
Em 1998, sabendo que eu tinha boas relações com João Saad, o patriarca da Rede Bandeirantes, Otávio Frias – o dono da Folha – me pediu que fizesse um meio campo entre eles. A Folha e a Abril, de Roberto Civita, pretendiam propor uma participação no capital da Bandeirantes, talvez até uma fusão. Pouco antes, ambos haviam se associado no portal UOL, que absorveu o BOL, da Abril.
Fui o intermediário da sondagem. De concreto, rendeu apenas um almoço na Folha, no qual Frias e Saad me deliciaram com histórias de suas vidas e, principalmente, de Ademar de Barros, ex-governador, sogro de Saad e sócio de Frias em alguns empreendimentos imobiliários.
O caso não avançou. Mas mostrava a pujança dos dois grupos, antes da grande crise cambial de 1999, que resultou em um aumento brutal do endividamento das duas empresas, da Folha devido aos investimentos em uma nova gráfica, da Abril, devido às aventuras na televisão e a uma enorme dispersão de investimentos.
Foi o último momento de brilho de Civita.
O início da decadência ocorreu com o próprio BOL. Houve uma disputa entre o modelo UOL e o modelo BOL. A BOL contava com as dezenas de revistas da Abril para fornecer conteúdo. A UOL corria atrás de parcerias de conteúdo.
A segunda plataforma foi mais rápida, inclusive na montagem da rede de Internet. Enquanto a BOL montava uma verdadeira central telefônica, a UOL saiu atrás de parcerias com os provedores que começavam a se espalhar pelo país.
A fusão foi fatal para a Abril, na medida em que a gestão ficou com Luiz Frias.
Civita não seguiu uma lição da ATT. Sempre que surgia uma tecnologia matadora, a ATT montava uma empresa independente, para que a empresa não fosse sufocada pela reação dos executivos da empresa mãe.
Na Abril, os executivos da era digital foram dizimados pelos velhos executivos do papel.
Pouco tempo depois, Luiz se associou à Portugal Telecom e promoveu um aumento rápido e imprevisto no capital da empresa, diluindo a participação da Abril.
Nos anos seguintes, a UOL empreenderia a mais bem-sucedida aventura tecnológica da Internet brasileira. Aproveitou a liderança na audiência para abrir um sem-número de produtos digitais, de serviços que vão de educação à distância, culminando com o Pag Seguro, tornando-se uma empresa bilionária.
A reação de Civita foi se valer dos recursos mais indecentes do jornalismo empresarial, para tentar recuperar o brilho perdido. Comandou uma campanha de cartelização da mídia que promoveu os momentos mais execráveis da história da imprensa brasileira, um jorrar intermitente de esgoto que tirou grande parte da credibilidade da mídia.
Fez mais que isso. Para tentar sustentar as tabelas de publicidade da Veja, havia indícios de que falsificava a tiragem, através de um expediente custoso: a distribuição indiscriminada da revista, a manutenção de assinaturas vencidas, para iludir o Instituto Verificador de Circulação (IVC) sobre a tiragem paga.
De nada adiantou. As tabelas caíram pela crise e pela competição dos novos veículos que surgiam, basicamente o Google e o Facebook. Quando ostentava ainda a tiragem de 1,2 milhão, o mercado já trabalhava com uma tiragem real de 800 mil.
Ao mesmo tempo, a falta de limites editoriais, o jornalismo baixo praticado no período foi afastando os melhores leitores, derrubando as vendas e aumentando os custos de turbinar a tiragem.
Dali em diante, Roberto Civita mostrou ao país a face mais pestilenta do jornalismo. Criou um macarthismo a brasileira, adotando o estilo de Rupert Murdok. A primeira experiência do jornalismo de ódio foi na campanha do desarmamento. A partir dali, Veja passou a trabalhar um jornalismo de ódio poucas vezes visto na história de qualquer nação civilizada.
E, por trás do estilo, passou a se valer da política para tentar afastar concorrentes do mercado de cursos apostilados e livros didáticos, vender capas ao Banco Opportunity e para a indústria farmacêutica.
Na busca desesperada de alternativas, entrou no mercado de educação, valendo-se da virulência da Veja para ameaçar autoridades e conquistar favores. De José Serra, conseguiu assinaturas de todo tipo, adquiridas pela Secretaria da Educação, de revistas da Abril a gibis. Enquanto isto, colocava exército de vendedores para abordarem prefeituras e escolas públicas para que adotassem seus cursos e seus livros didáticos.
Quando o Ministério da Educação, com Tarso Genro, decidiu adotar a isonomia na compra de livros didáticos, oferecendo à rede escolar a relação dos livros adquiridos pelo MEC, Civita chegou a ameaça-lo com uma capa de Veja. Não colou.
Nada disso impediu sua decadência.
A Abril de Victor Civita, das coleções de música popular, dos Economistas, dos filósofos, cedeu lugar ao pior jornalismo da história. O corpo de funcionários, antes orgulhosos do profissionalismo com que eram tratados e, principalmente, da imagem da Abril junto à opinião pública, perdeu o brilho. O espaço foi ocupado por blogueiros especializados em disseminar o ódio e os baixos instintos.
Agora, a Abril morre sem deixar saudades.











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Não é só a Editora Abril que foi contaminada de seu próprio veneno. Vejam o exemplo da Folha, do Estadão. da Globo, do PSDB, do DEM, do PPS, do PV, do PMDB, do PSB, da Friboi, da Justiça, da PF, do MPF. da PGR, do STF, da Fiesp, do Pato Amarelo, do Panelaço, do Ódio, do Impeachment, do Sequestro Federal de Lula ……….
Grupo abril e a “revista” veja
Eu poderia dizer: vá com Deus, mas eles certamente não irão para o céu. Espero que o espaço que eles já perderam na imprensa e aquele que ainda falta perder sejam todos ocupados com um jornalismo sério, responsável e democrático. No papel e na internet.
Que Isidoro de Sevilha nos ajude!!
Fui assinante por um ano, em
Fui assinante por um ano, em meados de 2000, e uma coisa percebi: a Veja me fazia sentir mal com minha pele, ou seja, fazia a manutenção de um país racista e segregado.
Fui assinante por um ano, em
Fui assinante por um ano, em meados de 2000, e uma coisa percebi: a Veja me fazia sentir mal com minha pele, ou seja, fazia a manutenção de um país racista e segregado.
Uma desgraça a menos.
Já arrumei confusão em clínicas médicas ou dentárias. É sempre a mesma bosta: TV ligada na globo (dói os ouvidos ter que ouvir Ana Maria Braga) e na mesinha de centro, pilhas da revista esgoto ao alcance dos infelizes pacientes. Falta sumir o lixão televisivo golpista chamado globo.
Ainda Existe Dia Feliz?
O dia em que o grupo Abril falir (de fato e de direito) será, para mim, provavelmente, dia pleno de felicidades!!!!!!! Que Deus me de vida para vivenciar este mesmo acontecimento com Folha, IstoE, Estadão e, principalmente, organizações Globo! Com o Grupo Globo, atingiria pleno êxtase!!
Tomara que meu desjo se realiza brevemente!
Três verdades:
1 – Lula: Maior presidente do Brasil!
2 – Brasil: Gringo’s Eterno Pelego!
3 – Cada Povo tem o Governo que Merece!
Wikipédia no Reino Unido
Wikipédia no Reino Unido perde credibilidade.
Um chocante escândalo na Wikipédia está se desdobrando no Reino Unido com manipulação política desenfreada de neocons
Por Craig Murray
Craig Murray pegou a Wikipedia em flagrante, mexendo com entradas para alcançar fins políticos. Isso é muito feio e está causando um alvoroço. Um tal de “Philip Cross” não teve um só dia de folga para editar a Wikipédia em quase cinco anos. “Ele” editou todos os dias de 29 de agosto de 2013 a 14 de maio de 2018. Incluindo cinco dias de Natal. São 1.721 dias consecutivos de edição.
133.612 edições para Wikipédia foram feitas em nome de “Philip Cross” ao longo de 14 anos. São mais de 30 edições por dia, sete dias por semana. E não uso isso figurativamente: as edições da Wikipédia são cronometradas e, se você as traçar, o cartão de ponto para a atividade da Wikipédia de “Philip Cross” é espantoso para apenas um indivíduo.
A operação funciona como um relógio, sete dias por semana, todas as horas de vigília, sem variação significativa. Se Philip Cross é genuinamente um indivíduo, não há como negar que ele é obcecado pela morbidez. Eu não sou psiquiatra, mas para meus olhos inteiramente inexperientes isso parece o comportamento de um psicótico perturbado, sem atividades sociais regulares fora de casa, sem emprego (ou um chefe incrivelmente tolerante), vivendo sua vida através de uma tela.
Eu dirijo o que é indiscutivelmente o blog político de uma pessoa só mais lido no Reino Unido, e eu não gasto tanto tempo na internet quanto “Philip Cross”. Meu “cartão de horas” mostraria que assisto futebol aos sábados, vou às sextas-feiras ao supermercado e saio para uma caminhada ou passeio com a família aos domingos, e geralmente relaxo muito mais e leio livros à noite. Cross não possui os padrões de atividade de um ser humano normal e socialmente adaptado.
Existem três opções aqui: Ou “Philip Cross” é uma pessoa muito estranha, ou é uma falsa pessoa disfarçando uma operação financiada para controlar o conteúdo da Wikipédia, ou é uma pessoa verdadeira que encabeça tal operação em seu nome.
Por que isso tem tanta relevância – para considerar a explicação oficial – que justifica uma vida triste, obsessiva, sem amigos e tresloucada?
Porque o propósito da operação “Philip Cross” é sistematicamente atacar e minar a reputação daqueles que são proeminentes em desafiar a narrativa corporativa e estatal da mídia dominante. Particularmente em assuntos estrangeiros. “Philip Cross” também procura sistematicamente polir a reputação dos principais jornalistas de mídia e outras figuras particularmente proeminentes em promover a propaganda neoconservadora e promover os interesses de Israel.
Isso é importante porque, um leitor comum que se depara com um artigo questionando (por exemplo) a narrativa oficial sobre os Skripals, é muito provável que recorra à Wikipedia para obter informações sobre o autor do artigo. Simplificando, o propósito da operação “Philip Cross” é assegurar que, se aquele leitor procurar por pessoas anti-guerra como John Pilger, ele concluirá que se trata de pessoas completamente não confiáveis, indignas de confiança, ao passo que se ele procurar por jornalistas da ala direita da MSM, ele vai concluir que são um modelo de virtude e inteiramente confiáveis.
O tratamento de “Philip Cross” é aplicado não apenas aos esquerdistas, mas a todos os céticos em relação ao neo-conservadorismo e que se opõem às “guerras de intervenção”. Uma lista das vítimas de Cross inclui Alex Salmond, Peter Oborne, John Pilger, Owen Jones, Jeremy Corbyn, Tim Hayward, Diane Abbott, Neil Clark, Lindsey German, Vanessa Beeley e George Galloway. Como seria de esperar, “Philip Cross” é particularmente ativo em fazer alterações nos artigos da Wikipedia sobre mídia alternativa e nos sites de críticas dos MSM. “Philip Cross” fez 36 edições na entrada da Wikipedia do The Canary e, surpreendentemente, mais de 800 edições no Media Lens. George Galloway continua sendo o alvo favorito da operação “Philip Cross” com incríveis 1.800 edições.
São tão reveladoras as pessoas que “Philip Cross” procura proteger e promover. Sarah Smith, a uber-sindicalista da BBC Scotland, fez com que “Philip Cross” gentilmente deletasse referências de sua entrada na Wikipedia para laços familiares que (ahem) podem ter ajudado em sua carreira. A deputada Ruth Smeeth, dos trabalhistas amigos de Israel, fez referência ao telegrama diplomático dos EUA divulgado pelo Wikileaks, que mostrou que ela era uma informante da embaixada americana sobre os segredos do Partido Trabalhista, excluído por Philip Cross. A colunista de direita Melanie Phillips teve sua negação da mudança climática embaraçosa extirpada por Cross.
“Philip Cross” não apenas cuida e protege cuidadosamente a entrada da Wikipedia da editora da Guardiã Katherine Viner, que levou o jornal quatro quadrados para o campo neo-con, Philip Cross, na verdade, escreveu o verbete hagiográfico original. O contato do Guardian com o MI6, Luke Harding, é particularmente cuidado por Cross, assim como seus obsessivos anti-Corbyn, Nick Cohen e Jonathon Freedland. Assim são os hackers de Murdoch, David Aaronovitch e Oliver Kamm.
Não há dúvida de que Kamm, líder do escritor Murdoch’s Times , está próximo da operação “Philip Cross”. Muitas pessoas acreditam que Kamm e Cross são a mesma pessoa, ou que Kamm é parte de uma persona múltipla. Seis vezes eu pessoalmente tive edições hostis na minha página da Wikipédia por “Philip Cross” feitas em conjunto com ataques contra mim por Kamm, seja no Twitter, em um editorial do Times ou na revista Prospect. No total, “Philip Cross” fez 275 edições na minha página da Wikipédia. Isso inclui chamar minha esposa de stripper, excluir minha foto, remover minha resposta a ataques feitos por Kamm e Harding, entre outros, e excluir minha recusa de todas as honras enquanto diplomata britânico.
Neil Clark e Peter Oborne estão entre muitos outros que sofreram ataques a eles por Philip Cross na Wikipedia, simultaneamente com ataques de Kamm em outras mídias. Clark está levando Kamm ao tribunal por perseguição – e “Philip Cross” excluiu todas as referências a esse fato da página da Wikipédia de Kamm.
O que está claro é que Kamm e Cross têm visões políticas extremamente semelhantes, e que a linha divisória daqueles que eles atacam e aqueles que eles defendem se baseia diretamente nos princípios do Manifesto de Euston. Isso pode ser obscuro, mas é de fato uma importante declaração blairista de apoio a Israel e para as guerras de intervenção neoconservadoras, e estava ligada à fundação da Sociedade Henry Jackson. Quem encontramos editando a entrada da Wikipedia para o Euston Manifesto? “Philip Cross”.
O que é particularmente interessante é que as visões de “Philip Cross” são precisamente as mesmas visões políticas que as de Jimmy Wales , o fundador da Wikipedia. Jimmy Wales esteve no twitter nos últimos três dias sendo ativamente rude e desagradável batalhando para que ninguém questione as atividades de Philip Cross. Seu compromisso com a liberdade de Cross de operar na Wikipedia seria muito mais impressionante se a operação de Cross não estivesse promovendo as opiniões do próprio Wales. Jimmy Wales tem falado ativamente contra Jeremy Corbyn, apóia o bombardeio da Síria, apóia Israel, tem muito de um Blairite, ele se casou com a secretária de Blair, e senta-se no conselho do Guardian Media Group Ltd ao lado de Katherine Viner.
https://www.sgtreport.com/2018/05/shocking-wikipedia-scandal-unfolding-in-uk-rampant-neocon-political-manipulation/
Há algum tempo, quando
Há algum tempo, quando professor público, achava-me um coitado por não poder fazer uma assinatura da Veja. Para mim seria a glória. Era meu sonho de consumo. Mas meu salário não dava para tal. O tempo passou e a revista deixou de ser o que era. Transformou-se em porta-voz de indecências. E, um dia, recebo, gratuitamente, uma assinatura da tal revista, que a recebia e não a lia. Serviam suas páginas, para coisas “indecentes” ou inteirinhas jogadas aos recicladores de lixo.