Fala FADS: Por que um ato de rua na Semana Mundial do Meio Ambiente?

O Fala FADS de hoje, 25, às 18h30 na TV GGN, contará com alguns dos representantes das entidades organizadoras do ato

do Fala FADS

POR QUE UM ATO DE RUA NA SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE?

Há sérios sinais de que a humanidade dificilmente conseguirá reverter a estimativa de atingirmos um aumento de 2°C em 2037 e de 3°C em 2069; a intoxicação da biosfera e dos ecossistemas pela poluição industrial, bem como a perda de sociobiodiversidade segue em índices atrozes; seguimos rumo ao esgotamento de águas subterrâneas, à diminuição da vazão dos rios e à deterioração da qualidade da água; gastamos recursos naturais equivalentes à 1,6 planetas terra, ou seja, gastamos 60% a mais de recursos que o planeta é capaz de repor/regenerar.

No Brasil, segue o genocídio dos Povos Indígenas, a PEC 215/2000 (que ameaça terras indígenas e territórios quilombolas com a demarcação a ser feita exclusivamente pelo congresso – leia-se Bancada Ruralista) e o PL 490/2007 (que estabelece um “marco temporal” em que só serão consideradas terras indígenas os lugares ocupados até o dia 5 de outubro de 1988); a não punição dos responsáveis pelos crimes de Brumadinho, de Mariana e do derramamento de petróleo no Nordeste; o Desmonte dos órgãos de Fiscalização Ambiental (como o Ibama e o ICMBio); o Pacote do Veneno (PL 6299/2002), a liberação e uso recorde de agrotóxicos no país; os índices cada vez maiores de devastação na Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica; o esvaziamento da Política Nacional de Resíduos Sólidos; o “Novo Marco Legal do Saneamento” (Lei 14.026/2020 que privatiza nossos sistemas e ataca nosso Direito Humano à água e esgotamento sanitário); o aumento das desigualdades sociais, a ampliação da pobreza e retorno da fome; as tentativas de acabar com os instrumentos de Licenciamento Ambiental (PEC 65 e PL 3.729/2004); de implantação de um “Novo marco regulatório para o setor de mineração”, que coloca os interesses do setor acima das normas ambientais, de saúde e de segurança dos/as trabalhadores/as; de privatização de praias, cavernas; o incentivo ao garimpo ilegal (principalmente em terras indígenas); entre outros ataques socioambientais.

Tal cenário de retrocessos socioambientais exige reflexão, articulação e luta para frear tais crises e evitar o Colapso Socioambiental.

NÃO PODEMOS FICAR PARADOS VENDO O MUNDO – E O BRASIL – ACABAR! 

Por esses e outros motivos, diversos movimentos, entidades, coletivos, redes, grupos e pessoas decidiram convocar um grande ato de rua unificado em prol da vida, em todas as suas dimensões: este será o ATO DA SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE.

O ATO DA SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE ocorrerá no dia 03 de junho (sexta-feira), no vão livre do MASP (Av. Paulista, 1578), com concentração às 18h e caminhada por volta das 19h.

Na Semana Mundial do Meio Ambiente, haverá ainda diversas atividades, eventos e intervenções que podem ser conferidas em nossa página do Instagram: https://www.instagram.com/semmundialdomeioambiente/

Assim sendo, convidamos todes, todas e todos que resistem à destruição planetária, e que lutam pela construção de alternativas econômicas, sociais e culturais ao capitalismo voraz: sistema que se pauta pelo crescimento econômico infinito, pela geração de lucros crescentes que gera desigualdades, mortes, destruição e colapso socioambiental.

Juntem-se a nós: tomem as ruas, tragam suas bandeiras, suas faixas, suas pautas socioambientais, cantem e gritem por um outro mundo possível, necessário e urgente: um mundo socialmente justo e ecologicamente correto, com de laços de solidariedade e de parceria revitalizados, com culturas e modos de vida de baixo impacto ambiental valorizados.

O convite e as razões da realização do Ato da Semana Mundial do Meio Ambiente também será o mote do Programa Fala FADS, de quarta-feira, 25 de maio, a partir das 18h30, na TV GGN (https://www.youtube.com/tvggn). O Fala FADS contará com alguns dos representantes das entidades organizadoras do ato, a saber: Aline Sousa da Silva, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); Francisca Adalgisa da Silva, do Fórum Popular da Natureza e membra da FADS; Gabriel Alexandre Gonçalves, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Gilmar Mauro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST); Helena Dutra Lutens, da Rede Nosso Parque; Marco Dalama, assessor de meio ambiente da CUT-SP; Pagu Rodrigues, Indígena da etnia Fulni-ô e membra da FADS. O programa contará com a mediação de Mariana Moura, dos Cientistas Engajados e membra da FADS.

Por fim, listamos as entidades, grupos e movimentos que participam da construção do Ato e das atividades da Semana Mundial do Meio Ambiente:

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), Abraços da Guarapiranga, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Corrente Subverta e Corrente Insurgência do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Povo Guajajara, Povo Pankará, Povo Fulni-ô, Coalizão Pelo Clima, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Comitê Mestre Môa, Fórum em Defesa da Vida – Jd. Ângela, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores (SEMAD-PT), Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR), Frente Ampla Democrática Socioambiental (FADS), Rede Nosso Parque, Fórum Verde Permanente de Parques e Áreas Verdes, Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Fórum Popular da Natureza (FPN), Partido Comunista Brasileiro (PCB-Ambiental), Instituto Agroterra, Movimento pela Educação Ambiental, Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, The Climate Reality Project Brazil, Instituto Ecoar, Cooperativa dos Catadores Seletivos do Parque Cocaia (Cooperpac), Jovens Pelo Clima, Frente Parlamentar Ambientalista de SP, Sindicato dos trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente do estado de São Paulo (Sintaema), Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep).

REFORÇANDO:

FLORESTA EM PÉ, FASCISMO NO CHÃO!

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