A luz de Petra Costa é um facão sem corte, por Romério Rômulo

Sem Petra a vida não seria a mesma / e seu sinal é a liberdade.

A luz de Petra Costa é um facão sem corte

por Romério Rômulo

A luz de Petra Costa é um facão sem corte:
as provas são tantas que punhais quebrados
sobram no caminho dos choros e berros.

Petra traça a imagem, o risco da imagem
faz a história viver por palmos
fala das suas dores e das dores do povo
dos golpes grossos e febris das ratazanas
estes ratos que ainda ganem, dilacerados
e vão ganir ainda pelos becos da América.

Sem Petra a vida não seria a mesma
e seu sinal é a liberdade.

A luz de Petra Costa
é um facão sem corte
Seu riso chega sempre
entre a vida e a morte.

Romério Rômulo

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4 comentários

  1. Arf.

    A menina é “corajosa”, mas não o foi “de grátis”.
    Claro que ela podia estar babando em alguma rede social inútil, mas preferiu ser cineasta!
    Ótimo!
    Levou uma graninha da Netflix, justamente a mesma plataforma que flerta com ela e casa com José Padilha.

    Menos gente…ou “menas”…

    Ela é só mas um subproduto de um sub-nicho de mercado chamado “alternativo”, que todas as grandes da indústria cultural e de conteúdo (as mais expertas, é claro) mantêm.

    Se fosse no jornalismo seria “os meus comunistas” aos quais mencionava Don Corleone Marinho.

    Muito, mas muito mais importante foi o filme documentário “O Processo” (Maria Ramos). E quase ninguém repercute esse ótimo trabalho.

    Petra agrada muito o “setor da autocrítica” da “esquerda” (leia autoflagelação do PT).
    Essa maldita classe mérdia de esquerda, que vai pra lá, vai prá cá, e sempre favorece golpes (como em 2013).
    Fizeram o mesmo papel com Vargas, quando ainda eram classe incipiente, restrita aos setores do funcionalismo e dos militares (tenentes).

    Em 64, a maioria deles ou desbundou na tropicanalha-hippie-latino-américa ou foi expiar suas culpas na guerrilha.

    Uns deram pra Míriam Leitão, Gabeira, outros acabaram como Dilma, na cilada cruel e permanente de acreditar no republicanismo infantil para rejeitar o uso da força do Estado como arma política.

    Aí festejam a netinha Petra, justamente porque a menina sapeca é celebrada e “reconhecida” na meca roliudiana, um tipo de vira-latismo paradoxal, que sempre espera a chancela do sucesso oferecida pelo colonizador.

    E dá-lhe pose com brad, o pitt e leonardo, o dicaprio.

    Quem resiste, né não?

    Que venha o Oscar, e/ou tudo mais vá para o oscaralh#.

    Arf.

    1
    2
  2. Facões sem corte e postagens iluminadas como esta, se multiplicando intensamente, podem se transformar na lâmina afiada, que extrairá definitivamente o fascismo, o autoritarismo e o entreguismo traidor promovidos pelo atual governo.

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