1.
tudo em mim é falso:
a minha pele,
a ruptura do corte
a minha fala,
a perda de limites
a minha casa,
um antro de vazios
minha poesia:
o rasgo da censura.
2.
mais do falso de mim:
a minha pele
e a ruptura da pele
a minha fala
e o silêncio da fala
a minha casa
e o esqueleto da casa
minha poesia
sem rasgo e sem censura.
3.
falso, falso.
tudo em mim é falso.
Maria Luisa
21 de janeiro de 2014 7:30 pmFaux semblant
Saudações.
Erly Ricci
21 de janeiro de 2014 7:47 pmFalso em mim
en min tambén es falso
o que digo e o que embalo
a voz com que canto ou calo
nesta vida que encalço
a minha letra é também falsa
minha sílaba silabada
minha sina emboscada
minha lira, minha valsa
o idioma que rebisco
neste circo, nesta tela
é tão falso que risco
com um verso matusquela
Falso, falso
do fim ao início
como os dentes no banguela
Fernando Antonio Moreira Marques
21 de janeiro de 2014 10:36 pmVelha Mídia
Tá! Pode até ser!
Mas não é tão falso como o noticiário do PIG.