A Polícia Federal (PF) recolheu provas, durante e após a operação Tempus Veritatis, que revelam um plano de emboscada contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), orquestrado pelo grupo de militares conhecido como “Kids Pretos”. As informações são da jornalista Juliana Dal Piva, no ICL Notícias.
Fontes próximas à investigação disseram que esses dados foram recolhidos em computadores e celulares apreendidos durante as ações da PF, além de mensagens recuperadas no celular do tenente-coronel Mauro Cid, que fez um acordo de delação premiada com a corporação.
Segundo esse material, Moraes teria sido minuciosamente monitorado pelo grupo, sendo o plano de emboscada fazia parte dos preparativos para a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas em 2022. Os Kids Pretos teriam feito uma reunião em novembro daquele ano, em Brasília.
“Kid preto” é o apelido de militares que se formam no curso de Operações Especiais do Exército Brasileiro. De acordo com a colunista, um dos militares envolvidos no plano contra Moraes seria o general Mário Fernandes, que foi chefe-substituto da Secretária-geral da Presidência, durante o governo Bolsonaro.
Antes disso, Fernandes chefiava o Comando de Operações Especiais, em Goiânia, uma das unidades em que os Kids Pretos atuam. Uma das ações da trama golpista, seria fazer com que militares dessa unidade tomassem parte no golpe, como prender Moraes e outras autoridades, sob ordem de Bolsonaro.
Ontem (8), o portal Uol revelou que a PF descobriu informações sobre a preparação do golpe que incluíram o levantamento dos dados pessoais, rotinas e até do armamento usado pelos responsáveis pela segurança do presidente Lula (PT) e de Moraes. Dal Piva afirma que esse levantamento foi feito pelo Kids Pretos.
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