MP-RN investiga “policiais antifascistas” por apoiarem Lula

O Ministério Público do estado do Rio Grande do Norte monitorou dados pessoais e publicações de 23 servidores antifascistas de segurança pública da região

Congresso Nacional dos Policiais Antifascismo, em maio de 2019 - Foto: Mídia Ninja

Jornal GGN – Além de pasta do Ministério da Justiça, o Ministério Público do estado do Rio Grande do Norte (MP-RN) produziu um relatório monitorando dados pessoais e publicações de 23 servidores antifascistas de segurança pública da região. No documento, promotores afirmam que os “policiais antifascistas” cometem crime ao apoiar o ex-presidente Lula, por “apologia de autor de rimes”.

Segundo coluna de Rubens Valente, que obteve o documento, trata-se de um levantamento similar ao realizado pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça, que tinha como alvo 579 servidores da segurança integrantes do “movimento policiais antifascismo” e outros acadêmicos listados como “formadores de opinião”.

O caso do Ministério Público, entretanto, difere-se por ser uma investigação, ao contrário da pasta do Ministério da Justiça, que afirmou se tratar de uma atuação da “inteligência” do governo de Jair Bolsonaro.

No Rio Grande do Norte, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apuram a atividade policial. O pedido partiu do promotor de Justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra, de Natal. O documento usou as redes sociais e internet para investigar os policiais antifascistas do estado.

E justificou dessa forma: “dentificar, qualificar quem são os seus possíveis organizadores se seus integrantes são servidores de instituições estaduais ou federais de segurança pública e administração penitenciária, militares ou civis; se há relação dos respectivos cargos com o fim ostensivo ou velado de obter proveito de natureza político-partidária para si ou para outrem.”

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Entretanto, de acordo com Rubens Valente, o relatório ataca diretamente tais servidores antifascistas, dizendo serem apoiadores do ex-presidente Lula e que isso configuraria crime por ser “apologia de autor de crimes”.

 

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4 comentários

  1. Absurdo dos absurdos; admitem serem fascistas sem medo das consequências por saberem que jamais terão quem os detenha,
    Podres estão as instituições desse País.

  2. Segundo Rubens Valente em sua fala no podcast, menciona também que esta central de investigação é estruturada já há tempos, inclusive com 3 unidades pelo país, sendo uma em Curitiba. Quem sabe a rapidez no levantamento de dados tenha a ver com a base lavajatista e seus mais de 38.000 dossiês com informações.

  3. Está certo. Onde já se viu policiais antifascistas

    O correto é entregar medalhas de honra ao mérito a policiais-milicianos dentro da prisão

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