10 de junho de 2026

Moraes prorroga inquérito contra Eduardo Bolsonaro por trama nos EUA

Decisão do STF amplia em 60 dias prazo para apuração de suposta articulação do deputado licenciado nos EUA contra autoridades brasileiras
Reprodução IVH

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) prorrogar por mais 60 dias o inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A apuração trata de uma possível articulação do parlamentar, diretamente dos Estados Unidos, contra instituições e autoridades brasileiras, em especial o próprio Supremo.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A decisão atende a um pedido da PF, que alegou a existência de diligências pendentes e a necessidade de aprofundar as investigações. “Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes […], prorrogo a presente investigação”, escreveu Moraes.

Suspeita de articulação golpista no exterior

A abertura do inquérito foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com base em uma representação criminal apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que apontou indícios de que Eduardo Bolsonaro tenha atuado para pressionar autoridades dos EUA a impor sanções contra integrantes do STF, como o próprio Moraes, além do uso de redes sociais e entrevistas para amplificar essa ofensiva.

Entre os crimes inicialmente investigados estão coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, tais ações podem ter sido orientadas para proteger o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Eduardo, que responde por tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Bolsonaro admitiu envio de recursos ao filho

No último dia 5 de junho, Jair Bolsonaro prestou depoimento no âmbito do inquérito e confirmou ter enviado R$ 2 milhões ao filho, alegando que os recursos foram transferidos por meio legal para evitar que Eduardo passasse “necessidade” nos Estados Unidos. A fala reforça a suspeita da PGR de que o ex-presidente tenha sido diretamente beneficiado pelas ações do filho no exterior.

Apesar das tentativas da PF de notificá-lo oficialmente, Eduardo ignorou os primeiros contatos da corporação. Segundo relato da própria polícia, houve tentativas por e-mail, WhatsApp e ligações ao gabinete do deputado, todas sem retorno.

Pressões e retórica nos EUA ganham destaque

Mesmo sob investigação, Eduardo Bolsonaro segue ativo nas redes e nos bastidores. Na última segunda-feira (7), o deputado agradeceu publicamente Donald Trump, que publicou uma nota em defesa de Jair Bolsonaro, alegando que ele é vítima de “perseguição” no Brasil.

Em sua publicação, Eduardo afirmou que “não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo”, em tom sugestivo.

A declaração de Trump provocou resposta imediata do Palácio do Planalto e do presidente Lula, que rejeitou qualquer tipo de “interferência ou tutela” externa nas instituições brasileiras.

Ao final da investigação, o procurador-geral poderá apresentar denúncia ao STF — ou arquivar o caso, caso não veja elementos suficientes.

Leia também:

Acompanhe as últimas notícias:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. AMBAR

    9 de julho de 2025 11:12 am

    As vezes eu me pergunto se o bananinha é só burro ou também é iludido e mau caráter.Cabra sem noção do perigo, segue agindo como se não houvesse amanhã ou como fosse o escolhido de deus, a quem nenhum mal alcança. Esperemos que o PGR faça valer o dito que promete: “macaco que muito pula quer chumbo”, e enquadre logo o sujeito.

Recomendados para você

Recomendados