A juíza eleitoral Cristine Lopes, da 1ª zona eleitoral de Curitiba (PR), determinou que a deputada federal Rosângela Moro (União-SP) justifique o pedido de transferência de domicílio eleitoral de São Paulo para o Paraná no prazo de 10 dias.
Os diretórios municipal e estadual do PT acionaram a Justiça Eleitoral para questionar a mudança de domicílio da deputada, na última sexta-feira (8). Na ação, o partido argumenta que Rosângela “encontra-se vinculada ao domicílio eleitoral paulista em razão do cargo eletivo que os cidadãos e cidadãs do Estado de São Paulo lhe confiaram”.
Para o partido, “o candidato, quando eleito, deve guardar fidelidade com o domicílio eleitoral pelo qual foi escolhido para ser o representante”.
A esposa do senador Sergio Moro (União-PR) estaria de olho na vaga do marido, uma vez que o ex-juiz da Lava-Jato deve ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder.
Se a cassação, prevista para o início de abril, se confirmar, a deputada estaria apta para se candidatar às novas eleições para preencher a vaga no Paraná.
Processo
Assim como o cônjuge, Rosângela Moro também poderia perder o mandato de deputada federal se o Ministério Público de São Paulo a investigasse, na avaliação do advogado Luiz Eduardo Peccinin.
Segundo o advogado, há indícios de caixa 2 na campanha e gastos abusivos registrados em período pré-campanha em 2022.
Rosângela, porém, contou com a boa vontade da acusação que aponta os crimes eleitorais de Moro, tendo em vista que os gastos em prol exclusivamente dela foram retirados da ação.
Ainda assim, Moro teria gasto mais de R$ 2 milhões em despesas pré-campanha, valor 100% superior a média dos gastos dos demais candidatos paranaenses ao Senado.
Entenda o processo contra Sergio Moro na íntegra:
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