21 de maio de 2026

PGR se posiciona contra pedido de Mauro Cid para extinguir pena

Advogados alegam que o período em que ele ficou preso preventivamente durante as investigações já seria suficiente para considerar a pena cumprida

1. Procurador-geral se opõe à extinção da pena de tenente-coronel Mauro Cid, condenado por participação em articulação golpista.

2. Defesa alega que período de prisão preventiva já cumpre pena, mas procurador discorda, apontando que não completou os dois anos.

3. Sugestão de inclusão de Mauro Cid e familiares em programa de proteção; ministro Moraes impõe condições para execução da pena.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta terça-feira (18) um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual se manifesta contrário ao pedido de extinção da pena apresentado pela defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

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Condenado a dois anos de prisão em regime aberto por participação na articulação golpista, Cid permanece em liberdade em razão do acordo de delação premiada firmado com a Polícia Federal (PF). Seus advogados alegam que o período em que ele ficou preso preventivamente durante as investigações já seria suficiente para considerar a pena cumprida.

Gonet, porém, discordou. No documento enviado ao STF, o procurador-geral afirmou que o tempo de prisão preventiva não corresponde ao total da pena estabelecida.

“Nos períodos em que esteve preso — de 3/5/2023 a 9/9/2023 e de 22/3/2024 a 3/5/2024 — Mauro Cid não completou os dois anos previstos na sentença. Assim, não há fundamento para a extinção da punibilidade”, escreveu.

Sugestão de inclusão no programa de proteção

O procurador-geral também destacou que a defesa de Cid deve se manifestar sobre a recomendação da PF para que o militar e seus familiares sejam incluídos no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas.

“Quanto à possível inclusão de Mauro Cid e seus familiares no programa, a PGR sugere que a defesa seja intimada para informar se há interesse”, acrescentou Gonet.

No início do mês, ao determinar o início da execução da pena — apesar do acordo de delação — o ministro Alexandre de Moraes impôs uma série de condições: recolhimento noturno, proibição de uso de redes sociais, de porte de armas e de contato com investigados relacionados ao caso.

Moraes também autorizou a PF a adotar medidas de segurança para proteger Cid e seus familiares.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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