Sugestão de Doney
Lista de Livros: Antologia de Textos (Os Pensadores) – Epicuro
Editora: Nova Cultura
Tradução e notas: Agostinho da Silva
Opinião: bom
Páginas: 44

“O tom de Epicuro é sempre muito afirmativo; tem horror do ceticismo. Esta teoria, diz ele, é contraditória: como é que um homem pode saber que não sabe nada? O que ele principalmente censura no ceticismo é o não poder fundamentar uma regra de procedimento, porque sempre procedemos segundo aquilo que acreditamos; a ética deve, portanto, ter por base um conjunto de convicções bem firmes. (…)
Professava também um profundo desprezo pela investigação curiosa da história: visto que o passado é passado, por que motivo nos temos nós de inquietar com ele?” (E. Joyau)
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“O essencial para a nossa felicidade é a nossa condição íntima: e desta somos nós os amos.”
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“Nem a posse das riquezas nem a abundância das coisas nem a obtenção de cargos ou o poder produzem a felicidade e a bem-aventurança; produzem-na a ausência de dores, a moderação nos afetos e a disposição de espírito que se mantenha nos limites impostos pela natureza.”
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“Se queres enriquecer não lhe acrescentes riquezas: diminui-lhe os desejos.”
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“A quem não basta pouco, nada basta.”
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“Não deves corromper o bem presente com o desejo daquilo que não tens; antes, deves considerar também que aquilo que agora possuis se encontrava no número dos teus desejos.”
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“Quem menos sente a necessidade do amanhã mais alegremente se prepara para o amanhã.”
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“A vida do insensato é ingrata, encontra-se em constante agitação e esta sempre dirigida para o futuro.”
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“Recordemos que o futuro não é nosso nem de todo não nosso, para não termos de esperá-lo como se estivesse para chegar, nem nos desesperarmos como se em absoluto não estivesse para vir.”
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“Não realizes na tua vida nada que, se for conhecido por teu próximo, te possa acarretar temor.”
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“A serenidade espiritual é o fruto máximo da justiça.”
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“De todas as coisas que nos oferece a sabedoria para a felicidade de toda a vida, a maior é a aquisição da amizade.”
Sergio Saraiva
15 de agosto de 2015 8:33 pmO problema do mal ou o Paradoxo de Epicuro.
Deus é onipotente e oniscientes, mas o mal existe no mundo.
Se Deus sabe da existência do mal e tem poder para acabar com ele e não faz, é porque não o quer. Logo, Deus é mal.
Se pode e quer, mas não tem consciência do mal, então, não é onisciente.
Se sabe do mal, quer acabar com ele, mas não tem poder para tanto, então, não é onipotente.
Portanto, ou Deus é o mal ou não existe Deus.
Doney
16 de agosto de 2015 3:17 pmUm filósofo que possui uma
Um filósofo que possui uma ideia fundamentalmente oposta ao que argumentas é Santo Agostinho.
Sergio Saraiva
16 de agosto de 2015 4:31 pmSim, claro.
Deus é tão bom que criou o homem com a capacidade de fazer o bem e o mal. Mas disse ao homem, só faça o bem. Chama isso de livre arbítrio. E Deus respeita tanto o livre arbítrio que permite ao homem escolher fazer o mal. Depois, condena-o ao sofrimento eterno pelo mal praticado. Ah, e a vítima do mal vai para o paraíso, como forma de compensação.
Todos os senhores de escravos foram para o inferno e todos os escravizados foram para o céu. Mas os filhos dos senhores e os filhos dos escravos continuam da mesma forma aqui na Terra.
Tem algo que não fecha na formulação de Santo Agostinho.