volto mais tarde como se mar eu fosse, por romério rômulo

volto mais tarde como se mar eu fosse

vou te entregar meus ossos de andarilho
vou te romper no ronco dos novelos
vou te saber em todos os enredos
vou te encontrar no tronco das estradas

como fossem bigornas em que bato
como fossem canhões de onde atiro
como fossem delírios por que miro
como fossem os mundos que me comem

quando as águas me chegam e eu derramo
quando as velas apagam e eu escureço
quando a vida me engole e eu te chamo

porque fazes de mim um duro lastro
porque bebes de mim a mão quebrada
porque és o caminho onde me arrasto.

romério rômulo

 

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