Por Gilberto Cruvinel
Bilac e as crianças
Numa tarde de verão, Olavo Bilac passeava por um dos jardins cariocas. Depois de muito rondar, encontrou um banco vazio e nele se aboletou.
Em um banco próximo, encontrava-se, gozando a fresca, um casal conhecido do poeta com lindo rebento que correu logo para o autor da “Via Láctea”.
Bilac gostava imensamente de crianças e aquela era linda. Depois de fazer algumas festinhas ao primogênito do casal amigo, o poeta tirou do bolso um caderninho e, depois de arrancar uma folha, escreveu rapidamente qualquer coisa. Em seguida, depositou o papel sobre o banco e, cumprimentando cerimoniosamente o casal, retirou-se apressadamente do local.
Os pais da criança, intrigados e curiosos, aproximaram-se do banco, pegaram o papel e leram:
“Criança bonita e meiga,
para os pais: anjo celeste;
para os outros: uma peste
que emporcalha de manteiga
as calças que a gente veste.”
antonio francisco
3 de janeiro de 2014 11:02 amo nome, um alexandrino
Olavo Bilac virou mais um enigma do Brasil não-oficial, que é estranho, pelo menos para mim.
Continuo impressionado até com o nome dele, um perfeito verso alexandrino com escansão, e tudo mais: “Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac” .
Seus poemas são admiráveis. “Ouvir Estrelas” então, é coisa prá sonhar.
Se Gilberto Cruvinel me permitir, deixo aqui um link para mais risadas, pois, como se conta, Olavo Bilac foi causador (ou vítima?) daquele que foi considerado o primeiro acidente automobilístico do Brasil. O carro era um Serpollet e dizem até que seria “a vapor”. Sei lá eu.
http://kid-bentinho.blogspot.com.br/2011/09/o-primeiro-acidente-de-automovel-do.html