Temer e a pouca vergonha de nossos tempos, por Eugênio Aragão

“Delação de Yunes apontam que Temer preparou traição antes das eleições de 2014”

 

Temer e a pouca vergonha de nossos tempos

Por Eugênio Aragão*

As frações de informação tornadas públicas na entrevista do advogado José Yunes, insistentemente apresentado pelos esbulhadores do Palácio do Planalto como desconhecido de Michel Temer, embrulham o estômago, causam ânsia de vômito em qualquer pessoa normal, medianamente decente.

Conclui-se que Temer e sua cambada prepararam a traição à Presidenta Dilma Vana Rousseff bem antes das eleições de 2014. A aliança entre o hoje sedizente presidente e o correntista suíço Eduardo Cunha existia já em maio daquele ano, quando o primeiro recebeu no Palácio do Jaburu, na companhia cúmplice de Eliseu Padilha, o Sr. Marcelo Odebrecht, para solicitar-lhe a módica quantia de 10 milhões de reais.Não para financiar as eleições presidenciais, mas, ao menos em parte, para garantir o voto de 140 parlamentares, que dariam a Eduardo Cunha a presidência da Câmara dos Deputados, passo imprescindível na rota da conspiração para derrubar Dilma.

Temer armou cedo o golpe que lhe daria o que nunca obteria em uma disputa democrática: o mandato de Presidente da República. Definitivamente, esse sujeitinho não foi feitopara a democracia. É um gnomo feio, incapaz de encantar multidões, sem ideias, sem concepções, sem voto, mas com elevada dose de inveja e vaidade. Para tomar a si o que não é seu, age à sorrelfa, à imagem e semelhança de Smeágol, o destroncado monstrengo do épico “O Senhor dos Anéis”.

Muito ainda saberemos sobre o mais vergonhoso episódio da história republicana brasileira, protagonizado por jagunços da política, gente sem caráter e vergonha na cara, que só conseguiu seu intento porque a sociedade estava debilitada, polarizada no ódio plantado pela mídia comercial e reverberado com afinco nas redes sociais, com a inestimável mãozinha de carreiras da elite do serviço público.

O resultado está aí: o fim de um projeto nacional e soberano de desenvolvimento sustentável e inclusivo. A mais profunda crise econômica que o país já experimentou. A desconstrução do pouco de solidariedade que nosso Estado já prestou aos mais necessitados. A troca do interesse da maioria pela mesquinhez gananciosa e ambiciosa daminoria que, “em nome do PIB” ou “do mercado”, se deu o direito de rasgar os votos de 54 milhões de brasileiras e brasileiros. Rasgaram-nos pela fraude e pelo corrompimento das instituições, com o único escopo de liquidar os ativos nacionais e fazer dinheiro rápido e farto, como na privatização de FHC. Dinheiro que o cidadãonunca verá.

É assim que se despedaça e trucida a democracia: dando o poder a quem perdeu as eleições, garantindo aos derrotados uma fatia gigantesca do governo usurpado e até a nomeação de um dos seus para o STF, para assegurar vida mansa a quem tem dívidas com a justiça. A piscadela de Alexandre de Moraes a Edison Lobão, na CCJ, diz tudo.

Assistiremos a tudo isso sem nenhum sentimento de pudor?

A essa altura dos acontecimentos, o STF e a PGR só podem insistir na tese da “regularidade formal” do impedimento da Presidenta Dilma Roussef com a descarada hipocrisiadefinida por Voltaire como “cortesia dos covardes”.

Caiu o véu da mentira. Não há mais como negar: o golpe foi comprado e a compra negociada cedinho, ainda no primeiro mandato de Dilma. O golpe foi dado com uma facada nas costas, desferida por quem deveria portar-se com discreta lealdade diante da companheira de chapa. O Judas revelado está.

E os guardiões da Constituição? Lavarão as mãos como Pilatos – ou tomarão vergonha na cara?
 

*Eugênio Aragão é sub-procurador-geral da República e foi ministro no governo de Dilma antes do golpe.

39 comentários

  1. GUARDIÕES OU CAFETÕES ????

    Guardiões da Constituição??? Não há, so vejo cafetões e proxenetas da dita cuja….

  2. do STF?

    não só auxílio material e moral, fez nascer e crescer a ideia da prática do golpe

    e tudo publicamente

    em um ponto qualquer do futuro de Cunha, eu diria que até instigou………………………….quando?

    só procurar nas redes internas que encontra ou descobre

    • eu?

      eu quero lá saber dessas coisas. Deus que me livre e guarde

      eu só quero é cuicar ou carnavalizar………………………..

      mas tome cuidado. Não deixe que seja de raiva e de fome de Justiça

  3. O PT e o “ensaio sobre a cegueira, SARAMAGO”.

    Em 2013/2014 a cegueira PTista recusou uma transição democrática e entregou o Brasil aos golpistas.

    A nossa geração, cevada na luta contra a ditadura dos anos 1970-1990 perdeu a oportunidade ímpar: a construção de uma travessia segura através de um ´governo de transição democrática´ que se comprometesse com as reformas estruturais que a nação exigia. Era então disponível com MARINA e EDUARDO CAMPOS-PSB.  

    Em 2013, escrevi o artigo abaixo, publicado aqui no Portal, na condição de membro do Diretório Estadual do PSB/SP, e conclamava o PT e o PSDB a desistirem da polarização rasteira (dependente de acertos com o centrão/PMDB) e edificassem uma transição democrática que as ruas desde junho de 2013 proclamavam inadiáveis.

    Escrevia e atuava na defesa das candidaturas do PSB para viabilizar uma 3a via. Com MARINA-Presidente e EDUARDO na coordenação política na condição de VICE, em que se comprometiam com o fim de reeleições e um mandato de três anos, 2015-2017. Neste 2017 já haveria eleições gerais, com novas regras e novo ambiente político.

    Era a proposta de um governo de transição democrática, para a convocação das reformas: política, eleitoral, tributária e social com um novo pacto federativo nos libertando dos Sarney´s, Temers, Malufes, Padilhas, Renan´s, Cunhas, Lobãos, Waldemares e suas diversas quadrilhas abrigados sob a cegueira do projeto de poder do PT.

    Hoje, revendo as respostas dos comentaristas petistas, muitas histéricas, eram hilárias, senão fossem trágicas. Estavam todos com ´travas brancas´ que impediam ver o que hoje denuncia o I. Procurador mas era tão evidente.

    Jamais a teremos com a mesma conjuntura de 2014: um governo medíocre mas com força eleitoral, duas lideranças em ascenção. Agora o tecido social se esgarçou sob a crise moral, política e econômica que se pronunciava desde 2012.

    Em 2017, com o golpe adredemente preparado pelos ´aliados´ do PT, assistimos ao desmonte das políticas públicas e a entrega do patrimônio nacional sem forças para a resistência cívica. Sem condições de propor um ´governo de transição´. O poder foi entregue/tomado ao que há de pior e mais nefasto, conforme bem define o Doutor  Aragão.

    Hoje, relendo os comentários postados, observo o quanto os petistas estavam cegos: eram presunçosos e confiavam na ´aliança´ com o centrão-PMDB recusando qualquer proposta de entendimento com outras forças políticas.

    Já não temos mais essa possibilidade: a morte de Eduardo Campos. O naufrágio político de Marina. O alívio do final do desgoverno Dilma e os históricos 20% de LULA, além da cooptação do PSDB para o campo reacionário há pouco a ser feito. Leite derramado.

    Copio abaixo o artigo aqui publicado em 11/10/2013, portanto, antes das convenções de 2014:

    http://jornalggn.com.br/noticia/a-terceira-via-da-chapa-presidencial-marina-campos

    A terceira via da chapa presidencial Marina-Campos     

    SEX, 11/10/2013 – 07:26

    J. Roberto Militão

    Comentário ao post “Marina, você se pintou, por Wanderley Guilherme dos Santos

    EDUARDO (nova gestão) e MARINA (nova política):

    “uma esperança para o Brasil”.

    Eis meu artigo de 2013:>  http://jornalggn.com.br/noticia/a-terceira-via-da-chapa-presidencial-marina-campos

    “ A futura chapa presidencial EDUARDO e MARINA, em qualquer ordem conforme a conjuntura política eleitoral significará a vitória do bom senso da uma nova proposta de gestão + uma nova política para o Brasil o que não se resume aos simples chavões.

    Essa aliança será sem dúvida uma bem-vinda aos olhos do cidadão comum, não organizado nos grandes movimentos institucionais, o povo ávido por novos direitos sociais junto com setores da iniciativa privada desenvolvimentista geradora de mais empregos e renda. Eis o que significa essa coalizão e que fará muito bem à nação, preparando-a para novos desafios democráticos, políticos, sociais e econômicos. 

    Ainda como expressão maior da boa política a vitória desta 3a via significará o fim da era bipolar PT-PSDB o que vem impedindo que os principais estados do país: São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás aliem-se ao governo central, e com isso, todas as medidas econômicas sofrem com a oposição de estados economicamente fortes contra o governo federal. EDUARDO e MARINA não terão maiores dificuldades em dialogar e conviverem em coalizão de governo com as lideranças do PT e do PSDB. Para o PSB essa sempre foi uma realidade possível.

    O baixo crescimento econômico, a centralização administrativa decorrente de uma equipe fraca, a principais iniciativas de infra-estrutura paralisadas por falta de projetos e de operadores confiáveis e a total ausência de iniciativa de novas políticas sociais, com a saudável exceção do ´Mais Médicos´ acrescida ao natural desgaste de quem exerce o poder que o mês de Junho revelou, apresenta-se como adequado para um salto nas relações políticas e de poder no Brasil.

    Pelo perfil de ambos, formarão uma chapa imbatível que vai calar fundo no coração dos brasileiros. EDUARDO é muito bem-quisto e respeitado no meio político e também empresarial e se comprovou um gestor moderno, coerente, democrático e determinado a sérios compromissos com o desenvolvimento sustentável sem abrir mão de políticas sociais inclusivas. O estado de Pernambuco é o que tem o maior crescimento no Brasil, mais que o dobro do crescimento chinês.

    MARINA, mais que sonhadora tem uma trajetória ética de vida que a qualifica ao lado de LULA no imaginário popular. Querida entre os jovens e os mais pobres desfruta de imensa penetração no mundo acadêmico e é bem vista pela maioria dos jovens universitários, além de ser respeitada nos formadores de opinião pública e também nas comunidades populares que a vêem como a expressão máxima de uma nova classe dirigente, preocupada com a ética, a preservação do meio-ambiente para as futuras gerações, com renovação das políticas sociais – educação, saúde, habitação dignas – e com um desenvolvimento econômico não predatório. Não ser revela defensora de políticas públicas clientelistas nem paternalistas. Respeita a dignidade humana dos mais pobres. Tem sido uma ativista pela consciência de cidadania.

    O PSB tem todas as condições históricas e políticas de ser a liga de união entre o que há de muito bom nos quadros do PT e o que há de saudável entre políticos, técnicos e intelectuais do PSDB capazes de somarem com um governo de coalizão nacional. Nessa coalizão os principais estados, desde o Sul até o Norte e Nordeste já governados por esses partidos, somarão com o governo federal para enfrentar e fazer as grandes reformas estruturais e institucionais que o Brasil precisa para garantir o futuro. A eterna divisão entre duas forças concorrentes como o PT e o PSDB fragiliza e acaba dividindo também os partidos menores e enfraquece a todos. Somados formarão confortável maioria parlamentar ética e disciplinada.

    Nem o PT nem o PSDB jamais terão condições formarem esse tipo de governo em coalizão. São oriundos de um mesmo campo político que jamais caminharão juntos. O PSB desde o governo Itamar Franco e suas recentes alianças tem demonstrado conviver bem com essas forças políticas. Fez parte dos governos LULA e DILMA, mantém alianças exitosas com o PT e o PSDB na maioria dos estados, capitais e grandes cidades. Nada impede que continue assim, agora no comando das alianças.

    Na história recente, os tucanos se renderam às forças da direita e sua pregação neoliberal dos anos 1990, produziu uma estabilidade econômica exitosa, mas, o excesso de privatização do patrimônio público perdeu a confiança da maioria dos brasileiros.

    De outro lado, O PT ficou obrigado aos atuais compromissos de alianças conservadoras para a governabilidade indispensável não lhe permitindo avançar nas questões de fundo em razão de sua base de sustentação fisiológica e clientelista: as fundamentais propostas de reforma política da Presidenta DILMA foram enterradas pelos aliados sem qualquer complacência. Até os vetos presidenciais passaram a ser matéria negociável, mesmo que seja a destinação dos recursos do pré-sal para a saúde e a educação. A tal base governista exige e impõe orçamento impositivo subtraindo o poder da decisão administrativa. Ela exige e recebe a liberação de seus milhões em verbas orçamentárias. Ministros corruptos já ´faxinados´ se impõem e retomam o comando de ministérios cruciais ao desenvolvimento social e da infra-estrutura. Em razão da falta de confiança nos colaboradores os grandes projetos ficaram paralisados. A mácula do ´mensalão´ e os esqueletos da Delta continuam insepultos.

    Esse poder político emprestado aos fisiológicos precisa ser destruído. Já fizeram mal demais à nação desde a prorrogação do mandato de José Sarney, na fase pré-constituinte de 1988, com a franciscana máxima ´é dando que se recebe.´.

    No governo do PT a paralisia das reformas é fruto também das alianças fisiológicas. A reforma agrária, uma das bandeiras históricas, morreu: aliados do governo não admitem nenhuma política séria e controlam as casas parlamentares.

    Os movimentos sociais acoplados ao estado – pelegaram não há como negar isso – e perderam sua natural autoridade moral e política. Os grandes quadros políticos sucumbiram ao ´mensalão´ e aos aloprados. Grande parte da energia da aguerrida militância partidária é gasta no cumprimento do dever de os defenderem. Zé Dirceu, Mercadante, Genoino, Marta, João Paulo Cunha e Palocci perderam substância e viraram pó. Até Lula se encontra refém.

    E a culpa a eles atribuída pelo senso comum é na verdade culpa dos fisiológicos que tiveram em Roberto Jefferson e Valdemar da Costa Neto, suas expressões púbicas, reproduzidos em centenas dentre os 300 picaretas. Além desses, as alianças com Sarney, Maluf, Jáder Barbalho, Blairo, Kátia Abreu, Kassab e outros caciques perniciosos impediram e impediriam ainda mais na futura composição de governo do PT com os avanços e reformas tão necessários ao país.

    A oposição tucana e seus satélites por serem apenas do ´contra´ jamais compreenderão que o processo de inclusão social é inexorável. FHC pensa que a direita poderá cooptá-la pela razão de não serem mais tão miseráveis. Mas na verdade essa nova classe média quer mais. Muito mais. Eles querem mais acesso à saúde pública. Querem melhores escolas para seus filhos. Querem que seus filhos cheguem à universidade com dignidade e mérito sem precisarem de cotas de privilégios. Querem habitação digna. Querem segurança e não querem seus filhos assassinados pelo estado. Querem empregos qualificados. E salários dignos. A oposição, pelo simples fato de terem que ser oposição, não compreende isso e não tem outros discursos nem projetos críveis. Não chegarão ao 2o turno.

    As expressões políticas mais à esquerda perceberão que MARINA e EDUARDO não representarão a ameaça do retorno do neoliberalismo. Perceberão que essa aliança democratizará o estado e priorizará os investimentos sociais. Esse governo de coalizão, reunindo o que há de melhor no país, promoverá as reformas urbanas e agrárias e a do ensino público e das universidades. Não há saída. Essas serão propostas sinceras, necessárias e possíveis. O PSOL, PSTU, PCO, PCdoB e PEN, poderão até apoiar uma reforma na previdência, tecnicamente viável, que assegure a velhice de milhões de brasileiros que se encontra ameaçados de não disporem de um amparo previdenciário. Nos EUA os republicanos confirmam: eles não têm solidariedade nem fraternidade com os que ficaram para trás.

    Se EDUARDO/MARINA conseguirem conduzir bem o processo eleitoral e conseguirem a vitória eleitoral que não está tão difícil, vislumbra-se que serão obrigados a edificação de um governo de centro-esquerda, somando em uma coalizão das melhores expressões políticas dos partidos de esquerda, somadas ao PT e ao PSDB com uma governabilidade estável – sem nenhum abalo nas elites econômicas – e constituído pelos os melhores quadros políticos do país. Sem a menor necessidade do apoio fisiológico que virá por osmose. Pela sobrevivência política a maioria apoiará o governo.

    Isso significará também a alforria dos movimentos sociais e populares que retomarão sua pujança e exercerão com autonomia a sua função política e democrática, essencial, libertos das amarras do estado. Um futuro auspicioso, democrático, desenvolvimentista, com Política escrita com P no melhor sentido, inaugurar-se-á no Brasil.

    Evidente que essa análise (e torcida) não pretende ser nem um pouco neutra nem imparcial. É a esperança de um militante do PSB, que fez essa proposta e a defendeu como moção partidária na última  reunião do Diretório Municipal do PSB em São Paulo, em 21/09 pp, 15 dias antes da surpreendente adesão de MARINA e da excepcional acolhida pelo PSB de EDUARDO. É, portanto a esperança com convicção.

     

    José Roberto F. Militão; membro do Diretório Estadual do PSB-SP; Presidente do Diretório Zonal PSB-LAPA, Capital,

    São Paulo”.

    • transição

      Defender uma transição com Eduardo Campos é de uma ignorancia juvenil, Eduardo Campos é da mesma laia que Lobao, Sarney,Magalhaes etc

    • Sério? O PT deveria ter

      Sério? O PT deveria ter desistido de continuar a governar, desistido de um governo que antes de 2013 era apontado como um dos mais bem sucedidos para dar espaço a Eduardo Campos? aquele que comprou um jatinho com a verba arrecadada da refinaria de PE e governava o estado como uma capitania hereditária? Sério?

      Depois que aquele se espatifou com seu jatinho no chão de Santos, o PT deveria ter animadamente apoiado Marina, a vice que saiu do PT para seu voo autônomo e que se aninhou com Campos apenas para permanecer visível? O PT deveria ir a reboque dela também? Sério? Tá cheirando o quê? Pare que não te faz bem.

    • Eu me lembro de procurar uma

      Eu me lembro de procurar uma 3a. via em 2014. Mas lembro-me de algumas das razões pelas quais não optei por Marina Silva:

      Inconstância: Marina saiu do PT para o PV e daí tentou o Rede. Como não deu – e tinha alguns admiradores – juntou-se ao PSB, fisiologicamente.

      Postura conservadora sob todos os aspectos mas especialmente em relação às pautas sobre drogas, sexualidade, aborto e religião. Apesar da propaganda tentar vendê-la como “um novo jeito”, nenhuma de suas postura inspiravam nada de novo.

      Subversão de liderança: Marina queria se estabelecer como líder e aí saiu em busca em busca de liderados.

      Apoio ao PSDB em São Paulo. Inclusive o vice de Geraldo Alckmin, Marcio França, é do PSB. E pouca gente desconhece a máfia que o PSDB montou em São Paulo. Vai ser trabalhoso reconstituir documentação sobre o Monotrilho, o Rodoanel, o Metrô, a venda de ações da Sabesp em país estrangeiro – país que agora nos ataca com lawfare.

      Ligações estreitas, íntimas e perigosas com Neca Setúbal e sua turma. A propósito, a turma que agora, sob o Golpe dos Corruptos, dá as cartas.

      Talvez, se Marina Silva tivesse sido eleita, nem Lava Jato houvesse. As pedras teriam permanecido umas sobre as outras da forma como estavam há décadas. Conservadorismo, enfim. E qualquer coisa para mater-se no poder.

      Então se o PT com sua postura que causou a perda de sustentabilidade no Congresso – extrema dificuldade em compactuar com as velhas formas de se fazer política – acabou dando brecha para o levante que desaguou no Golpe dos Corruptos, se por falta de apoio legislativo não conseguiu tocar pautas como a Reforma Agrária, por exemplo, resta o mérito de ter conseguido expor as razões e poderes pelas quais essas pautas não foram tocadas. Lembremo-nos de que, usando o mesmo exemplo, a Reforma Agrária vem sendo tentada por governos patriotas há muito, muito tempo. E que, antes do PT, as razões pelas quais essa pauta não seguia em frente ficavam enrustidas. Agora sabemos contra o que (e quem) temos que lutar.

      • E a propósito de cegueira,

        E a propósito de cegueira, caro Militão, o PSB de Marcio França não se vê o que o PSDB está fazendo com nosso país e, especificamente, o que Geraldo Alckmin faz com o Estado de São Paulo? Não vê, vê e dá um desconto, vê e aprova, vê, aprova e participa, França é apenas “decorativo”… o que? O que o PSB diz sobre o PSDB, nacional, paulista, mineiro…?

        • 70% de aprovação…

          Renato,

          respondi acima por que o PSB apoia o governo Alckimin e a resposta dos paulistas é 70% de aprovação… Além de ter obtido reconhecimento do eleitorado paulista com total apoio no tal ´cinturão vermelho´, a região metropolitana – ABC, Osasco e Guarulhos –  o que é fato inédito.

          PSB vê e apoia o governador Alckimin e tende, inclusive, a apoia-lo para ser candidato a Presidência em 2018, conforme as circunstâncias e a conjuntura política indicarem.

          No mais, você poderia ilustrar o que de tão pavoroso o PSDB tem feito em São Paulo que nós, paulistas, além do PSB não enxergamos… Pode, por favor, nos ilustrar?

          • Bem… tenho certeza de que

            Bem… tenho certeza de que sua pergunta é tão retórica quanto as minhas. Sei que nada do que vou expor aqui é novidade nem para o PSB nem para ninguém. Mas vamos aproveitar que o genial Aragão trata da falta de vergonha na cara – o que leva à desfaçatez e hipocrisia – e vamos lá:

            Os problemas da administração Alckmin/França são fundamentalmente dois: incompetência e corrupção.

            Podemos começar com os que citei: Monotrilho, Metrô, Rodoanel e Sabesp. O monotrilho era para ser entregue antes da Copa. Já levou um dinheirão do erário publico para fazer apenas umas colunas que estão apodrecendo – ruínas de uma obra em andamento – e promete levar ainda mais se for privatizado. As obras do Metrô estão praticamente paradas desde que a Siemens e a Alstom resolveram interromper o pagamento de propina. O Rodoanel, de Paulo Preto, a mesma coisa. E a venda das ações da Sabesp em bolsa de valores de país estrangeiro é um absurdo seja do ponto de vista que se tomar. Quem são os investidores brasileiros que compraram ações da Sabesp na bolsa de valores de Nova Iorque? Como enviaram dinheiro para aquele país? Como a Sabesp enviou parte de seus lucros para remunerar invetidores por lá? E o que dizer da decisão de remunerar investidores antes e acima de investir em urgentes melhorias e manutenção da rede aqui, no nosso estado?

            Podemos citar também a polícia de Alckmin/França, repressora de protestos legítimos e pacíficos além, é claro, de ser uma das polícias que mais executa a população socialmente vulnerável no mundo! A troca de gentilezas entre o governo Alckmin e o PCC, ambos se reconhecendo como forças políticas em São Paulo, é também algo notável quanto à segurança pública.

            Sigamos: já viu o que Alckmin/França estão fazendo contra a educação pública em São Paulo? Tanto no ensino secundário quanto no no superior? Claro que você sabe que até por sermos signatários de tratos internacionais, para que tenhamos acesso a círculos de desenvolvimento e financiamento, nosso ordenamento jurídico prevê o dever do estado de providenciar educação pública gratuita, universal e de qualidade. Isso sem falar que essa deveria ser, antes de uma questão de cumprir acordos internacionais, de vergionha na cara. Ainda mais num país em que as desigualdades de oportunidade de prosperidade só não são maiores do que a cara-de-pau de quem, sendo privatista, infiltra-se na administração pública. Pública, repito. A administração pública gerida por quem não tem respeito algum à sociedade…

            E que tal a ameaça do governo Alckmin/França de tornar indisponíveis e sigilosos documentos públicos que podem revelar a esbórnia que essa dupla tem cometido contra a coisa pública há anos. O que nos diz essa ameaça de sigilo sobre o que é público, além de mostrar a falta absoluta de transparência tão característica de governos autoritários e ditatoriais? Bem… melhor tornar documentos públicos sigilosos – sigilo que pode ser levantado por sucessores já que são sigilos ilegais – do que queimar documentos, como o que aconteceu em 9 de junho de 2012, em Itu.

            Tem muito mais, caro Militão, fosse escrever aqui daria um livro… aliás já tem alguns livros além de milhares de trabalhos acadêmicos e jornalísticos sobre o desmonte do estado tanto por essa dupla – Alckmin/França – quanto por outros que se aliaram a esse Alckmin. E isso sem nem começar a falar das eminências pardas, da turma de privatistas que apoia o PSDB.

          • Em tempo: sobre a reeleição

            Em tempo: sobre a reeleição de Alckmin, dessa vez acompanhado de França, essa não tem outra explicação exceto a burrice, ignorância e ausência de consciência política e de classe dos eleitores paulistas. Elegemos Alckmin/França para o estado mas também elegemos Dória para a cidade, é mole?

            E ainda há quem finja não perceber o poder da iniciativa privada sobre a gestão pública, aquele que se não fosse corrupta, em democracias deveria atender a todos e não apenas aos que participam do poder econômico, visíveis ou como falei abaixo, como eminências pardas. Quem elege essas excrescência senão firmas particulares que produção de “notícias” como as firmas “Folha”, “OESP”, Globo”, “Band” etc.?

            Falando na firma “Folha”, já percebeu o absurdo uso que o governo do PSDB dá à coisa pública quando nomeia dois monumentos da capital – um hospital e uma ponte – com o nome de um mesmo falecido dono de jornal? Que não foi médico, não foi engenheiro e vendeu produtos que muitos questionam se pode ser chamado de Jornalismo.

            Como falei a folha corrida, chamada de “capivara” dessa turma é extensíssima… Se alguém quiser conhecê-la basta veridficar o Jornalismo de verdade.

    • Quem faz o resultado

      Quem faz o resultado eleitoral, ainda mais em uma disputa apertada como essa, não é o eleitor histérico, mas sim o que está aberto a mudar de voto. No caso, parece ter pravelecido que Dilma/Temer era a opção “menos ruim”.

      Agora, digamos que, supostamente, Campos não tivesse morrido, ou ainda Marina passasse ao 2o turno e ainda vencesse… Como comporiam sua base de apoio? Fariam eleitos os Presidentes do Legislativo? Como distribuiriam cargos nas estatais, particularmente a Petrobrás? Como lidariam com o pessoal de Curitiba?

      Desculpe-me mas a 3a via parecia mesmo ser uma chapa oportunista, onde a tal da “nova política” era escrita à lápis para poder ser modificada conforme a conveniência.

    • Tá de brincadeira

      Tá de brincadeira Militão?

      Seu discurso foi escrito antes ou depois de o PSB ter se abraçado ao PSDB de Sampa para reeleger o “Santo” pela enésima vez? Antes ou depois de Marina Silva ter ajudado os jagunços da direita a “eleger” o PT (incluindo Lula, sem cuja ajuda ela jamais teria tido visibilidade) como inimigo público número um? Foi antes ou depois dela ter “subido no palanque” abraçada ao playboy ladrão e golpista que a direita tentou, de todas as formas, empurrar goela abaixo do povo?

    • Vergonha socialista
      A água com cocô de São Paulo (do Alkmin e sua privatização) fez mal a cabeça de alguns. Tu por acaso conhece o “Santo “dá lista da Odebrecht??? Pois é…Éo Alkmin que tu apóia traidor

  4. Santa inocência!

    Qual a surpresa? Esse golpe está preparado desde que a primeira-dama foi escolhida…

    Só não viu quem não quis!

    Alguém achou que o PMDB iria disputar eleição no voto…?

  5. Qdo a imundice está impressa na alma ñ há saída

    Putz !!! Quando eu penso na atuação do STF e PGR, depois de acompanhar as coisas todas, só me vem à cabeça um diagnóstico: um bando de velhacos com vocação para vigaristas. Você é que pegou leve demais ao citar a “cortesia dos covardes”, de Voltaire, para ilustrar esses laços de sentimentos coincidentes e/ou compartilhados. Cá prá mim, esperar vergonha na cara de quem persegue um cargo público, de projeção, para satisfazer projeto pessoal, promoção e escada $ocial, ah…, isso é esperar muitooo de gente com esse perfil.. Como diz a minha mãe, uma senhorinha de 80 anos, se um sujeito tem um discurso antes de assumir um cargo mas muda a direção depois que ocupa a “cadeira”, é porque a verdadeira natureza da pessoa falou mais alto e, aí, sai de baixo !! A natureza dessa gente escrota está exposta faz um saco de tempo para quem acompanha a novelinha sinistra que essa gentalha patrocina e da qual é protagonista, e pior – ainda é patrocinada, com direito a “troféu de Gente que faz a Diferença”, torna-se capa de revista e recebe elogios internacionais !! É um festival de imundices, vassalagem e manipulaçao, tudo junto e misturado..

    Nunca me esqueci: desde o engodo do mensalão com aquela histórinha da visanet, que era dinheiro privado mas foi vergonhosamente tornado recurso público, o sumiço do IP que inocentava os réus e um outro foi posto no lugar para manipular o processo, a forçada de barra do envolvimento do genuino p satisfazer o tipo penal de formação de quadrilha e outras imundices mais praticadas por aquelas “excelências” é que a coisa foi clareando para se ter idéia do caráter da nossa “justissa”, dos ocupantes do cargo que usam a toga para encobrir a própria vergonha e contrariar tudo o que atende pelo nome de decência, honradez e honestidade.

    São vassalos, Aragão. Assim que ssumem o cargo vendem a alma ao diabo. O que esperar dessa gente que decidiu passar por essa vida fazendo essas escolhas?? Nada, absolutante nada a não ser a confirmação da própria natureza imunda impressa na alma.

     

  6. Temer e a pouca vergonha de nossos tempos, por Eugênio Aragão

    Obrigado pela CORAGEM e LUCIDEZ do seu texto, que hoje tão rara neste Brasil varonil, Prezado Sr. – Eugênio Aragão é sub-procurador-geral da República e foi ministro no governo de Dilma antes do golpe … 

    Mais do que nunca acredito na “lei da gravidade” que interfere no “sincronismo univerrsal” responsavel pelos “milagres sociais” que ocorrem em ciclos exporadicos, e assim não conseguiu unir o MINISTRO DA PASTA DA JUSTIÇA no tempo que o Brasil necessitava, agora nos resta esperar pela passagem do proximo “cometa” ou fazemos a REVOLUÇÃO BRASILEIRA … !!! 

  7. Sempre busco a visão
    Sempre busco a visão substanciosa de Eugênio Aragão. Obrigado por publicá-la.

  8. PSB como solução

    Nunca me pareceu que Eduardo Campos seria a opção ao PT ou ao PSDB. Pareceu-me que ele e Marina queriam tirar dividendos de uma briga entre PSDB/PT. O PSB não se intressava pelo apoio do PT porque este estava aliado com o pior do PMDB , ms sim porque via no embate entre os dois partidos que governavam o país há 20 anos, a sua chance de vencer uma eleição. Primeiro: O PMDB seria forte no Congresso, fosse quem fosse o partido vencedor para o Executivo em 2014; Segundo: a luta era simplesmente de poder.

    Lembremos que o PSB, naquele momento do pós morte de Eduardo se voltou contra o PT e apoiou o PSDB de Aécio. Além disto, como já se disse , apoia e tem no vice governador do estado paulista , reduto tucano a ponto de ser conhecido por tucanistão, exemplo de fidelidade aos tucanos.

    O PSB ( Partido Socialista Brasileiro) deveria se manter a esquerda, sendo um partido de apoio as demandas populares e com ênfase no social. É um partido que , seguindo as diretrizes de um partido socialista, não poderia nunca estar ao lado de um outro que deturpa há mais de 20 anos a tradição social democrata que ostenta em seu nome ( Partido da social Democracia Brasileira). Quem mudou o rumo e se dirigiu para a direita, adotou o neoliberalismo como regra e a traição, o entreguismo e a perversidade como filosofia política , foi o PSDB, que deveria ser rechaçado por toda a esquerda fiel.

    Conclamar a esquerda ( existe esquerda e não esquerdas) , desde o social democrata até o bolchevique a se unirem contra a direita neoliberal ou a extrema direita terrorista ( fenômeno natural nos tempos ruins) é um dever dos partidos e daqueles que querem promover o desenvolvimento da nação e do projeto de crescimento do país.

    Então , a primeira coisa que o PSB – repito: Partido SOCIALISTA Brasileiro – deve fazer é deixar o apoio ao tucanato e segundo ( e voltando-me agora a todos os partidos de esquerda) estes se unirem e atrairem investimentos nacionais para a nossa pauta desenvolvimentista da indústria. Salvar o que ainda resta das empresas de construção civil, naval e de infra estrutura ; as empresas de captação e produção de bens a partir de riquezas naturais, as empresas de turismo ( O Brasil é um polo imenso e intenso de turismo muito mal aproveitado) , o setor comercial e de serviços em geral e a partir de uma base forte, começar a trazer investimentos internacionais sérios e não especulativos.

     

  9. Cadê o Cardozo?
    Penso que se Aragão tivesse estado no lugar do Cardozo desde o começo talvez a história teria tido outro rumo. Talvez. Mas que teria sido mais digno, tenho certeza.

  10. A ´cegueira´ continua…

    Apesar do artigo do Dr. Aragão constatar o que os antigos aliados do PT denunciavam, pelos comentários a trava continua impedindo que os companheiros petistas deixem de ser presunçosos.

    O PSB jamais se envergonhou ou escondeu que sua linha de atuação é uma aliança estratégica de centro-esquerda. Desde o governo Itamar esteve do lado certo. Fizemos oposição independente e responsável ao governo FHC. Foi aliado nos dois governos Lula e apoiador aliado do primeiro governo Dilma. Não temos vergonha dessa trajetória.

    O projeto de poder do PT imaginou que fosse possível consolidar uma aliança fisiológica esquerda-centro-direita. Deu no que deu. Deve se penitenciar disso!

    Por isso mesmo que o PSB apoiou em São Paulo as eleições de Marta e do Haddad inclusive com Erundina de Vice… Mas a prioridade era Maluf.

    Pela mesma razão o PSB apoia o governo do PSDB com Geraldo Alckimin, re-eleito em primeiro turno com quase 70% dos votos. E que transferiu para ao ´poste´ Aécio mais de 65% dos votos válidos em São Paulo. Um governador aprovado pelos paulstas. Um governador reconhecido pelo eleitorado do PT na grande São Paulo em 2016 – ABC, Osasco e Guarulhos – retirando os prefeitos petistas e elegendo os indicados pelo governador.

    São Paulo tem melhorado em todos os índices do IDH… Mesmo com o desemprego da crise econômica da Dilma, seus índices são os melhores do país. A criminalidade tem caído sistematicamente. Homicídios a 10 por 100 mil, enquanto no restante do pais supera 40 por 100 mil.

    Não há razão para não apoiar esse governo. E ser reconhecido por esse apoio. O fato de ser conservador é que precisa do empenho socialista para as causas populares. A saúde, educação e habitação tem merecido atenção.

    Todos os aliados do PT, inclusive os camaradas do super-leal PCdoB reclamam em off que o PT jamais reconheceu e jamais reconhecerá que Lula e Dilma não ganharam as eleições sozinhos… Jamais perceberão que o ´centrao´ somado à direita constitui uma maioria sólida e conservadora.

    O petismo sempre tratou seuss parceiros, como foi o PSB em 1989, 2002, 2006 e 2010 como se cachorros desgarrados a quem permitiam acompanhar a comitiva, jamais como aliados indispensáveis.

    Em 2010 o PSB retirou a candidatura de Ciro Gomes para apoiar a eleição de Dilma. Jamais foi reconhecido por isso.

    Nestes anos todos, o PSB tem sido sido aliado leal e parceiro tanto do PT quanto do PSDB. E foi com tal histórico que o PSB de EDUARDO CAMPOS se credenciava em 2014 para ser a 3a via.

    A errática política econômica de Dilma – que não ouvia ninguém – e seu Ministério medíocre de estafetas sem voz estava exaurindo a vitalidade econômica do país.

    Ouvimos as vozes das ruas de 2013. O PT fez ouvidos de mercador. As profundas reformas institucionais exigia um governo com clara e honesta interlocução entre tucanos e petistas, as duas principais forças políticas, ambas com bases paulistas. Somente o PSB com Marina e Eduardo Campos, por não serem de São Paulo, possuiam essas condições.

    Para isso necessário e fundamental impedir que a polarização PT-PSDB resultasse nisso: na entrega do Brasil ao centrão reacionário, corrupto e fisiológico ávido por entregar o patrimônio nacional.

    As reformas estruturais exigiam. Estava muito evidente. O sistema político e a representação popular havia perdido a credibiidade. Não tinha mais a legitimidade republicana da representação. O ´espetáculo´ da Câmara de 2016 na votação do impeachment da Dilma apenas veio confirmar o que todo o mundo politizado já sabia: a atual legislatura federal é a pior de todos os tempos.

    Foi o PT o grande responsável pela desqualificação da representação na Câmara Federal. A questão é saber como ela foi edificada? Ter a coragem de destravar o olhar político e reconhecer que foram as alianças do PT com o fisiologismo escroto que permitiu os recursos de ´financiamentos´ de mais de 100 deputados somente através do Eduardo Cunha. Os melhores parlamentares do PT e aliados, ou foram expulsos, ou não receberam apoio suficiente para a reeleição.

    O PT nessa linha pragmática não se importava, ou melhor, desejava que seus aliados incômodos perdessem bancadas. A criação do partido do Kassab, o PSD, e o PROS, por exemplo, contou com o consentimento expresso e o estímulo do PT a quem foram concedidos poderosos Ministérios sempre negados aos aliados históricos. Visava, exatamente, enfraquecer seus aliados ´incômodos´ PDT e PSB.

    Nesta mesma linha de enfraquecer aliados incômodos, deu-se ao luxo de boicotar em São Paulo, Marta e Eduardo Suplicy, entregando à oposição os três senadores, um deles a própria Marta ao PMDB em razão de suas críticas ao desgoverno da Dilma.

    Quando em 2013 o PSB se afastou do desgoverno Dilma e denunciou a absurda política econômica e falta de compromissos com as obras de infraestrutura paralizadas e abandonadas e denunciava a corrupção endêmica do PMDB, a quem o PT apoiou nas eleições das mesas da Câmara e do Senado, em vez de ser ouvido, passou a ser hostiizado. Somente interessava que o PSB se comportasse como o PCdo B, com lealdade canina.

    Lamentamos. A cegueira de então, permanece, e o petismo tende a perder com isso. E essa perda é lastimável pois significará o enfraquecimento do campo democrático e popular comprometido com os interesses nacionais. E se permanecerem com essa presunção de serem ´os escolhidos´ em 2018 sairá ainda menor e o Brasil será entregue, por eleições legítimas, ao que há de pior.

    A mensagem de Saramago, mais que nunca, se aplica ao petismo, pois a lição do companheirismo do respeito e ajuda recíproca e da responsabilidade das pessoas que têm o poder e mais força deve ser a de agrupar e fortalecer os companheiros mais fracos e não o de tentar afoga-los e destrui-los se, simplesmente, tiverem opinião divergente em algum ponto.

    Companheiros, retirem suas travas brancas, e vejam, enxerguem o que fizeram e assumam a responsabilidade pela obra!

    Há de ficar consignado para a história: essa obra do PT é a responsável por ´Temer e a pouca vergonha de nossos tempos´ conforme o Dr. Aragão denuncia.

    • “O PSB jamais se envergonhou

      “O PSB jamais se envergonhou ou escondeu que sua linha de atuação é uma aliança estratégica de centro-esquerda.”

      “Centro-esquerda”? Alinhando-se com o PSDB?! O partido que abriga e é liderado por Geraldo Alckmin?!!

      Até entendo a tentativa de denegrir a imagem do PT, isso tem sido feito sistematicamente desde a eleição de Lula, não é nenhuma novidade. Mas centro-esquerda, Militão, é o PT e olhe lá…

      Bem, independente da retórica sobre nomes definirem o objeto ou o objeto merecer um nome pela sua ação, nomes como “centro-esquerda”, “direita moderada” ou o indefectível “S” de “social”, “socialista” e que-tais, nos nomes de praticamente todos os partidos, o que fica é a questão:

      O que faz o partido, independente do nome, a respeito de:

      – Educação e Saúde públicas?

      – Tirar vulneráveis da vulnerabilidade? Diminiur desigualdades de oportunidade?

      – Lutar por soberania, independência, liberdade e prosperidade nacionais?

      Mas mais que isso, o importante é como tocar os programas sociais. Por exemplo, o PSDB ou seus alinhados não deixariam de distribuir algum simulacro do Bolsa Família, “apenas” colocariam intermediários privados entre o estado e o beneficiário, intermediários que se num primeiro momento significaria prosperidade a pequenos empreendedores locais, rapidamente seriam engolidos por algum tubarão centralizador do capital. Isso já está acontecendo no “Minha Casa Minha Vida”, usar programa feito para favorecer prioritariamente o pobre para torná-lo num programa que favorece prioritariamente aos grandes grupos empresariais…

      Encarregar a iniciativa privada de programas sociais é, a um tempo, sucatear o que é público e fazer aumentarem as desigualdades, é deixar a raposa tomando conta dos ovos… Não é da natureza da atividade privada cuidar de programas sociais. Assim como não é da natureza do estado privilegiar os menos vulneráveis.

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