21 de maio de 2026

Raquel Dodge recorre contra o fim do auxílio-moradia


Foto: Carlos Moura/SCO/STF
 
Jornal GGN – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu nesta sexta-feria (30) contra o fim do auxílio-moradia para magistrados e as carreiras jurídicas, incluindo promotores e procuradores do Ministério Público.
 
A decisão havia sido tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, após chegar a um acordo com o atual mandatário, Michel Temer, para renovar o piso dos ministros do Supremo, que funciona como teto das carreiras no Judiciário, passando de R$ 33 mil para R$ 39 mil e que impactará diretamente no Orçamento Público pelo efeito cascata sobre todos os salários da magistratura.
 
Como alterantiva para que Temer aprovasse o aumento do salários dos ministros, sem vetos, Fux e o ministro Dias Toffoli encontraram-se com o presidente e sugeriram que se ele assegurasse a renovação, eles revogariam o benefício do auxílio-moradia. O pagamento garantido pelo ministro em 2014 atualmente assegura um adicional de R$ 4,3 mil aos salários.
 
E foi o que Fux adotou, revogando uma liminar proferida por ele, em 2014, que garantia o pagamento do benefício para juízes de todo o país. Entretanto, integrantes do Ministério Público, Defensoria e Tribunais de Contas também são incluídos no fim do auxílio.
 
E a decisão incomodou a Procuradora-Geral, que recorreu, nesta sexta. Para Raquel Dodge, Fux deve rever sua decisão ou, pelo menos, submetê-la ao Plenário do Supremo. 
 
“Aqui, são juízes demandando contra a União, sem que houvesse citação do Ministério Público. No fim, o Ministério Público, o Conselho Nacional do Ministério Público são instados a obrigações, sem terem sido citados e sem qualquer possibilidade de defesa”, alegou a procuradora.
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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6 Comentários
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  1. Ana Torres

    30 de novembro de 2018 8:21 pm

    Rápida

    Para isso é rápida no gatilho. Para investigar caixa 2 de campanha de Bozo custou. 

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    30 de novembro de 2018 8:25 pm

    A vagabunda do MPF faz tudo
    A vagabunda do MPF faz tudo para prejudicar e/ou lesar os cidadãos brasileiros e beneficiar os juízes vagabundos, cujos interesses mesquinhos são os únicos levados em conta após o golpe “com o STF com tudo”.

  3. Naldo

    30 de novembro de 2018 8:55 pm

    Quem sai aos seus não
    Quem sai aos seus não degenera .

    Lojistas e rosistas juntos e misturados, hoje é dia de bater bumbo e girar mais que pião, e com um dindin maligno nos bolsos….o cramunhão agradece…

  4. AMORAIZA

    30 de novembro de 2018 9:03 pm

    *******

    ÚÚÚIIAAA!!!!

     

     

     

    APONTA O DEDO! - YouTube

  5. cesarcardoso

    1 de dezembro de 2018 12:38 am

    Alguém esperava algo diferente de Raquel Dodge?

    Não, né? Então segue o jogo.

  6. Rui Ribeiro

    1 de dezembro de 2018 2:47 pm

    Cada um tenta enfiar mais fundo a mao
    Nos recursos publicos, cada um quer meter sua mao o mais profundamente possivel

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