Morreu, nesta segunda-feira (3), a ativista de esquerda Clara Charf, aos 100 anos, por causas naturais. De acordo com a Associação Mulheres pela Paz, presidida por ela, Clara estava hospitalizada há alguns dias.
Viúva do ex-deputado federal Carlos Marighella, Charf deixou um legado de 80 anos de luta por justiça social no Brasil, com destaque em campanhas contra a violência doméstica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma nota lamentando a partida da militante nas redes sociais, a quem descreveu como uma mulher extraordinária. “E eu perco uma companheira de muitas caminhadas. Clara atravessou seu século de vida com uma flexibilidade bonita de quem sabia compreender o novo sem abandonar seus princípios, de quem olhava o mundo com lucidez e coração aberto.”
Perfil
Clara Charf deu início à trajetória política aos 21 anos, ao se filiar ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), em que conheceu Marighella, companheiro de vida durante 20 anos.
Ao lado do guerrilheiro, Clara coordenou o movimento feminista do PCB, especialmente na atuação contra a ditadura militar.
Além de presa, Clara também se exilou em Cuba depois da execução de Marighella, retornando ao país apenas em 1979, após a Lei da Anistia.
Integrante da Secretaria de Mulheres do PT e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Clara será lembrada também pela promoção de direitos humanos, bandeira que carregou ao longo da vida.
O velório está marcado para esta segunda-feira, das 18h às 21h, no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, de onde seguirá para a cremação na Vila Alpina.
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AMBAR
3 de novembro de 2025 5:24 pmIncrível, que descanse em paz.