22 de maio de 2026

Documentos do Dops são transferidos para arquivo público no Rio

A medida cumpre recomendação do Ministério Público Federal, emitida em dezembro de 2025, após vistorias que revelaram condições precárias de armazenamento no imóvel
Crédito: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Documentos da ditadura militar no antigo Dops, RJ, começaram a ser transferidos para o Arquivo Público do Estado.
MPF recomendou a ação após constatar armazenamento precário, com documentos em sacos de lixo e sem identificação.
Grupo de Trabalho Dops organiza acervo, que será preservado e disponibilizado para consulta pública no Aperj.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Registros históricos do período da ditadura militar, guardados no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro do Rio de Janeiro, começaram a ser transferidos nesta terça-feira (31) para o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj).

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A medida cumpre recomendação do Ministério Público Federal, emitida em dezembro de 2025, após vistorias que revelaram condições precárias de armazenamento no imóvel. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, relatou que documentos estavam guardados em sacos de lixo, espalhados pelo chão e sem identificação.

“Esses documentos não pertencem apenas ao Estado, mas à sociedade brasileira”, afirmou Araujo, destacando que a preservação do acervo é fundamental para garantir o direito à memória, à verdade e ao acesso à informação.

Trabalho coletivo

A transferência é resultado de uma articulação entre o MPF, a Secretaria de Estado de Polícia Civil, o Ministério dos Direitos Humanos, o Iphan, o Aperj, o Inepac e representantes da sociedade civil. Juntos, criaram em julho de 2024 o Grupo de Trabalho Dops, responsável pela organização inicial do material, com catalogação de documentos textuais e bibliográficos e identificação dos registros de maior relevância histórica, como aqueles relacionados a perseguições políticas e práticas de tortura durante o regime militar.

Memória e preservação

A iniciativa se soma ao tombamento do prédio pelo Iphan, ocorrido em novembro de 2025, que reconheceu o imóvel como patrimônio cultural brasileiro.

Movimentos sociais e o próprio MPF defendem que o local seja transformado em memorial dedicado às vítimas da violência de Estado. Pelo edifício passaram figuras como a psiquiatra Nise da Silveira, o ativista Abdias Nascimento e a militante Olga Benário.

Com a mudança para o Aperj, o acervo ganha condições técnicas adequadas de conservação e catalogação, com perspectiva de disponibilização para consulta pública.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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