21 de maio de 2026

O Supremo e a segunda morte do reitor Cancellier, por Luis Nassif

O voto de Nunes Marques será fundamental para uma reparação mínima a uma vítima de crime do Estado

O ministro Kassio Nunes Marques terá uma ótima oportunidade de mostrar que, depois de indicado para o Supremo, juízes têm compromisso apenas com a Justiça.

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Está em suas mãos julgar a suspeição da juíza federal substituta Janaina Cassol Machado, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, no julgamento do chamado caso Cancellier.

O pedido de suspeição é sobre a ação penal que apura supostos crimes na Universidade Federal de Santa Catarina, e que levou à morte do reitor Luís Carlos Cancellier de Olivo.

No GGN, publicamos várias reportagens mostrando a parcialidade da juíza, assim como da delegada Erika Merena e do procurador.

O pedido de suspeição foi feito pelo professor Eduardo Lobo.

O relator da matéria, Ministro Edson Fachin, votou contra, alegando que significaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos. Ele continua prisioneiro do seu apoio a Sérgio Moro, na Lava Jato. Foi acompanhado pelo Ministro André Mendonça.

Gilmar Mendes abriu a divergência argumentando que a análise poderia ser feita sem reexame de provas, bastando recorrer à  violação dos artigos 252 a 254 do Código de Processo Penal, que tratam das hipóteses de suspeição dos juízes criminais. Assim, analisou cada um dos sete pontos levantados e acatou o de “fundamentação abusiva”.

“Como se constata dos termos utilizados pela magistrada, embora em alguns momentos a decisão adote o tom condicional, parte significativa da motivação assume de modo categórico a existência da organização criminosa, de diversas condutas já declaradas ilícitas e a responsabilidade penal de diversos acusados, antecipando a condenação, com o transbordamento dos limites da decisão interlocutória de admissão da acusação”, registrou Gilmar em seu voto. 

Agora, o voto de Nunes Marques será fundamental para uma reparação mínima a uma vítima de crime do Estado. E poderá ser a reabilitação pública para o Ministro.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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4 Comentários
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  1. Pedro Holanda

    6 de abril de 2023 8:44 am

    Querias, Nassif. Quem nasce pra caçarola nunca chega a caldeirão.

  2. Célio Ferreira Facó

    6 de abril de 2023 8:46 am

    Com o Reitor Cancellier a criminosa Lava-Jato tornou-se bestial, sanguinária! Todos os assassinos de Cancellier sejam condenados, percam seus cargos e presos!

  3. +almeida

    6 de abril de 2023 11:58 am

    Qualquer que seja o voto de Nunes Marques, essa terrível mancha que a juíza substituta Janaina e a delegada Erika marcou, para sempre, na face da Justiça brasileira deixará de envergonhar a Instituição do Judiciário. Seja pela omissão corporativista de muitas das autoridades qur tinham voz e poder de se rebelar contestar, na época, a imensa e covarde barbaridade que levou o Reitor Luís Carlos Cancellier de Olivo, inocente e vítima, a cometer suicídio por conta da fábrica de destruir reputações, que no Brasil é tão comum que encontra guarida em todos os podreres da República.

  4. Fernando

    8 de abril de 2023 9:18 pm

    Como diria o Barão: De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

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