Breve perfil de brasileiros ilustres – Adolfo Hitler, por Sebastião Nunes

Breve perfil de brasileiros ilustres – Adolfo Hitler, por Sebastião Nunes

Adolfo Hitler suicidou-se em Berlim no dia 30 de abril de 1945 e reencarnou na pequena cidade de Glicério, interior de São Paulo, em 21 de março de 1955, quase dez anos depois, mudando-se mais tarde para o Rio de Janeiro.

Casou-se três vezes, tendo gerado por cópula heterossexual cinco filhos, dos quais quatro machos e uma fêmea, todos heterossexuais, de modo que os machos sempre preferiram fêmeas e a fêmea, inversamente, sempre preferiu machos.

Atualmente, Adolfo Hitler mora num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sua idade não está rigorosamente estabelecida. Se forem somadas as duas últimas encarnações, terá 119 anos; caso apenas a segunda seja considerada, terá 63 anos e seis meses, aproximadamente.

INFÂNCIA

O pequeno Adolfo Hitler adorava, desde a mais tenra idade, torturar seres menores do que ele, principalmente moscas, lagartixas, gatos e cachorros de rua, prática que, supomos, gostaria de ver partilhada e aprimorada na vida adulta.

Caçava moscas nas tarde calorentas, arrancava-lhes as asas e jogava-as em teias de aranha. Durante horas e horas, babando de prazer, acompanhava o lento e laborioso trabalho da aranha enredando sua vítima, até imobilizá-la completamente. Era quando caçava outra mosca, refazendo o processo em outra teia e com outra aranha.

Havia muitas lagartixas nos muros dos quintais. Dotado de ótima pontaria, ele lhes arrebentava os rabos a estilingadas. Apavoradas, fugiam as lagartixas. Mas eram os rabos que lhe importavam, com seu movimento convulso. Costumava, às vezes, e numa única tarde, caçar duas dúzias de rabos de lagartixa, que colocava em fila, deitando-se no chão à frente deles, para admirar a performance dos rabos dançantes.

Os gatos que aprisionava, depois de atraí-los com iscas saborosas, costumava prender em pequenas gaiolas de arame, de forma a manterem de fora as patas, o que lhes permitir andar e correr. Feito isso, molhava os gatos com gasolina ou querosene, atirando-lhes depois um fósforo aceso. Não é preciso descrever o resultado.

Quanto aos cachorros, selecionava os sujos, de pelo emaranhado, e os doentes, de crostas purulentas e fétidas. Cachorros famintos, naturalmente. Depois de atraí-los com iscas cheirosas, amarrava-lhes no rabo latas cheias de pedras, dando-lhes em seguida violenta pancada com um pedaço de madeira rija, o que fazia dispararem os cachorros rua afora, aterrorizados pelo barulho que eles mesmos produziam.

Assim transcorreu sua feliz infância solitária. Solitária, sim, pois não precisava de amigos, tendo à sua disposição tantos prazeres insuspeitados.

De sua adolescência, sabemos apenas que foi pintor diletante, tendo estudado artes plásticas e sonhado tornar-se não só famoso como rico. Infelizmente, e para azar do gênero humano, deixou os sonhos artísticos de lado, tornando-se, primeiramente, militar, e em seguida político.

 

CARREIRA POLÍTICA

Em fins da década de 1980, Adolfo Hitler elegeu-se vereador no Rio de Janeiro, elegendo-se dois anos depois deputado federal, sendo reeleito sucessivamente quatro vezes, consolidando assim sua base ideológica para fundar o Quarto Reich.

Tornou-se conhecido por suas posições de extrema direta, defendendo a ditadura militar de 1964 e a prática da tortura como instrumento eficaz.

Posicionou-se contrariamente às cotas para estudantes afro-brasileiros, chegando a apresentar um projeto de lei propondo o estabelecimento de cotas para deputados negros e pardos, que não foi levado a sério.

Defendeu a revogação do Estatuto do Desarmamento, advogando para os proprietários rurais o direito de adquirir fuzis para evitar invasões do MST. Também apresentou projeto estabelecendo a castração química voluntária, como condição para que uma pessoa condenada por estupro possa adquirir o direito de progressão da pena.

Entrevistado em abril de 2011, e perguntado sobre como reagiria se um filho seu se tornasse usuário de drogas, respondeu que “daria uma porrada nele”.

Também se posicionou favoravelmente à instituição da pena de morte, pois, segundo ele, “o bandido só respeita o que ele teme”. É também favorável à redução da maioridade penal para 16 anos.

Defendeu a utilização da tortura em casos de tráfico de droga. Justificando seu posicionamento, disse que “o objetivo é fazer o cara abrir a boca” e “ser arrebentado para abrir o bico”.

 

ÓDIO Á FLOR DA PELE

Em entrevista para a Veja, em 1998, afirmou que a ditadura chilena de Pinochet “devia ter matado mais gente”. Também elogiou o peruano Alberto Fujimori como um “modelo” para uma intervenção militar contra o judiciário e o legislativo. Em 1999 chamou a democracia de “porcaria”, dizendo que se fosse presidente do país não havia “a menor dúvida de que fecharia o Congresso”.

Também alegou que a ditadura foi uma época gloriosa da história do Brasil e que o golpe de 1964 foi uma “intervenção democrática”, fruto da “pressão popular”. Em carta publicada na Folha de S.Paulo referiu-se ao período militar como “20 anos de ordem e progresso”. Em entrevista de 2018, chamou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra de “herói nacional”.

Nos Estados Unidos, o jornalista Glenn Greenwald se referiu a Adolfo Hitler, em 2014, como “o mais misógino e detestável funcionário público eleito no mundo”. A revista inglesa The Economist classficou-o como “demagogo de direita”, “apologista de ditadores” e como uma “ameaça à democracia”.

 

INDÍGENAS E QUILOMBOLAS

Sobre a questão indígena, Adolfo Hitler disse que o MST, “apesar de constituído de pessoas que falam a nossa língua”, não consegue fazer a reforma agrária, enquanto que “índios fedorentos, não educados e não falantes de nossa língua” possuem 12% das terras brasileiras.

Em um discurso na Hebraica, no Rio, disse que irá acabar com todas as terras indígenas e comunidades quilombolas caso seja eleito em 2018. Textualmente, afirmou: “Pode ter certeza que se eu chegar lá (presidência da República) não vai ter dinheiro pra ONG. Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”. E acrescentou: “Eu fui num quilombo. O afrodescente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem pra procriador ele serve mais. Mais de um bilhão de reais por ano é gastado com eles”.

Pelo breve resumo acima, pode-se notar que, para a instituição do Quarto Reich, só falta a reencarnação de Joseph Goebells, seu marqueteiro. Contudo, por mais que tenha invocado as forças do Mal, ainda não obteve a desgraça almejada.

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8 comentários

  1. “Deus” tem planos pra ele
     

    e em breve o levará consigo, quando então, em vez das concupisciencias da carne, ele mamará diretamente no seio de Abraão.

    De sua biografia falta dizer como ele se divertia com os galináceos na juventude. Episódios dantescos que ele narra sorrindo.

    Foto sem máscara do candidato mito, aquele que nunca fez mal a ninguém:

     

    um inocente reptiliano.

     

  2. rs……………………..muito legal

    mas Deus é brasileiro e há de impedir que o “coiso” perpetue sua raça por aqui

    e não só Deus há , também hemos de impedir numa boa, democraticamente

  3. Prezado Sebastião, boçalnaro
    Prezado Sebastião, boçalnaro é, na verdade, e na perspectiva do Satanás, uma versão ampliada, revista e melhorada de Hitler. Este fez aprovar, empenhando-se pessoalmente na causa, a mais avançada lei de proteção aos animais da Europa, legislação essa que, creio eu, vigora ainda hoje. Boçalnaro é, na verdade, um hitler sem esse verniz de civilidade. Se o Brasil fosse um país central…

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