judicial para a realização dos exames.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    6 de janeiro de 2026 6:35 pm

    Bandido encarcerado que fica criando confusão vai direto para a solitária. Então, o problema aqui é que Alexandre de Moraes está sendo muito tolerante. Seu Jair está sendo tratado como bandido Premium, com privilégios demais. Se o STF não tomar cuidado o Brasil acabará sofrendo uma imensa rebelião de presidiários porque todos começarão a acreditar que merecem o mesmo tratamento Premium que seu Jair.

  2. Carlos

    6 de janeiro de 2026 7:03 pm

    O delinquente é seu entorno ainda não se convenceram que cadeia é cadeia?
    O meliante quer cumprir a pena no hospital de luxo?
    E o corpo bozomedico, até quando vai endossar este embuste?

    1. Carlos

      7 de janeiro de 2026 12:41 pm

      E chama atenção nas informações bozomedicas o trecho “oscilação transitória de memória…”
      Pronto, vai escalar para Alzheimer que já deu certo com um deles.
      Querem Apostar?

  3. AMBAR

    6 de janeiro de 2026 7:07 pm

    Da vítima principal ninguém fala: o móvel, está bem?
    O mito vai ter que dormir de capacete e cumprir pena sob vigilância de câmeras para a proteção de sua saúde frágil.
    Tadinho!.

  4. marcio gaúcho

    7 de janeiro de 2026 12:00 pm

    O neném está com dor de barriga, de novo!

Recomendados para você

Recomendados